Não ironicamente, eu postei no LinkedIn o meu post sobre "Guia de Sobrevivência para uma Internet Censurada" e eles censuraram o post e tiraram do ar com essa notificação. Postar cursos fraudulentos, serviços fraudulentos, pode, mas postar informação de verdade pra prestar um serviço público, não pode.
Esse é o LinkedIn 🤷
Eis o post de novo, compartilhem: https://t.co/efQTNjKHtg
Há tantos erros conceituais nesse teu texto que dá até preguiça de corrigir, mas vamos lá:
1. Não há "Bolsa de Wall Street", talvez você quis dizer a Bolsa de NY, mas lá não se negocia commodities. A principal bolsa de Commodities é a CME em Chicago.
2. Quem opera o mercado de futuros de commodities são produtores, grandes consumidores (indústrias alimentícias, por exemplo), market makers e especuladores. Apenas os dois primeiros grupos levam o contrato até o vencimento. Eles operam os futuros para travar o preço e diminuir o risco de suas operações. Há literatura é clara e não há muita discussão de que isso é benefico para a economia.
Sobram os market makers e especuladores. Os market makers não apostam nos preços, só provem um serviço. Sobra o especulador, só tem um problema com a sua tese: para todo contrato "apostando" que o preço do arroz vai subir, esse mesmo contrato é uma aposta que o preço vai cair para outra pessoa. É simétrico, não há "bilionários apostando que o arroz vai subir". O volume (financeiro) de gente apostando que vai subir é exatamente o mesmo de gente apostando que vai cair.
3. Em contratos futuros, não há um valor esperado a ser atingido.
4. Essa história de queimar arroz não faz o menor sentido. Vamos dizer que os "bilionários" (bilionários não costuma operar mercados futuros, mas vamos fingir que sim pelo argumento) estejam apostando que o arroz vai subir, ou seja, compraram futuros. Quem vendeu os futuros? O produtor de arroz. Se o preço não subir, você diz que os bilionários vão queimar arroz para subir os preços, mas quem tem o arroz são os produtores. Se eles queimarem o arroz, eles vão ter um problema, já que eles já combinaram de entregar esse arroz, então seriam obrigados a comprar o arroz mais caro para poderem cumprir os contratos (baita tiro no pé).
Então não, o pão não tá mais caro pq os contratos futuros existem. Pelo contrário, os preços são mais estáveis e baixos (pela redução do risco) pela existência dos mercados futuros.
No fundo, eu sei que você sabe que o que você falou é mentira ou no mínimo nem se deu o trabalho de entender um pouco do assunto antes de falar, sei também que você não vai responder aqui e contra-argumentar e muito provavelmente vai continuar repetindo essa ladainha, mas alguém aqui, intelectualmente honesto, e sem conhecimento no assunto pode ler essa resposta e aprender alguma coisa.
CARTA ABERTA A JONES MANOEL
Senhor Jones Manoel (@jonesmanoel_PE),
O senhor anunciou que vai processar quem afirmar que defendeu o estupro de mulheres.
Esta carta não afirma nada sobre o que o senhor pensa. Ela conta o que o senhor disse naquele estúdio, e o que se segue de dizer aquilo.
No dia 22 de julho, no podcast Fala Ordinário, o vereador Eduardo Moura estendeu um celular na sua direção e reproduziu o depoimento de Ilana Gritzewsky, ex-refém em Gaza, contando ao New York Times a violência sexual que sofreu no cativeiro. Depois perguntou, sem rodeios, se o senhor defendia o estupro de mulheres.
O senhor não respondeu de imediato. Primeiro chamou Israel de regime de apartheid. Usou a palavra "nazisionista". Falou em massacre. E aí, com o inimigo devidamente descrito, veio a frase: o senhor apoia "todas as formas de resistência do povo palestino". Não é "sommelier de resistência". Que o povo palestino lute como quiser lutar. Está em vídeo, está na imprensa, está na memória de quem assistiu.
O senhor é historiador. Sabe que a ordem das coisas conta uma história própria. Primeiro se rebaixa o adversário até ele não ter mais estatuto nenhum, depois se anuncia que contra ele vale tudo. Isso não é um deslize seguido de uma força de expressão. É um raciocínio inteiro, montado na sequência certa, com as câmeras ligadas. Perguntaram se o senhor defendia estupro. O senhor respondeu com uma doutrina.
E a mulher do vídeo? Ilana Gritzewsky tem nome, rosto e voz. Na sua resposta não apareceu nenhum dos três. O senhor falou do seu compromisso de vida, falou de libertação, falou do vereador, falou de Israel. Dela, nada. Nem uma palavra de passagem para a pessoa que o senhor tinha acabado de ouvir.
Sobre o "todas": o senhor pesa palavras profissionalmente, então vamos pesar essa. Perguntado sobre um crime específico, o senhor tinha à mão qualquer resposta que o deixasse de fora. Escolheu a única que não deixa nada de fora. Isso é o fato, e é só o que esta carta registra. A conclusão, cada espectador tira a sua, e ela não depende de mim, do vereador ou de adversário nenhum. Depende da palavra que o senhor escolheu.
Agora, o sommelier. O senhor recusou o título como quem recusa um pedantismo, mas o ofício de um sommelier é justamente distinguir. E distinguir era tudo o que a pergunta pedia. Quando o senhor diz que não é sommelier de resistência, não está sendo humilde. Está anunciando um método: o de não julgar. Essa figura de linguagem ainda vai acompanhá-lo por anos, e não por maldade de ninguém. O autor é o senhor.
O curioso é que o senhor distingue muito bem quando o vinho é outro. Na mesma resposta, lançou acusações contra o exército israelense, sem processo, sem sentença, sem nada parecido com o padrão de prova que exige quando o acusado é o Hamas. Não vou entrar no mérito delas, até porque não preciso: o simples gesto de acusar já desmonta o resto. Quem acusa um exército pelos métodos está admitindo que métodos de guerra se julgam. E quem declara, um minuto antes, que um povo "lute como quiser lutar" jogou fora exatamente esse critério. Não dá para ter os dois. A sua acusação contra Israel precisa da régua que a sua defesa do Hamas quebrou. Uma das duas posições vai ter que ser devolvida.
Repare também no formato da resposta. Perguntado se defendia o estupro documentado de reféns, o senhor apontou o dedo para o outro lado, como se as duas coisas estivessem no mesmo plano. Não estão. De um lado, uma organização que filmou os próprios atos como troféu e os chamou de vitória. Do outro, um Estado onde a acusação contra um soldado vira inquérito, processo e manchete de jornal israelense. O senhor pode achar esse sistema insuficiente, lento, falho. Pode. Mas repare no que acabou de fazer: julgou um sistema. O Hamas não lhe oferece nem essa oportunidade, porque não há sistema para julgar. Essa é a diferença que o seu "todas as formas" apaga. E mudança de assunto, um historiador sabe disso, também é resposta.
Registro, porque é justo, que dias depois o senhor declarou repudiar violência contra mulheres. Eu acredito. E é justamente por acreditar que aponto o tamanho da solução: uma frase. A mesma frase, com o nome do Hamas dentro. O senhor dirá que a pergunta do vereador era capciosa, feita para constranger. Talvez fosse. Mas perguntas capciosas se desmontam com uma resposta precisa, e "condeno o estupro, venha de quem vier" desmontaria aquela em três segundos. O senhor tinha a chave da armadilha no bolso. Preferiu ficar dentro dela.
E para que não reste o truque da reciprocidade: condeno, sem que ninguém me pergunte, todo ataque deliberado a civil, cometido por soldado, por colono, por militante, por quem for. Custou uma linha. Era esse o tamanho do que o senhor não conseguiu dizer.
O senhor alegou ainda que o vídeo exibido não comprovava as acusações. Então falemos de prova. A missão da Representante Especial da ONU para Violência Sexual em Conflitos concluiu que há fundamentos razoáveis para crer que estupros, inclusive coletivos, ocorreram em vários pontos do sul de Israel no 7 de outubro, e classificou como claras e convincentes as informações sobre violência sexual contra reféns em Gaza. Isso não é dossiê de vereador nem comunicado de embaixada. É a ONU, a mesma que o senhor cita com entusiasmo toda vez que o relatório ajuda. E antes que o senhor devolva o desafio: sim, a mesma ONU produz relatórios que acusam Israel, e Israel os contesta em foro próprio, com contraditório, como se contesta em sistemas que têm foro e contraditório. É assim que funciona quando se aceita a régua. O que não funciona é o seu método: relatório que acusa Israel é evidência; relatório que acusa o Hamas é narrativa.
E já que o senhor gosta de direito internacional quando ele acusa: então valha o direito inteiro, não só a metade útil. O Protocolo Adicional I às Convenções de Genebra proíbe ataque deliberado a civis em qualquer conflito, cometido por quem for, contra quem for, em nome do que for. O Estatuto de Roma tipifica estupro como crime de guerra e crime contra a humanidade, e não abre exceção para causa nenhuma. Essa regra não escolhe lado, e é exatamente por isso que ela serve de régua. "Todas as formas" não é uma posição pró-palestina. É a negação da única régua que existe. Tratado, tribunal, relatório: nada disso pode ser autoridade suprema num parágrafo e estorvo no seguinte. Em algum momento o senhor vai ter que escolher.
E aqui está a incoerência que segura todo o resto. Não dá para condenar quem reduz os palestinos ao Hamas e, na frase seguinte, tratar o Hamas como expressão legítima do povo palestino. Essa confusão não protege ninguém em Gaza. Ela realiza, de graça, o sonho propagandístico do grupo: convencer o mundo de que atacar o Hamas é atacar os palestinos. Foi o Hamas que executou opositores da Fatah e arrastou os corpos pelas ruas de Gaza em 2007. Foi o Hamas que construiu sua história sobre terrorismo, antissemitismo e violência deliberada contra civis, inclusive contra o povo em cujo nome jura falar.
Defender os palestinos é obrigação de qualquer pessoa que leve direitos humanos a sério. Confundir uma organização terrorista com a causa que ela sequestrou é outra coisa completamente diferente. O senhor conhece essa diferença. Naquele dia, ela não apareceu.
Agora deixe eu registrar a semana em que a sua declaração veio ao mundo.
Nova York, 23 de julho: dois homens esfaqueados na Upper West Side, um deles judeu, saindo dos serviços de Tishá BeAv. Segundo a comissária de polícia, o agressor gritou "Allahu Akbar" nos dois ataques. Berlim, 25 de julho: uma van avançou sobre a multidão da Parada do Orgulho. Uma mulher morta, 29 feridos. O suspeito apontado pelas autoridades, Abdul Ballout, já tinha condenação por tentar se juntar ao Estado Islâmico e estava solto com pena suspensa; o ministro do Interior alemão classificou o ato como atentado islamista. Paris, 27 de julho: três mulheres esfaqueadas na Porte de Clichy, uma delas grávida. Num vídeo verificado, o suspeito, imobilizado no chão, repetia que foi Allah quem mandou. As autoridades francesas, com prudência, ainda investigam os motivos.
O senhor não tem responsabilidade por nenhum desses ataques, e esta carta não insinua o contrário. Há terror de outras bandeiras, e a régua desta carta vale para todas elas, sem desconto. Estes três casos estão aqui por um motivo só: aconteceram na mesma semana da sua fala, e os três agressores agiram em nome da palavra que o senhor se recusou a qualificar. Resistência. Nos três casos, o agressor anunciou sua motivação em voz alta, e nenhum deles se via como criminoso. Cada um se via como resistente: contra judeus, contra uma parada que celebra o orgulho, contra mulheres que caminhavam numa manhã de segunda-feira. Essa violência nunca se conta como terror. Sempre se conta como resposta legítima a uma ofensa maior.
É aí que uma retórica como a sua entra. Quando uma figura pública declara apoiar "todas as formas" de resistência, sem exceção, sem adjetivo, sem aquela frase de uma linha que separa a luta legítima do massacre, ela não está ordenando ataque nenhum. Está fazendo algo mais silencioso e mais duradouro: alargando a moldura. Ensinando que, se a causa for suficiente, o método sai do julgamento. E toda ideologia violenta do planeta tem certeza absoluta de que a sua causa é suficiente. O vocabulário que transforma atrocidade em "resistência" não nasce nos becos. Nasce em estúdio, em cátedra, em palanque. E desce.
No fim, sobra a pergunta. A que ficou suspensa naquele estúdio e que nenhum processo formula, nenhuma petição responde, porque não é a do vereador. É esta:
Existe alguma forma de resistência que o senhor não apoia?
O senhor tem microfone, partido e candidatura. Para responder, não precisa de nenhum dos três.
Basta uma frase.
@madeinbajor Concursado, hoje em dia, só vale a pena se for para o topo da pirâmide. Os penduricalhos e benefícios noticiados a rodo não chegam na mesma proporção até a base
@cegadede@itsaflecha Alguns meses atrás um disjuntor queimou aqui no prédio. Chamamos o eletricista e ele nos cobrou 0,5 salário mínimo local de cada apartamento pelo reparo.
Pouco depois, o interruptor do banheiro quebrou. Eu fiz a troca e brindei a economia realizada nessa tarefa com minha esposa.
O BRASIL E A ERA NEYMAR
1. O pior momento de um torcedor da Seleção é explicar a eliminação. Mas algum tem de fazer o serviço sujo. O plano de jogo do treinador foi correto. Apesar da angústia de Everaldo Marques com a pequena posse de bola, esse era o meio mais
Um jogador com espírito de equipe e senso de responsabilidade com a nação bate o pênalti nos acréscimos do segundo tempo, pega a bola correndo na rede e bota rapidamente no meio do campo, quando sua seleção perde por 2 a 1, com dois gols tomados após sua entrada na partida.
Um jogador narcisista transforma o pênalti num duelo pessoal com o goleiro adversário, trocando provocações antes, durante e, pior ainda, depois da batida, ignorando a pressa imposta pelo placar adverso e dizendo frases como “comigo, não, otário”, com a qual afeta superioridade até sobre um companheiro de equipe que teve uma cobrança defendida no primeiro tempo.
O Brasil foi eliminado da Copa do Mundo de 2026 pela Noruega, mas a idolatria de milhões de brasileiros por figuras que se colocam acima de tudo e de todos perdura, com apego irracional à pose de valentão que mascara o prejuízo geral.
O mau desempenho é corrigível com o resgate da cognição individual e um longo trabalho de aprimoramento físico, técnico e tático. Mas o culto a personalidades narcísicas é um vírus cultural que afeta precisamente a cognição, ajudando a produzir, seja na política, seja no futebol, sucessivas derrotas coletivas para o país.
@danielperrone Eu queria entender quantos santistas gostariam da renovação de contrato dele. Foi um jogador de muita habilidade, mas de cabeça fraca. Não entendo no quê ele é útil pra esse grupo, mas não consigo escolher alguém que poderia ter sido convocado no lugar dele...
Dou aula de Sociologia há tempo suficiente para citar trechos de Foucault de cor, e ainda assim travo a porta do carro quando o sinal fecha no lugar errado. Não moro onde o crime manda. Moro num apartamento de classe média alta, num bairro onde o medo é abstrato o bastante para render teses bonitas sobre soberania brasileira. Digo isto antes de qualquer coisa, porque a indignação que vou criticar é também a minha, e ela sai mais barata de onde eu falo.
A nota do governo separa duas coisas: o terror que busca lucro e o terror que busca ideia. Facção entra na primeira gaveta –tráfico, arma, dinheiro— e por isso não seria terrorismo de verdade, só crime grande. Crime organizado. Terrorismo? Nunca.
A distinção é limpa. É falsa. É estúpida.
Quem controla quem entra e sai de uma rua governa aquela rua. Decide o toque de recolher, cobra imposto, executa sentença. Manda. Ou seja, tem poder político. Faz, em escala de quarteirão, o que o Estado faz em escala de país. Chamar isso de mero "comércio" é a parte conveniente da nota.
Santo Agostinho já tinha dito isso, com menos pudor: removida a justiça, reino é quadrilha que deu certo --e quadrilha é reino que não deu.
A esquerda, de todos, deveria ser a última a comprá-la: foi ela que passou um século ensinando que economia e política são a mesma carne, que não existe lucro inocente de mando. Marx não precisava de bandeira para enxergar dominação no bolso da burguesia. Por que, justo agora, o dinheiro passou a provar inocência política?
Dirão que facção não tem projeto de país, só caixa –e é verdade, em parte. Só que projeto de país é luxo de quem já tem o Estado garantido. Quem manda num beco não precisa de utopia; precisa do beco.
O que, de fato, agride não é o erro conceitual. É o tom. Esse sim mais preocupado com politicagem ideológica.
A mesma classe intelectual que fareja autoritarismo em cada relação intersubjetiva descobriu, de repente, um apreço comovente pela palavra "soberania". Aqui, declamada do palacete, do apartamento bem ventilado, sobre um país onde a soberania do Estado termina na entrada de centenas de comunidades. Indignar-se com o vocabulário é confortável. Custa uma coluna e o moralismo seletivo.
Eu também me indigno barato, e sei disso. Falo de Bourdieu numa sala de aula segura com no máximo alunos sonolentos e volto para casa por esquinas que escolho com cuidado. Só não consigo dizer "Brasil soberano" em voz alta sem antes lembrar que, enquanto eu escrevia esta frase, um desconhecido levou um tiro por um celular, e ninguém ali estava interessado na minha definição de terrorismo.
A resposta atabalhoada de Flávio Bolsonaro no SBT, enrolando sobre o motivo da demora em assinar o requerimento de criação da CPI contra Toffoli e Moraes, merece uma análise ponto a ponto, porque contém várias confissões involuntárias.
Assista.
Comento na sequência.👇🧵🧶
A club from a city of 50,000 people just beat Man City, Atletico Madrid, and Inter Milan in the same Champions League season. Their stadium holds 8,720 fans. Their mental coach is a former war pilot who bombed Libya. This is the Bodø/Glimt story. 🧵⚽
Bodø sits above the Arctic Circle in northern Norway. In winter, they get less than one hour of sunlight daily. Players take vitamin supplements just to function. Visiting teams land and immediately want to leave. This is where the story starts.
The club was founded in 1916. For over 100 years they were nobody. Bouncing between second, third, and fourth divisions. Never won the Norwegian top flight. Their biggest moment before 2020 was a cup win in 1975. That is the baseline. Remember it.
In 2011, they went bankrupt. Locals collected empty bottles for deposit money. Schoolchildren brought bags after matches. Pensioners carried them on buses. Fishermen donated fish to sell for profit. The local handball club gave up its ticket revenue to save them. A community refused to let their club die. That spirit never left.
Then in 2016, relegation again. An investigation found the painful truth: the players were good enough. It was not a talent problem. It was described as a total mental collapse. That word, mental, became the turning point for everything that followed.
In 2017 the club hired Bjørn Mannsverk as their mental coach. He was not a sports psychologist. He was a Royal Norwegian Air Force pilot who had flown bombing runs over Afghanistan and Libya. He developed mental conditioning for soldiers before combat. Now he was in a football dressing room. For free.
Here is the part most people do not know: Mannsverk works for Bodø/Glimt for free. And his influence is everywhere. When the team concedes a goal, players form a circle on the pitch called the "Bodø/Glimt Ring." They talk, they reset, they go again. No sulking. No blame. Just solidarity.
The club also rotates eight captains. No single man carries the weight of leadership. The burden is shared across the group. That idea came straight from Mannsverk's military philosophy. "It is a fairy tale, almost a miracle," he told the Associated Press. "But it is possible if you have the right mentality and work hard over time."
In 2018, Kjetil Knutsen became head coach and fully embraced everything Mannsverk built. He never talks about winning. Only progress. No targets. No league table watching. Just: become the best version of yourself. In 2020, Bodø/Glimt won the Norwegian Eliteserien for the first time in 104 years finishing 19 points clear and scoring 103 goals in 30 games.
Europe noticed quickly. In 2021 they beat Jose Mourinho's Roma 6-1 in the Conference League. Six goals. In Italy. Mourinho came to the Arctic for the second leg and still lost 2-1. Sporting director Havard Sakariassen, who grew up 50 metres from the stadium, put it simply: "Financially we cannot match our rivals. But we can do everything with love. That is central to our success."
This season they entered the Champions League for the first time ever. A town of 50,000. A stadium of 8,720. Artificial turf because the ground literally freezes. They faced the best 36 clubs in the world. They lost their first six games. They were dead. Done. Almost out.
But this club does not panic. Knutsen kept preaching progress. The Ring kept forming after every goal conceded. Then matchday seven: Bodø/Glimt 3-1 Manchester City. Kasper Høgh scored twice inside 24 minutes. Jens Petter Hauge curled one into the top corner. Rodri, the reigning Ballon d'Or winner, was sent off. City were not unlucky. They were outplayed.
Then Atletico Madrid, away in Spain. Not at home in the Arctic. Away, in Madrid. Bodø/Glimt won 2-1. The most unlikely Champions League qualification in the competition's history, sealed in the most dramatic fashion possible.
Then Wednesday, 18 February 2026. Inter Milan, last season's Champions League finalists, arrived in Bodø. They changed six
@SbulldogDarwin@noahshuster O Ciro tem uma retórica muito boa, mas traz números que até convencem os que não conhecem, mas uma análise de 30 minutos mostra que esses números em sua maioria são inflados ou até inventados