@diegoolcosta@Igortep@PCO29 Isso aí, ia fazer o comentário para o @Igortep , mas vc foi certeiro! O @PCO29 tá coerente há muito tempo, inclusive me tendo com seguidor desde então. Não concordo com várias posições deles, mas são muito coerentes com os fatos da nossa "democracia".
@nikolas_dm Adotem isso como estratégia para tudo daqui por diante. Tentei convencer pessoas da 3a via a votarem no Flávio no 1o. turno exatamente para tentar a vitória de surpresa, sem chances de reação do lado opositor. Acabou que não foi possível... então, pense nisso. Humildemente.
@nikolas_dm A surpresa pode ser a principal arma para uma vitória... fale isso para os demais influenciadores de direita também, para evitarem comemorações antecipadas, falarem antecipadamente sobre qualquer coisa.. quanto mais ficarem sabendo das ações e pensamentos, mais vulneráveis ficam.
@CascaGrossaReal Ah, e outra coisa, papo que vai acabar com os benefícios sociais e etc, apesar de ser absolutamente correto na questão da gestão, não ganha eleição, ok? Então, o desafio está lançado.
@CascaGrossaReal Concordo com tudo isso que você falou. Gentileza, então, e por favor, comecem a trabalhar desde agora para viabilizar uma candidatura com potencial político para 2030. Mas uma que chegue com 30% de intenções de votos em julho de 2030, ok?. Aí eu voto em vocês.
A ESQUERDA DE CONDOMÍNIO E A DITADURA POR ANTECIPAÇÃO
Que beleza o tuíte de Thiago Süssekind em 2 de novembro de 2022. Com caminhão atravessado na estrada e senhora de bandeira na porta de quartel, ele resolveu salvar a democracia em seis linhas. Pedir golpe estava barato demais, diagnosticou.
O remédio veio numa escada de verbos que qualquer coronel de 1969 assinaria sem ler: investigar, processar, punir, tornar inelegíveis, prender. E de sobremesa, a justificativa: tudo isso para não preparar o terreno da ditadura.
O homem descreveu a ditadura e chamou de vacina. Tornar inelegível quem diz o que não deve tem nome na história do Brasil, e o nome é cassação de direitos políticos, o brinquedo predileto do AI-5. Repare também no que falta na lista. Não há presunção de inocência, não há direito de defesa, não há distinção entre quem falou bobagem na porta do quartel e quem tramou alguma coisa.
Há um verbo empurrando o outro até chegar ao último, que é prender. Quem atentou contra a democracia que responda com provas, processo e sentença. Mas nenhuma ameaça dá a ninguém procuração permanente para suspender os limites do próprio poder.
Jabor diria que conhecia essa gente de perto, que conviveu com ela a vida inteira nos bares do Leblon, nas pré-estreias e nos seminários sobre o povo brasileiro onde o único povo brasileiro presente era o garçom.
Lembraria que nos anos setenta eles chamavam o general de fascista, e que hoje sonham com um general de toga que prenda os fascistas deles. E faria a comparação que dói.
O general, ao menos, tinha a decência do cinismo. Dizia "segurança nacional", e o país inteiro entendia: censura. O censor de agora fala em defesa das instituições e ainda espera aplauso. O vocabulário passou pela faculdade de Direito, fez mestrado em Coimbra e voltou com parecer. A intolerância continua lá dentro, agora assinando com caneta importada.
Jabor também não deixaria passar a palavra que abre o tuíte. Custo. O progressista brasileiro descobriu a economia de mercado justamente na hora de precificar a liberdade alheia. Pedir golpe está barato? Aumenta a tarifa. Opinião errada paga pedágio, e quem fixa o valor é ele, de bermuda de linho, entre um negroni e outro.
O truque, portanto, é mais elegante do que fraudar urna. Em vez de abolir a eleição, regula-se o terreno onde ela acontece: quem pode falar, o que pode circular, qual plataforma fica no ar, qual candidato amanhece com inquérito.
O eleitor segue soberano, desde que exerça a soberania dentro do cercadinho. A ditadura velha assumia o próprio nome. A nova vive de negá-lo, e nega com tanta convicção que talvez já acredite.
Ninguém precisa dar ordem. Esse é o refinamento. O juiz sabe qual decisão rende homenagem na imprensa e qual rende linchamento. O procurador sabe, o reitor sabe, o editor sabe.
O Brasil inventou a ditadura por antecipação, em que todos obedecem a uma ordem que ninguém deu e ainda saem se achando corajosos, com a vantagem adicional de não deixar impressão digital em lugar nenhum.
O medo, por sua vez, foi industrializado e terceirizado. Não há mais censor sentado na redação, porque cada redator carrega um no peito. O professor mede a frase antes da aula, o empresário apaga o post antes do almoço, o servidor público descobriu que opinião é luxo de aposentado.
A liberdade de expressão continua garantida pela Constituição, assim como o direito de atravessar a Marginal a pé.
E então vem a contabilidade moral. O país foi dividido entre democratas certificados e suspeitos sob observação. O adversário deixou de ser alguém a convencer e passou a ser alguém a neutralizar, de preferência com aplauso.
Millôr economizaria a indignação e apontaria a aritmética. Para salvar o país da ditadura, aplicam-se os métodos da ditadura contra quem pede ditadura, e a objeção ao regime militar, nessa conta, nunca foi o método, só a escolha do alvo. A democracia brasileira vai muito bem, obrigado, desde que ninguém cometa a inconveniência de usá-la.
Olavo acharia tudo isso educado demais. Diria que não se trata de vaidade nem de temperamento, mas de método, e daria nome ao bicho: mentalidade revolucionária.
O revolucionário julga o presente em nome de um futuro que só ele enxerga, e por isso acusa o adversário exatamente daquilo que está fazendo. Pedir cadeia para evitar a ditadura seria, para Olavo, a inversão em estado de laboratório. E ele mandaria o leitor ao manual do próprio adversário.
Gramsci ensinou que a conquista do Estado começa pela conquista da cultura, e a esquerda passou décadas ocupando universidades, redações e editoras até que a frase de Süssekind pudesse ser escrita sem um pingo de constrangimento. Quem decide quem é democrata não precisa ganhar debate, e prender o adversário passa a soar como higiene.
Olavo diria ainda que a plateia foi fabricada. Nelson responderia que fabricada ou não, ela gostou. Quinze mil pessoas leram "prender" e apertaram o coraçãozinho, com a mesma ternura com que curtem foto de gatinho. Nelson veria ali gente que nunca amou a liberdade, só o privilégio de escolher quem seria perseguido.
O tuíte não é surto, é retrato. A elite progressista é autoritária, e não por acidente. Quem se acredita moralmente acima do resto do país deixa de enxergar no adversário um erro de cálculo e passa a enxergar um defeito de caráter, e defeito de caráter não se debate, se trata.
Talmon chamou isso de democracia totalitária e foi buscar a origem nos jacobinos, não nos quartéis. Aron registrou a indulgência da intelligentsia com a violência do seu lado e a severidade impiedosa com as falhas dos outros. Releia o tuíte com os dois ao lado e está tudo lá.
Quatro anos depois, inelegibilidade e cadeia deixaram de ser hipóteses de tuíte. E quem aplaudiu continua aplaudindo, com a tranquilidade de quem acredita que a justiça será sempre administrada pelos seus.
O brasileiro descobriu uma forma extraordinária de conviver com o autoritarismo: basta que o perseguido seja alguém de quem ele não gosta. O problema dos generais, afinal, nunca esteve inteiramente resolvido. Parte da plateia apenas queria escolher os generais.
Próximos passos da 'democracia pujante comunista' e o spoiler dos 4 anos do governo Lula:
1- Vão prender Flávio Bolsonaro - Justificativa? 'É só usar a criatividade';
2- Vão fazer de tudo para derrubar Nunes Marques e André Mendonça. Nunes Marques deve cair logo se não se juntar de vez aos comunistas;
3- Vão comprar, pressionar, chantagear os senadores eleitos;
4- Objetivo? Reeleger Alcolumbre e tirar a capacidade de impeachment de qualquer Ministro do STF;
5- Pacheco ainda deve ser indicado, já que Lula terá 05 indicações. Moraes e Alcolumbre saem fortalecidos e devem cobrar essa indicação;
6- Lula vai dar uma canetada para CENSURAR as redes sociais com o apoio total da 'imprensa' brasileira;
7- Brasil vai mergulhar no caos - preços dos alimentos, do combustível, da vida comum subirá muito;
8- Impostos vão pressionar e quebrar várias empresas;
9- A classe média será reduzida a fragmentos, os pobres ficarão mais pobres, mas o IBGE vai classificá-los como classe média;
10- Lula vai continuar culpando Bolsonaro e Janja estraçalhando o NOSSO dinheiro como se não houvesse amanhã e como se o dinheiro fosse DELA.
11- E o nordeste vai continuar fazendo o L...
Essa é uma postagem difícil, mas cansei de me iludir. No tempo em que estou aqui, até fiz uma ou outra leitura decente de cenário, mas a verdade é que acreditar no Brasil se tornou uma questão de fé, e como sabemos, não há objetividade na fé.
Vi todas as eleições de Lula, as duas da Dilma e a anomalia sistêmica que foi a vitória de Bolsonaro.
Gente, acabou. Não é alarmismo. Não significa que todo mundo vai comer cachorro e que suas casas serão confiscadas, não é isso, mas o sonho do "Brasil melhor" não foi apenas adiado por mais 4 anos. A verdade é que nós demoramos muito para reconhecer. Admito que aqueles que foram embora quando houve o Dilma 2, são os mais certeiros e visionários. Minha esposa queria ter ido, eu a convenci a ficar.
Nós não vamos pra frente, muito pelo contrário. O que se dará agora é a continuidade do que começou em 2003. Enquanto o mundo avança, nós ficaremos só olhando (enquanto for permitido). Veremos EUA inovando sem parar em tecnologia e até nossos países fronteiriços avançando, enquanto nós, o grande Brasil, viveremos algo que não encontra paralelo no mundo. A China vai parecer um sonho logo logo. A única coisa deles que teremos por aqui será a repressão estatal. Enquanto lá não são admitidos em hipótese alguma criminosos de qualquer espécie, aqui eles estarão reinando no poder. Não é achismo, eu tenho amigos lá nesse momento. Na China, você pode deixar seu celular na rua, ir tomar um café e pegá-lo depois no mesmo lugar. Criminosos perigosos são presos e desaparecem. Não há paralelo com o Brasil.
O crime organizado vai crescer sem parar e nos tornaremos cada vez mais um pária internacional. Nosso futuro é o saque por nações mais avançadas enriquecendo nossa casta governamental corrupta.
Em 2030, podem colocar quem for pra concorrer: o Tarcísio, o Nikolas, tanto faz, eles também vão perder. Quem viveu o Dilma 2 sabe do que estou falando. É comparado a ele agora indicar a Janja para a próxima corrida. Todos vão dar risada, dizer que ele não tem chance, e ela vai vencer. A Dilma era ridicularizada e não tinha nenhum atributo fora o fato de ter sido indicada por Lula. Depois de seu primeiro e desastroso governo, todo mundo tinha certeza de que ela perderia. Novamente, fizeram o diabo e levaram.
Seja qual for o indicado da direita, será moído pela máquina e perderá em eleição tão estranha e inexplicável quanto essa.
Eu sei que não é o que vocês querem ler agora, mas acabou. Nós perdemos. A cada mandato, o estrago fica muito mais difícil de reverter. Dessa vez, a maioria sabia o que estava em jogo. Muitos entenderam o perigo do aparelhamento da máquina, especialmente o da Suprema Corte. Isso explica as eleições para o Congresso com grande vitória da direita.
Invistam em vocês, em seu crescimento pessoal, cuidem de suas famílias, aprendam um outro idioma, fiquem realmente bons em algo e considerem seriamente a possibilidade de viver em um lugar menos insalubre mental e fisicamente. Pra quem já vive em lugares perigosos, a tendência é piorar e muito. Mas, mesmo quem hoje está bem e se sente seguro, cada ano a mais com o PT no poder é uma garantia de que a parte podre do país continue avançando em direção a você. Lugares hoje tranquilos e seguros ficarão cada dia menos assim.
Eu tenho filhos e preciso pensar em seu futuro. É só por isso que eu me engajei com política. Se fosse só por mim, seria bem mais fácil ignorar isso tudo. Não posso me dar esse luxo.
Vejam, não importa tanto se houve fraude direta, se votos foram comprados em massa ou se Lula quebrou o país com medidas populistas pra se reeleger, isso é importante, mas não é nem de longe o principal. A pior e mais triste constatação é que de fato pelo menos metade da população apoia o projeto de poder do PT. Eles não se importam com corrupção, inflação, violência. Lula poderia matar em rede nacional e ainda assim manteria boa parte de sua base. Um país não é um território: é seu povo, e esse é o nosso.
Coletivamente, não temos força para reverter o que a esquerda fez durante décadas. Está tudo dominado e muitos querem que continue assim.
Espero estar errado, e não tiro a razão de quem quer acreditar em 2030. Seja como for, mesmo que dê certo lá na frente, a salvação continua sendo individual. Eu consegui prosperar mesmo com o PT jogando contra nos útimos 23 anos. Não pretendo que agora seja diferente, mas provavelmente será em outro lugar.
Nós lutamos o bom combate, podemos dormir tranquilos com relação a isso. A grande maioria não está nem aí, o que provavelmente os torna mais felizes e anestesiados. Boa sorte, foi bom lutar com vocês.
Opinião impopular (com números):
1- Não houve fraude.
2- A campanha do Flávio foi muito bem.
Classes C, D e E foram diariamente aterrorizadas com:
-fim do bolsa família,
-congelamento de salários e aposentadorias,
-revogação do fim da escala 6x1,
-corte de R$ 200bi de programas sociais,
O brasileiro mais vulnerável quer mais gastos sociais e confia que Lula é o nome para fazer isso. Não adianta Flávio dizer que vai triplicar o Bolsa Família… Numa disputa pra ver quem dá mais benefícios, esse eleitor confia que Lula dará mais mais a ele. Vamos aos números.
Em Carnaubeira da Penha (PE), 83% da população municipal é beneficiária do Bolsa Família. Foi a cidade com maior votação proporcional do Lula, 88,33% no 1° turno e 92,34% no 2°.
Quando a campanha de ameaça de corte de programas sociais convence o eleitor indeciso, isso vira rejeição a Flávio. Ou seja, aquele eleitor está disposto a votar em qualquer um, menos no Flávio. O voto por rejeição também explica o erro das pesquisas, que têm dificuldade de captar esse voto enrustido.
O voto enrustido é justamente parte do voto desses 10 milhões que não votaram no 1° turno em Lula - mas foram convencidos a ter mais medo do Flávio. Essa parcela foi convencida de que Lula seria o “mal menor”. Ela ainda achava Lula ruim o suficiente para ter vergonha de respondê-lo na pesquisa, mas no escurinho da urna votaram 13 contra os “cortes”.
Não vou nem adentrar na teoria da fraude, pois a redução da abstenção total (3M) foi menor que a diferença total da eleição (4.4M). Ou seja, mesmo se 100% dos votos de redução de abstenção tiverem sidos roubados pelo mesário (o que é impossível), isso não mudaria o resultado.
O erro da teoria da fraude é achar que todos os votos adicionais de Lula precisam vir dos 14 milhões que não votaram nem Lula e nem Flávio no 1° turno. Essa premissa é que força a conclusão de que Lula precisaria levar 70% dos votos em disputa. Isso é muito difícil.
O mais provável? Mais votos estavam em disputa do que estes 14M: parte dos votos de Flávio virou, em especial os das classes C, D e E, bombardeadas pela campanha de cortes/congelamentos de programas sociais. Enquanto Flávio falava de proposta, Lula falava do risco do eleitor perder o sustento. Prevaleceu o medo. E é aqui que acho que Flávio foi bem.
Lula ganhou 10 milhões de votos a mais, mas terminou só 4.4 na frente. Como?
Flavio manteve a vantagem de 2.2M no saldo de votos do 1° turno.
E ainda agregou mais 3.4M.
Vocês acham que isso é pouca coisa? Que a campanha de Lula não fariam essa mesma campanha de terrorismo eleitoral contra Tarcísio, Cury, Caiado? É só olhar pro passado: Flavio perdeu por 3,6%. José Serra e Alckmin perderam de 19% e 12% de diferença pro PT mesmo com Mensalão. Aécio perdeu por margem de 3,2% mesmo no meio do Petrolão. Nenhum deles tinha Bolsonaro no sobrenome e isso não os impediu de sofrer o terrorismo eleitoral do PT.
O que fica de lição?
Lula herdará um déficit gigantesco do seu próprio governo, ele contratou a própria crise.
A oposição precisa decidir se cai na armadilha de brigar com o resultado ou se aproveita essa oportunidade para salvar o Brasil. O Lula de 2026 é muito parecido com a Dilma de 2014: assume com vitória apertada, sem maioria no Congresso e com crise contratada. Todos sabemos como terminou aquele governo.
Com uma boa gestão de oposição, temos uma oportunidade de mostrar um caminho diferente ao Brasil: defesa de reformas (PEC não vai à sanção ou veto), impeachment de ministros que cometeram crime de responsabilidade (outra que não passa pelo presidente), um Congresso de fato atuante.
Precisaremos de uma oposição forte e ativa. Dobrar a aposta na teoria da fraude é algo que tem tudo para censurar a oposição com zero ou pouca chance de retorno concreto.
Entendo os indignados, eu trabalhei muito por um resultado diferente... Por isso, digo que precisamos de SABEDORIA para superar as turbulências e aproveitar as oportunidades que virão. Ao trabalho. Haverá muito.
Flávio Bolsonaro @FlavioBolsonaro , deixo aqui registrada a minha mais sincera gratidão.
Sigo em oração por você, por sua família e, especialmente, pelo Jair Bolsonaro. Peço a Deus, com toda a fé que existe em meu coração, que Ele intervenha nessa situação, que realize um milagre e renove as forças, a esperança e a fé de todos vocês.
Saibam que vocês não estão sozinhos. Somos milhões de brasileiros que compartilham da mesma angústia, que sofrem ao ver tudo o que vem acontecendo em nosso país e que ainda carregam no coração a esperança de um Brasil melhor.
Apesar de tudo.