A prefeitura de São Paulo tem gastado milhões de reais todos os meses com cachês superfaturados para shows em quermesses. Vou começar a relatá-los aqui diariamente.
Hoje a prefeitura contratou a dupla Cleyton & Cleber com cachê de R$ 120 mil. Eles têm 788 ouvintes mensais no Spotify.
É o mesmo cachê que recebe o Jeito Moleque. Mais do que cobra o Sambô.
Olha que baita coincidência:
a banda que a prefeitura de São Paulo contratava TODO FINAL DE SEMANA para tocar, com cachê de R$ 30 mil, tem como um dos componentes o secretário adjunto da Fazenda da própria prefeitura
Procurada, a prefeitura mentiu na cara dura dizendo que ele não é membro da banda.
Nos comentários, print do parecer da Secretaria de Cultura listando ele como membro da banda.
https://t.co/s7zSAYabvx
Conto hoje mais um escândalo na prefeitura de São Paulo: a contratação desenfreada, com cachês absurdos, de bandas de rock, cover, todas recém-criadas.
Elas pertencem todas a Fabrício Ravelli, irmão do gerente de eventos da SPTuris e sobrinho da principal assessora do presidente do Tribunal de Contas do Município.
Fabrício organiza eventos de rock e, como num passe de mágica, a prefeitura decide pagar pelas bandas que ele seleciona. E, olha que coincidência, as bandas são dele!
Quatro bandas, todas recém-criadas e tocando só covers, receberam R$ 2,3 milhões em cachês da prefeitura em 15 meses, para 88 apresentações. É mais de uma por semana.
As bandas não têm uma música autoral e nunca foram contratadas por qualquer outro ente público. Mas são pagas pela prefeitura como artistas consagrados. E os valores são balizados com "show em evento corporativo" contratado por outras empresas do próprio Ravelli.
Os valores e shows são bizarros. Numa semana, a prefeitura contratou três vezes a mesma banda, por R$ 30 mil CADA SHOW, para tocar por uma hora NO METRÔ DA SÉ, bem no horário do rush. "artistas CONSEGRADOS", lembra?
Em outra ocasião, contratou por R$ 45 mil uma banda para tocar em uma TERÇA-FEIRA À TARDE em um centro cultural. Detalhe: o processo de contratação começou na semana anterior, UM DIA DEPOIS de a assessora do presidente do Tribunal de Contas e TIA DO FABRÍCIO visitar a secretaria de cultura.
E eu só tô contando aqui no Twitter uma parte do problema. É bem pior. é bizarro. Juro. Lê a matéria. E depois compartilha.
https://t.co/WyckjVa6av
A campanha SALVE A GRAXA BH está trabalhando na conexão entre as pontas deste setor cadastrando os profissionais que apresentam necessidades imediatas, divulgando a iniciativa, recebendo as doações e repassando-as para os beneficiados.
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