O Galinho convocou e agora é com a Nação.
Pleiteamos que a ONU nos reconheça como a primeira Nação Simbólico-Cultural do Mundo.
Apoie a causa, mostre a força da Nação unida e assine a petição em https://t.co/du2miD0UFR
#NacaoNaONU
@andfilipes@G_legban@andromeda07838@nene_zin@PSGbrasil Eles não estão prontos para ter esta conversa. Imagina o PSG jogando contra o Bangu em Moça Bonita pelo campeonato carioca, jogando na Arena da Amazônia pela Copa do Brasil, pega um jogo na altitude de Quito pela Libertadores…
@G_legban@andromeda07838@nene_zin@PSGbrasil Hahaha apenas 55 jogos? Aqui no Brasil times de ponta como Botafogo, Palmeiras, Flamengo jogam mais de 70 na temporada. Pare de chorar!
@G_legban@PSGbrasil Em 90 minutos de jogo não foram competentes para fazer 1 gol. Superioridade não ganha jogo. Até pouco tempo atrás eram a chacota da Europa, empilhando fracassos com os maiores craques que o petróleo podia comprar. Agora são soberbos e prepotentes. Se for chorar, manda áudio.
“Na adolescência eu tive meus dias bem sem-noção. Quem nunca? Uma vez, eu tinha acabado de entrar no São Paulo, dei uma dessas. Mas foi um aprendizado. E quando aprendo algo importante eu gosto de marcar. Vou contar pra vocês. Cheguei no São Paulo com a minha chuteirinha falsificada de camelô e os moleques lá todos de Nike, Adidas e tal. Num fim de semana eu vou dormir na casa de um amigo do time e a mãe dele leva a gente no shopping pra comprar uma chuteira nova pra ele. Uma Nike prateada top de linha. Tinha a bronze que o Ronaldinho e o Denílson usavam, e a prata. Ele quis a prata. Seiscentos reais, na época. Eu só olhando, babando. Aí pedi o celular da mãe do meu amigo, fui fora da loja, dei um migué de que tinha ligado pra casa e voltei:
— Beleza, tia. Minha mãe deixou. Ela falou que a senhora pode comprar uma chuteira igual pra mim e quando chegar a fatura do cartão ela paga.
Eu não sei se a minha mãe ficou mais decepcionada com a mentira ou com o fato de eu ter derrapado num momento em que fui colocado à prova. Porque eu sabia que uma chuteira não me faria jogar melhor nem pior. E também sabia que a minha família não podia arcar com uma despesa daquele tamanho. Mas ali eu fui o que a sociedade esperava e espera da gente: “Seja igual, não seja você mesmo. Copie os outros, queira ser quem você não é, porque isso é assim mesmo, não muda”.
Com as redes sociais isso ficou mais evidente. E talvez por isso as pessoas estejam cada vez mais ansiosas e deprimidas. A gente está trabalhando 15 horas por dia em vez de oito. Faz as refeições falando com o chefe no zap, toma banho cronometrado, tem dia certo pra contar historinha pro filho na hora de dormir. A gente é obrigado a acelerar tanto pra se encaixar, pra ser igual, mas tanto, que nem consegue mais olhar a paisagem. É complicado “viver” assim. E mais complicado é ousar querer ser diferente: precisa ter a força e a noção de que você vai apanhar mais do que bater, mas no fim vai sair vencedor com você mesmo, tipo filme de boxe.
A minha mãe precisou fazer muitas horas extras pra pagar aquela chuteira. Tempos depois, olha como é a vida, né?, eu fui patrocinado pela Nike. Peguei com os caras uma chuteira prateada, botei numa moldura e até hoje a minha mãe tem ela pendurada na parede do quarto. Foi a forma que eu encontrei de agradecer: mostrar que eu aprendi a lição e que nunca teria vivido o que eu vivo até hoje se não fossem eles, os meus pais. A chuteira prateada no quadro é uma lembrança e uma forma de honrar a jornada particular da nossa família.” – @DavidLuiz_4.
• 📸: Sam Robles/The Players’ Tribune