Que sátira divertida e mordaz! Que exagero retórico animado! Que crítica pândega a um agente político que deve suportar o ônus de ser troçado publicamente!
Ainda bem que o humor e a liberdade de expressão são protegidos pela Constituição, pela ADPF 130 e pela ADI 4451!
Vi no Instagram do Gustavo Vilela: https://t.co/WsB6Kq8K4j
Ou seja, esta piada visual com paródia musical não quer dizer que a família Bolsonaro seja a família miliciana que por ventura tenha mencionado anteriormente.
(Escrito pelo meu Jurídico pra evitar nova censura.)
@Haumea23@gabrielbuzziv Ela foi educada para a inutilidade. Para que ser responsável e autônoma se sempre tem um macho para passar pano para ela? Estar no aeroporto, segura, e preferir ligar para quem está em outro continente para resolver um problema tão fácil de resolver é atestado de imaturidade.
@rbrettas@islam_macaxeira@gabrielbuzziv O problema cognitivo dela é nunca ter sido estimulada a deixar de ser uma sonsa dependente de pai, irmão e, decerto, marido também. Criada numa bolha para ser uma completa inútil.
Confiamos nossa Pátria à proteção de Nossa Senhora Aparecida. Que Deus nos conceda sabedoria e coragem para construirmos juntos um Brasil reconciliado, soberano, justo e fraterno. #Eleições2026
A cronologia dos fatos:
Flávio Bolsonaro afirma que, se eleito, editará um decreto declarando que “o Brasil é do Senhor Jesus”;
Nos círculos neopentecostais, esse tipo de mensagem é compreendido como uma vitória espiritual sobre aquilo que esses grupos classificam como idolatria;
O temor dos católicos de retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida chega à imprensa por meio de uma jornalista experiente, que relata a existência de preocupação entre setores da Igreja Católica. Uma preocupação compreensível para quem conhece a visão de determinadas correntes neopentecostais sobre o catolicismo e, particularmente, sobre a devoção mariana;
A Globo afirma que a informação estava errada porque estaria relacionada a um projeto de lei já arquivado — projeto que, no entanto, nunca havia sido mencionado pela jornalista;
Parte da grande imprensa passa, então, a classificar como “fake news” um bastidor revelado por Maria Cristina Fernandes;
Na sequência, vêm à tona textos do pastor de Flávio Bolsonaro nos quais ele sustenta que o reconhecimento de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil seria ilegal e a descreve como uma “potestade a ser vencida”. Também associa a devoção mariana à chamada “Rainha dos Céus”, relacionando essa expressão a Ártemis, divindade da mitologia grega mencionada no contexto bíblico;
Flávio Bolsonaro pede a censura das publicações sobre o assunto e chega a defender a prisão de quem as divulgou;
André Mendonça, pastor presbiteriano e ministro do TSE, atende ao pedido em cerca de uma hora, determinando a retirada de publicações e atingindo centenas de perfis;
Flávio Dino, do STF, restabelece a liberdade de expressão e anula a decisão do ministro do TSE;
Por fim, Flávio Bolsonaro acusa a CNBB de ter sido a origem da suposta “fake news”;
Os bispos da Igreja Católica reagem publicamente e desmentem a acusação.
Conclusão: Continuar chamando tudo isso de fake news é ter lado e engolir acriticamente a versão criada por Flávio e sua campanha, que cansam de mentir desde que o processo eleitoral começou.
Olha o deboche que eles tratam as pessoas que as bets tiraram tudo e de alguns até a vida.
Esse era o governo que se preocupava com o povo.
LULA GIGANTE ao defender o Brasil e os brasileiros.
Essa reunião mostrou a desfaçatez desse grupo que governou o Brasil.
Lula reeleito
⏳ MEMÓRIA | Na fatídica reunião ministerial do Governo Bolsonaro, o então Ministro da Economia Paulo Guedes deu sua opinião sobre as bets e jogos de azar no Brasil enquanto Bolsonaro ria com a equipe.
Israel está tratando o novo documentário “NAZA”, dos cineastas israelenses Yuval Abraham e Rachel Szor, menos como má publicidade e mais como uma crise de segurança nacional.
Eyal Zamir, chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, prometeu usar “todas as ferramentas à nossa disposição” contra o documentário, que apresenta entrevistas anônimas com 24 oficiais de inteligência e soldados, a maioria envolvida em ataques remotos em Gaza. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pediu uma legislação que permita ao Estado cassar a cidadania de Abraham e Szor. O ministro da Cultura de Israel solicitou ao Ministério do Interior que os investigue por traição. Ativistas e membros da equipe do partido de extrema-direita do ministro da Segurança, Itamar Ben-Gvir, protestaram em frente à casa dos pais de Szor, onde um orador pediu a execução de Abraham e Szor e a demolição das casas de suas famílias, como frequentemente acontece com as casas de palestinos.
Os apelos oficiais pela perseguição de Abraham e Szor, que anteriormente realizaram o documentário vencedor do Oscar “No Other Land” com dois cineastas palestinos, parecem estrategicamente imprudentes, já que estão estimulando um interesse ainda maior em “NAZA”. Uma sessão de imprensa à qual compareci na quarta-feira, no Walter Reade Theater, em Nova York, com 268 lugares, estava lotada, e me disseram para chegar meia hora antes para conseguir um lugar. Isso é, na minha experiência, muito incomum para documentários de qualquer tipo, mesmo aqueles que, como “NAZA”, ganham o Prêmio Especial do Júri no Festival de Cinema de Veneza.
Depois de assistir ao filme, consigo entender por que Israel o considera tão ameaçador. Os entrevistados descreveram ataques em escala industrial, facilitados por inteligência artificial, nos quais pouco se fez para evitar um número enorme de vítimas civis. "O objetivo era a quantidade, não a qualidade", disse um dos entrevistados. De acordo com as fontes do filme, os militares optaram por atacar membros do Hamas, alguns de baixo escalão, em casa à noite, em vez de durante o dia, porque era mais fácil, mesmo que isso significasse matar suas famílias e vizinhos. Um homem relatou ter invadido o celular de uma menina de 12 anos para descobrir quando seu pai chegava em casa e, em seguida, ordenado um bombardeio no qual ela foi morta.
“NAZA” é uma abreviação militar hebraica para nezek agavi, ou dano colateral. Um dos palestrantes descreveu uma interface de computador que mostrava quantas pessoas seriam mortas se um determinado local fosse bombardeado. Normalmente, disse um deles, “20 NAZA” era um parâmetro — o que significava que era aceitável matar 20 civis para atingir um alvo do Hamas. (Esse número já havia sido divulgado pelo The New York Times.) Um entrevistado afirmou que, para um bombardeio, um número de 500 NAZA era aprovado, o que as Forças de Defesa de Israel negaram.
Parte do que torna “NAZA” tão devastador é a forma como demonstra que a mera indiferença às mortes de civis pode se transformar em assassinatos em massa deliberados. Afinal, para os defensores de Israel, o fato de os militares imporem limites aos danos colaterais aceitáveis demonstra que não estão tentando matar o máximo de pessoas possível e, portanto, não podem estar cometendo genocídio. O jornalista israelense Ariel Oseran argumentou, por exemplo, que a própria palavra NAZA é exculpatória, escrevendo : “Se o objetivo específico de Israel fosse destruir a população palestina, as mortes de palestinos não seriam classificadas como danos colaterais; seriam o objetivo pretendido”.
Mas “NAZA” sugere que o sistema criado por Israel já previa mortes em massa. Nos dias frenéticos que se seguiram aos ataques do Hamas em 7 de outubro, Israel clamava pela aniquilação de Gaza, e essa retórica assassina persistiu. Depois que 50 mil habitantes de Gaza já haviam sido mortos, o ex-chefe da inteligência militar israelense afirmou , em um áudio vazado: “Para cada pessoa morta em 7 de outubro, 50 palestinos devem morrer. Não importa se são crianças”. Nesse clima de raiva, luto e total autojustificação, os militares israelenses tomaram uma série de decisões que garantiram que Gaza se tornasse um campo de extermínio, independentemente dos motivos específicos de todos os envolvidos. “Quando as pessoas falam em 'arrasar Gaza', o que querem dizer senão executar pessoas?”, questionou um dos entrevistados em “NAZA”. (NYT)
Paulo Gonet, Procurador-Geral da República, tem reputação ilibada e vida pública de lisura insuspeita. Isso nunca foi objeto de disputa: é reconhecido em todos os espectros, por quem concorda e por quem discorda dele. Mesmo assim, teve a honra injustamente manchada pelo levantamento do sigilo de conversas que nada de ilícito retratavam. E, naquele exato momento, o estrago à reputação já estava feito. Ninguém desfaz manchete com reparo tardio em plenário.
Ainda assim, assistimos na terça-feira a uma cena lamentável. Em plenário, o próprio relator reconheceu, em alto e bom som, a lisura da conduta de Gonet e admitiu que nada havia contra ele. Nada. Então por que expor? Quem atesta a honra de alguém só depois de tê-la arrastado pela praça pública não está corrigindo um erro: está confessando que ele era evitável.
E não foi só isso. A intenção de lucrar politicamente com o episódio ficou escancarada quando o relator fez publicar vídeo nas redes sociais agradecendo o apoio popular. Apoio a quê, exatamente? A um ato que ele mesmo admitiu não ter fundamento contra a pessoa exposta? Quem age assim não é magistrado imparcial: é boneco de campanha, um pixuleco eleitoral.
Já vimos esse filme. Na Lava Jato, Deltan Dallagnol e Sergio Moro transformaram vazamento seletivo em método. A ideia era sempre criar o fato consumado antes da ação penal, colher os dividendos políticos e deixar a defesa correndo atrás de um julgamento que a opinião pública já havia feito. Linchamento coletivo serve para esvaziar o direito de defesa e enterrar a presunção de inocência.
E, como na Lava Jato, a hora nunca é ao acaso. Lá, sigilos caíam a poucas semanas das eleições. Aqui, o levantamento apareceu às vésperas do 7 de Setembro, para inflar as ruas, arrancar dividendos políticos, sujar reputações e intimidar quem se opõe a esse método. No fundo, o alvo é o direito de defesa de pessoas contra as quais esses agentes nutrem algo que se parece muito mais com vingança do que com justiça.
Instituição séria respeita o devido processo desde o primeiro ato.
A Paulo Gonet, minha integral solidariedade. O Brasil e as instituições são devedores da coragem, da seriedade e da correção de homens como ele.