Critiquei a passividade do André, em 24/25.
E desde a temporada passada que aplaudo de pé o seu trabalho.
E não, não tem a ver apenas com as conquistas, pois elas são a consequência.
Consequência do discurso e da resiliência.
Lá em baixo até se espumam!
Venham 40 anos disto!
Villas-Boas: "O país ia parar porque o Benfica ia ganhar e ninguém ia trabalhar. Para que isso acontecesse, Miguel Nogueira deveria ter sido "padre", mas não foi: foi apenas árbitro, isento e sério, em mais um clássico do futebol português. Mas vejamos o lado positivo: com a vitória do FC Porto, perderam-se horas de diretos e filmagens do autocarro do Benfica e assim se pouparam milhares de euros em gasolina, que está muito cara."
Villas-Boas: "Vencemos o adversário e respondemos à arrogância de quem passou semanas a tentar diminuir o FC Porto, os seus adeptos e o seu grupo de trabalho. Foram insultos, suspeitas fabricadas e tentativas de condicionamento, servidos em monólogos onde a clubite aguda substituiu o contraditório.
Os comentadores do "Manto Marrom", essa mistura de verde e vermelho que tão bem traduz o alinhamento da Segunda Circular, parecem já ter fundado um novo clube. Ainda não lhes conhecemos o estádio, mas a sede funciona em vários estúdios e a política de comunicação está perfeitamente coordenada: a necessidade de atacar e menosprezar tudo o que tem a ver com o FC Porto. O pacto de sangue é tal que o telespectador menos atento pode até ficar confundido sobre qual a cor clubística de cada um. A nossa equipa não precisou de responder-lhes ao microfone. Respondeu em campo, com futebol, personalidade e uma vitória que nenhuma discussão de rodapé consegue desfazer, levando-os a ter de lamber as feridas uns dos outros, enlutados pela dor comum de uma vitória do FC Porto.
Mas o insólito não se ficou por aqui. As direções e as equipas editoriais dos órgãos de comunicação social, que gastam milhares de euros em especialistas de arbitragem, nacionais e estrangeiros, decidiram fazer vista grossa à opinião dos mesmos, unânimes na apreciação da excelente arbitragem de Miguel Nogueira no clássico. Atrevo-me a dizer que todos estarão com o lugar em risco, porque a isenção neste país conta pouco. Nem especialistas nem ex-árbitros nem diretrizes da UEFA vão prevalecer sobre as opiniões das redações tendenciosas e dos seus diretores e editores executivos, bem como da parafernália de adetos, ex-funcionários, ex-candidatos, ex-jogadores e ex-colaboradores do Benfica que invadem os espaços de opinião, e tiveram o seu expoente máximo de fanatismo no comentador que afirmou que Gabri Veiga deveria ter sido expulso, e o FC Porto ficar reduzido a 10 jogadores, num momento onde o próprio já nao se encontrava em campo. É este o nivel de credibilidade da informaçao desportiva portuguesa.
O absurdo ganha novos contornos quando a suspeita cai também sobre a SportTV, num campeonato em que o mesmo clube detém os direitos sobre as transmissões televisivas dos seus jogos em casa e faz o que quer e lhe apetece com as imagens, sobrecarregando as que mais lhe convêm na narrativa e fazendo evaporar, quase por mistério, as que a distorcem. Haja decoro! O FC Porto pede há dois anos uma revolução tecnológica para o setor da arbitragem: melhores câmaras, maior número de câmaras, melhores ângulos, melhor definição, tecnologia de fora de jogo semiautomática e tecnologia de linha de golo. E todos, sem exceção, assobiaram para o lado!"
"O Benfica deixou de jogar nas notas de rodapé e passou a jogar no Dragão e, portanto, a fanfarronice durou uma semana e o banho de realidade durou 90 minutos." 💥
"Quem é o Calimero deste ano?", perguntou a CMTV ao presidente do FC Porto
Villas-Boas: "A CMTV é brilhante nos rodapés. Entre uns bons e outros conflituosos, cabe-vos bem essa distinção."