Há algum tempo, a Rua Bento Freitas, na República, se tornou um dos pontos de encontro mais conhecidos e frequentados pela comunidade LGBT+ na noite paulistana.
Antes da pandemia, essa região era bastante insegura, com muitos assaltos e pouca proteção para moradores, trabalhadores e pessoas que circulavam por ali.
Hoje, são 16 bares e restaurantes que atraem milhares de pessoas. O maior movimento acontece entre quinta-feira e domingo, quando a rua e as calçadas se transformam em espaços de convivência e encontro. E quanto mais pessoas ocupam o espaço público, mais segura a cidade tende a ficar para todos.
Assim como a Praça Roosevelt e a Avenida Vieira de Carvalho, a Bento Freitas ocupa um lugar importante na vida cultural e social da comunidade LGBT+ em São Paulo. Mas existe um problema: os carros continuam circulando em meio às grandes aglomerações, o que gera situações de risco para quem frequenta a região.
Por isso, aproveitando o Mês do Orgulho LGBT+, a semana da Parada e a realização da Copa do Mundo, proponho um teste para que a Rua Bento Freitas passe a integrar o programa Ruas Abertas, que é de minha autoria e nasceu na gestão de Fernando Haddad, em 2015, inicialmente com o nome Paulista Aberta.
No trecho entre as ruas Santa Isabel e Aurora não há prédios com garagem, o que facilita a implementação da medida. Minha proposta é realizar um projeto-piloto nos dias de jogos da Copa do Mundo e também nos horários de maior movimento, especialmente às sextas e aos sábados à noite.
Sem a circulação de carros, as pessoas terão mais segurança, conforto e tranquilidade para ocupar esse espaço tão importante da cidade.
Vamos encaminhar a proposta desse teste à CET e à Subprefeitura para que possamos testar novos formatos de uso do programa Ruas Abertas, ampliando a iniciativa para além dos domingos e levando-a a outros locais e horários.
Porque uma cidade mais democrática é aquela que coloca as pessoas em primeiro lugar e abre seus espaços para todas e todos, sem exceção.
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