Seis coisas:
1) vai ter segundo turno. Só não teve segundo turno quando o FHC concorreu, mas ele tinha vencido a inflação, um problema até então aparentemente insolúvel no Brasil;
2) A maior chance do Deus Sol se reeleger é se ele disputar contra o Willy Wonka, que é quem tem mais rejeição, então não esperem que o PT solte uma bomba contra ele ainda no primeiro turno, seria contraproducente;
3) Se sua prioridade é garantir que o PT não siga no poder você deve votar no candidato que estiver em terceiro lugar na véspera do primeiro turno pois se ele for para o segundo turno a rejeição ao Deus Sol e a ausência de rejeição ao nome dele praticamente garantem a derrota daquele;
4) Se a sua prioridade é garantir que nem o Deus Sol nem o Willy Wonka cheguem à presidência em 2027 você também deve votar no candidato que estiver em terceiro na véspera da eleição, pelos motivos expostos no item 3;
5) Se a sua prioridade é maximizar as chances do Deus Sol se reeleger, aí você deve torcer para o Willy Wonka ir para o segundo turno. É uma aposta perigosa? É, basta ver que o ungulado ganhou justamente pq o PT apostava na força da rejeição dele para chegar ao poder;
6) Se a sua prioridade é maximizar as chances do Willy Wonka se eleger aí você tem de torcer para o Deus Sol não derreter demais até o primeiro turno pois se isso acontecer as pessoas que estão votando no Willy só para tirar o PT vão se sentir livres para votar em quem elas efetivamente entendem que seria o melhor candidato.
Felipe Neto disse que a Play9 deixou de usar o benefício quando o presidente removeu o beneficio.
Engraçado.
Pq a empresa tentou um mandado de segurança pra continuar usando. “Pena”que deu errado.
Hoje o céu está alegre com a chegada do nosso amado Silvio Santos.
Ele viveu 93 anos para levar felicidade e amor a todos os brasileiros.
A família é muito grata ao Brasil pelos mais de 65 anos de convivência com muita alegria.
Para nós, o Senor Abravanel é ainda mais especial e somos muito felizes pelo presente que Deus nos deu e por todos os momentos maravilhosos que tivemos juntos.
Aquele sorriso largo e voz tão familiar será para sempre lembrada com muita gratidão.
Descansa em Paz que você sempre será eterno em nossos corações.
Nós definitivamente experimentamos no Brasil uma crise no noticiário.
Segundo o Reuters Institute, em 2015, 62% dos brasileiros confiavam na imprensa. Em 2023, esse número despencou para 43%.
É uma queda muito rápida em muito pouco tempo.
A Globo (TV Globo, GloboNews, G1) é a empresa de jornalismo com o maior índice de falta de confiança (31%). Quase um em cada três brasileiros não confia no trabalho do grupo.
A mesma pesquisa diz que 41% dos brasileiros evitam o consumo de notícias e de conteúdo jornalístico – um número acima da média mundial, de 36%.
Há um evidente aumento da falta de confiança do país com o trabalho da imprensa. E se dá para dizer que isso acontece, em parte, pelo aumento da polarização e da resistência que massas partidárias têm em encarar notícias que desagradam as suas visões ideológicas – e que há inúmeros jornalistas fundamentais para a saúde do debate público brasileiro – também dá pra sustentar que:
1) Parte dos nossos veículos não sabe ser transparente em relação às suas linhas editoriais, tentando esconder do público o fato que parte de seus repórteres, apresentadores e analistas possuem flagrantes predileções ideológicas, facilmente percebidas pela audiência;
2) Muitos dos nossos jornalistas se comportam como se monopolizassem a verdade e tivessem o direito de exigir credibilidade do público, adotando um tom professoral e autocentrado que apenas gera hostilidade da opinião pública;
3) Muitos dos nossos jornalistas se comportam como assessores de imprensa, dando às fontes – especialmente do universo político – um papel de protagonismo que se sobressai à própria apuração jornalística, como se, sozinho, um entrevistado, em off, garantisse a veracidade de uma notícia; e
4) Muitos dos nossos colunistas produzem conteúdos de péssima qualidade, contratados em nome de uma pretensa diversidade de opinião que, mal conduzida, atinge frontalmente a credibilidade da imprensa profissional.
Tudo isso contribui para gerar antipatia e desconfiança.
E quando há descrédito com os profissionais que são pagos para apurar notícias, e um incremento das técnicas e do alcance da propaganda política nas redes sociais, há proliferação de notícias falsas. E não dá pra jogar pra debaixo do tapete esse problema.
Uma sociedade bem informada tem mais recursos disponíveis para tomar melhores decisões, tanto nas urnas quanto na vida cotidiana. Essa é a razão por que 1) o trabalho da imprensa é tão importante, 2) as fake news são tão prejudiciais.
A industrialização do boato é um câncer que corrói o debate público. E os partidos e movimentos políticos têm grande responsabilidade sobre isso.
Só que não dá pra negar que nós também vivemos uma crise no combate a essa indústria.
Segundo uma pesquisa do PoderData, o STF – o principal encarregado em combater notícias falsas no país – terminou 2023 avaliado positivamente por apenas 19% dos brasileiros. Mesmo entre os petistas, a avaliação positiva está em 25%.
Em todas as pesquisas de opinião, menos de 1/3 do país aprova o Supremo Tribunal Federal.
As nossas instituições parecem convencidas de que só uma parcela do debate público é capaz de produzir notícias falsas. Mas ela conseguiu ir além disso: criou um ambiente generalizado de autocensura.
Se é positivo combater calúnia, difamação e desinformação, é extremamente prejudicial estabelecer um ambiente onde o crime de pensamento é justificado em nome de uma falsa proteção à democracia. E as nossas instituições parecem dedicadas a jogar o bebê fora junto com a água do banho.
É a tempestade perfeita.
Cidades Esponja: Surgindo como uma solução para metrópoles que sofrem com grandes enchentes e inundações, esse conceito urbanistíco tem salvado cidades na Europa e China. Mas como ele funciona?