Eduarda Cruz dos Santos Bastos, 7 anos, foi morta com um tiro em casa, em Nova Iguaçu, durante invasão armada. É a 4ª criança morta por arma de fogo no RJ este ano e soma-se às mais de 100 vítimas, a maioria bala perdida, desde que começamos a contabilizar essa tragédia, em 2009.
No Rio, brincadeira de criança, mata, principalmente na favela. Bento, 12 anos, morreu por bala perdida no parquinho, na Pavuna, domingo (31). Desde 2007, já contabilizamos 125 crianças de até 14 anos mortas por armas de fogo, a maioria bala perdida. Não é fatalidade! É omissão!
Será apresentado o PL 5886/2025, instituindo o dia 4/12 'Dia Nacional em Memória das Crianças e Adolescentes Vítimas de Violência' , que cria diretrizes de acolhimento às famílias pelo Estado. A data é simbólica e triste: 5 anos das mortes de Emilly e Rebecca, pela mesma bala.
Há 18 anos na luta contra a morte de crianças por bala perdida no Rio, estaremos em Brasília nesta quinta, dia 4, às 9h30, para audiência pública na Câmara dos Deputados sobre essa tragédia. A iniciativa é do presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado federal @Reimont.
Nesta sexta, 28 , faz um mês da operação mais letal do Rio com 122 mortos. Nunca se matou tanto e nunca morreu tanto policial numa mesma operação. E seguem com as perguntas: O que mudou na segurança pública? Você se sente mais seguro? O que mudou na favela?
Um mês da operação que deixou 122 mortos, 5 deles policiais. Nesta sexta (28), a Corregedoria da PM prendeu 5 policiais e fez buscas contra outros 5 do Batalhão de Choque, suspeitos de crimes na ação. Câmeras corporais registram o furto de um fuzil que seria vendido a criminosos.
Para evitar vítimas, Polícia Civil? E a criança baleada? E as pessoas em pânico nas vias expressas? E quem ficou sem atendimento médico? E crianças sem aula? E o morador preso em casa? Que “inteligência” é essa que não evita o caos? Como sempre, muitas perguntas sem respostas.
Em 2023, Heloísa, 3 anos, morreu com um tiro durante uma abordagem desastrosa da PRF, no Arco Metropolitano, em Seropédica. Sua foto estava em nosso mural na Lagoa, em memória das crianças mortas por bala perdida, que foi foi destruído.
Mais uma violência contra esses pequenos.
O ciclo da violência continua — e vai continuar — enquanto o Estado tratar segurança pública só como caso de polícia.
O crime se reorganiza, o medo permanece e vidas seguem sendo perdidas.
Segurança de verdade se faz com humanidade e justiça social. ✊🏽🕊️
@criscazes Mas polícia não existe nem para matar e nem para morrer. Nem eles, nem ninguém. Policiais morrem e tudo volta a ser como antes, menos para suas famílias. Ações de inteligência não colocam ninguém em risco. São chamados de heróis pelo estado para justificarem suas mortes. Triste.
INÍCIO DA PAZ?. Trump anunciou acordo entre Israel e Hamas. Tropas israelenses devem sair de Gaza em 24h. Hamas terá 72h p/ libertar reféns (até dia 13). Mas há impasses: desarmamento do Hamas, futuro governo de Gaza e troca de prisioneiros.
| Fonte: BBC News Brasil
A @folha nos concedeu a primeira página pelo ato em Copacabana. Honra imensa! A compaixão pelo povo palestino não pode nos levar a relativizar o terrorismo. Ele é crime contra a humanidade. Quem celebra o atentado de 7/10/23 perde qualquer autoridade moral para falar de Gaza.
"Contra o terrorismo, em qualquer lugar do mundo."
Nesta terça (7), faz 2 anos do ataque do Hamas a Israel. Em Copacabana, colocamos 42 fotos de reféns ainda em poder do grupo (22 vivos e 26 mortos). O ato lembra que o sofrimento não tem nacionalidade — toda vida importa.
Algumas mães e parentes de crianças do Rio participaram do ato. Priscilla Menezes, mãe de Thiago Flausino; Bruna da Silva, mãe de Marcus Vinicius; e Lídia dos Santos, avó e tia de Rebecca e Emilly, primas mortas com o mesmo tiro de bala perdida.
Neste sábado (4), na Praia de Copacabana, colocamos 200 fotos de crianças mortas em Gaza, Israel e Rio. Um memorial silencioso e impactante contra essa barbárie: 20 mil pequenos mortos no genocídio em Gaza, 37 pelo Hamas em Israel, 121 no Rio por bala perdida, com nossos dados.