📝 Nota do Governo do Brasil
O Brasil é uma nação soberana que tem travado combate permanente contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e as demais facções e milícias que praticam o terrorismo nos territórios em que vivem milhões de famílias. Enfrentar essas organizações criminosas com firmeza é, e continuará sendo, prioridade do Estado brasileiro.
O terror causado por essas organizações em comunidades busca obter lucro através do crime, especialmente pelo tráfico de drogas e armas, e não pode ser confundido com o tipo de ação por motivos ideológicos, políticos e religiosos do terrorismo internacional.
A segurança da nossa população é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos. Por falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros.
É deplorável que mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país.
Aprovamos recentemente uma lei de combate às facções e milícias com penas que chegam a até 80 anos de prisão – a maior prevista em toda a legislação brasileira. O Governo do Brasil conduz o programa “Brasil contra o Crime Organizado”, que combate as facções e milícias desde o seu braço armado nas esquinas até o seu andar de cima.
O crime organizado não respeita fronteiras e seu combate exige ação conjunta. Construímos, ao longo de décadas, parcerias com vários países, inclusive com os Estados Unidos. O Brasil apresentou em 16 de abril deste ano, ao Departamento de Estado dos EUA, uma proposta focada na inteligência e na cooperação internacional que inclui ampliação dos controles sobre a lavagem de dinheiro praticada no exterior e sobre o tráfico de armas enviadas ao Brasil.
Qualquer colaboração internacional para o combate às facções será bem-vinda. Seguimos dispostos a construir soluções conjuntas benéficas aos países envolvidos. Mas não aceitaremos o uso de medidas arbitrárias vindas do estrangeiro como pretexto para atacar a nossa soberania e a nossa economia.
Medidas unilaterais, não negociadas, podem enfraquecer o combate aos criminosos e gerar ações que colocam em risco a vida das pessoas que nada têm a ver com o crime. Podem reduzir a capacidade de compartilhamento de informações entre as polícias. Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o PIX, que incomodam interesses estrangeiros.
Em resumo, trata-se de possível retrocesso no combate ao crime, risco à vida das pessoas e prejuízos econômicos ao país.
A soberania nacional é inegociável. O Brasil rejeita qualquer forma de interferência externa em seus assuntos internos. Quem define como o crime é classificado e combatido dentro do Brasil são os brasileiros, com suas instituições, suas leis e suas forças de segurança.
Temos um presidente que nunca abaixou a cabeça para nenhum outro líder global. Que negocia com todos, e só fecha acordos que sejam bons para o Brasil: sem entreguismo, sem síndrome de vira-latas, defendendo sempre o povo brasileiro e a nossa soberania. Viva @LulaOficial!
Tive nesta tarde uma conversa telefônica com o presidente da Colômbia, @petrogustavo, sobre a situação na Venezuela.
Manifestamos grande preocupação com o uso da força contra um país sul-americano, em violação ao direito internacional, à Carta das Nações Unidas e à soberania da Venezuela. Reforçamos que essas ações abrem precedente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional.
Concordamos que a situação na Venezuela deve ser resolvida exclusivamente por meios pacíficos, da negociação e do respeito à vontade do povo venezuelano.
Saudamos o anúncio feito nesta quinta pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela de liberação de presos nacionais e estrangeiros.
Informei que, a pedido da Venezuela, vamos enviar 40 toneladas de insumos e medicamentos, de um total de 300 toneladas já arrecadadas, para reabastecer o estoque de produtos e soluções para diálise que estavam em um centro de abastecimento atingido pelos bombardeios do último dia 3 de janeiro.
Brasil e Colômbia reafirmaram a intenção de seguir cooperando em prol da paz e da estabilidade na Venezuela, país com o qual compartilhamos extensas fronteiras.
Não basta eleger um presidente de esquerda. Tem que pensar no Congresso e eleger pessoas comprometidas. Não adianta colocar raposa pra cuidar do galinheiro.