Te deram como morto logo na estreia; você revidou com a sua segunda maior goleada na história da #CopaBetanoDoBrasil. Diante dos seus, pelos seus, que jogaram junto com você todas as vezes em que ninguém mais acreditava - é raro mas acontece há 127 anos (e contando). Juraram que uma Máquina Tricolor te atropelaria, mas viram você e sua arquibancada freá-la na raça, no amor e na paixão. Naquela noite, nem parecia, mas seu povo era visitante na própria casa... pois, na seguinte, ele tratou de dar uma histórica festa na favela para lembrar a todo mundo quem é o dono do pedaço. Ainda antes do início, a Nação foi o pesadelo dos rivais e gritou ao mundo inteiro a alegria de ser rubro-negro, graças a Deus, até morrer. Ostentou suas várias taças com o mesmo orgulho com o qual sempre exibe seu Manto, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença, porque só importa o sentimento. Só o amor: na alegria e na dor, parabéns pra essa galera... que, por fim, viu dois ídolos de uma geração de ouro resolverem o primeiro mata-mata de Fla-Flu na Copa. Solta o Arrascaeta nessa p*#%@! O Príncipe, como de praxe, balançou a rede, levantou sua plaquinha e ergueu a bandeira do Reino, que avançou mais uma casa. Normal. Dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, mas te subestimaram pela terceira vez. Mal soou o apito, a bola balançou a rede e todos decretaram: é noite de Furacão no Rio... todos, menos alguns. Que te empurraram pra cima deles, Mengo, reverenciaram Pedro, pediram Bruno Henrique ainda na primeira etapa e viram o ídolo resolver a parada na segunda. Decisão fora de casa? Foi-se o tempo em que a Baixada era território hostil. Arrasca deu chance à sorte e Gabi jantou cedo - não esperou nem sair do campo! A classificação veio com goleada no agregado e a Arena virou salão de festas de quem te segue a todo lado e, não importa onde jogue, vai te apoiar. Deixaram chegar, mais uma vez. E quando te deixam chegar... +