“Tem gente que se diz pastor, mas, na prática, é cafetão da fé. Lucra com o medo e a esperança das pessoas para encher o próprio bolso.” - simplesmente Erika Hilton desmascarando os oportunistas e expondo quem são os verdadeiros religiosos. #RodaViva
@acervoloquinha Assisti com os olhos marejados, coração apertado.
A gente sabia que esse momento ia chegar mas mesmo assim nunca se está preparo. Essa novela mexe com a gente de uma forma única. Gerluce parece da minha família
@acrosstheline24@byesnshine@untuck3d_ Como saber se ele não disse mais coisas se a edição corta tudo?
Infelizmente a gente assiste produto cheio de viés
@ADaCotaMonteiro Então, da para fazer um leve paralelo com a "revolta da vacina". A desinformação da população e "autoritarismo" vindo do sistema de vigilância acaba gerando essa revolta das pessoas. Geralmente todo mundo têm medo do desconhecido e com isso gera essa resistência
Há mais de quatro séculos, Galileu Galilei propôs que a massa não afeta a velocidade com que um objeto cai. Hoje, utilizando a maior câmara de vácuo do mundo, na NASA, podemos confirmar esse princípio fundamental da física.
Uma mulher trans, com a promessa de uma oportunidade de trabalho, de limpar a casa de um casal, foi vítima de uma emboscada em Ponta Porã, no MS.
Chegando lá, o casal e o próprio namorado da vítima começaram uma sessão de TORTURA contra ela. Marcaram uma suástica em seu braço.
Um casal, e o próprio namorado da vítima, a imobilizaram, cravaram uma faca em seu celular para que ela não pedisse socorro e a espancaram. Depois, o dono da casa pediu que sua esposa colocasse a faca no fogo.
Com essa faca, marcaram seu corpo com uma suástica. Um símbolo de ódio que demonstra a desumanidade dos agressores.
Ela então foi solta, sob ameaça: se denunciasse o crime, cortariam sua cabeça com uma foice.
A vítima voltou pra casa e decidiu denunciar tudo à polícia. Os vermes, sabendo que a crueldade que cometeram foi feita com ódio e raiva da mulher por ela ser quem é, uma mulher trans, não com planejamento e frieza, confessaram o crime.
E eu queria que essa história fosse apenas uma história de coragem, de uma mulher, uma pessoa trans, que confiou em seus direitos, superou o medo e denunciou seus torturadores.
Mas, na verdade, essa denúncia possivelmente só aconteceu por ser a única opção para a vítima.
Pois o "acordo" de que, se ela ficasse em silêncio, deixariam ela viver, foi feito por pessoas que a torturaram e, com ferro quente, queimaram uma suástica em seu braço.
Ela denunciou pois já estava marcada como um animal cujo único futuro é o abate.
E seus agressores acharam melhor confessar. Talvez, pela certeza da impunidade, porque acham que a justiça dos homens será mais complacente do que a justiça das ruas.
Pra essa gente odiosa, mesmo com tantos avanços que ocorreram no nosso judiciário, a condenação pelos seus atos ainda é uma possibilidade mínima.
E é esse o resultado da estrutura de ódio construída para torturar, silenciar e matar mulheres trans, mulheres negras, mulheres indígenas, mulheres mães, mulheres lésbicas, mulheres brancas, mulheres jovens, mulheres velhas e meninas.
Quantas de nós, após apanharmos, já não fomos marcadas com a promessa de que, se abríssemos a boca, a dor seria ainda maior?
Quantas de nós já não fomos eternamente marcadas pela violência de quem nos deseja e nos odeia?
Quantas de nós já não denunciamos, não por coragem, mas por ser a única opção frente a um mundo inteiro contra a gente?
Enquanto isso, parte do Brasil celebra a transfobia, a misoginia, a LGBTfobia e o ódio transmitido nas nossas telas e pelas bocas daqueles que deveriam trabalhar pela vida e dignidade de todas as pessoas.
A corda está estourando. E ela pode até estourar pro lado mais fraco, o nosso lado. Mas faremos com que ela ricocheteie em nossos agressores e lhes corte como a foice que eles mesmos dizem brandir.
For all my gringo oomfs, a trans woman was just elected the Head of Women's Comission in our country, following the work of a native indigenous woman.
I love my country
Sim, sou Presidenta da Comissão da Mulher.
E o fato disso incomodar mais do que a onda de violência contra a mulher que assola nosso país diz muita coisa.
Pra essa gente incomodada, o que importa não é defender a vida das mulheres. É ofender o direito à vida das mulheres trans e travestis
Mas nós, mulheres trans, avançamos, conquistamos espaços e, nestes espaços, mostramos que somos plenamente capazes de dialogar e representar mulheres, mesmo as diferentes de nós. Pois o que nos une, o nosso desejo de vitórias e avanços para todas nós, é muito maior que nossas diferenças.
E, enquanto Presidenta, não permitirei que discursos que tentam nos dividir dominem essa Comissão que é de TODAS as mulheres.
Nessa Comissão, enfrentaremos a violência que nos aflige e lutaremos pelos direitos que são negados a todas nós, sempre respeitando cada forma de ser mulher em nossa sociedade.
Mas, se os conservadores estão incomodados agora, eles que se preparem.
Pois também falaremos sobre o direito de mulheres e meninas ao aborto e ao próprio corpo, enfrentaremos o crescimento do movimento red pill, desafiaremos as big techs e seu deep fakes e lutaremos, de cabeça erguida, sem vergonha alguma, contra a misoginia, a transfobia, a lesbofobia e tantas outras formas de violência praticadas contra nós, mulheres brasileiras.