Ontem, pela Libertadores, vendo aquela arquibancada empurrar o Flamengo, me veio um negócio na cabeça.
Eu conheço essa história faz tempo. Faz tempo pra cacete, desde os tempos mais primórdios.
Sou da Penha, Rio de Janeiro, e vou ao Maracanã desde os 5, 6 anos de idade. Já são mais de 45 anos nessa bagaça. Indo de ônibus, de carro, seja com amigos e familiares.
Aprendi com meu pai e meus tios e tias, ainda moleque, uma coisa que carrego comigo até hoje: o maior patrimônio do Flamengo sempre foi a sua torcida.
E quer saber o mais doido?
Depois de mais de 45 anos indo ao Maracanã, eu ainda entro ali e fico olhando. Deslumbrado, como se fosse a primeira vez
Olho pra arquibancada. Escuto a torcida cantando. Vejo aquela porra daquele estádio pulsando.
E, por alguns segundos, não sou um cara com mais de 50 anos.
Sou o moleque da Penha de novo.
Aquele que chegou ao Maracanã pela primeira vez segurando a mão de alguém, olhando tudo aquilo sem entender direito como tanta gente podia sentir a mesma coisa ao mesmo tempo.
Só que hoje tem uma diferença que mexe comigo pra caralho.
Aquele moleque cresceu.
E hoje é ele quem leva os moleques dele ao Maracanã.
Às vezes olho para os meus filhos ali do meu lado e penso nos meus pais, nos meus tios, em quem fez isso comigo.
E aí eu entendo que não estou simplesmente levando meus filhos para ver um jogo do Flamengo.
Estou passando uma história para eles.
Uma história que começou muito antes de mim e que, se Deus quiser, vai continuar muito depois.
Talvez hoje eles ainda não tenham a dimensão disso. Talvez, para eles, seja só o pai levando os filhos para ver o Flamengo.
Mas eu sei.
Eu sei exatamente o que estou entregando para eles.
Porque um dia fizeram a mesma coisa comigo.
E talvez seja essa uma das coisas mais bonitas de ser Flamengo: a gente não herda só uma camisa. A gente herda histórias. E depois chega a nossa vez de passá-las adiante.
A vida passa.
A gente cresce. Trabalha. Casa. Tem filho. Os pais envelhecem. Alguns daqueles que pegaram a nossa mão e nos levaram ao Maracanã já não podem mais estar do nosso lado.
Os jogadores passam. Os técnicos passam. Presidentes passam. A gente ganha, perde, é campeão, passa raiva pra cacete, chora e jura que nunca mais vai sofrer desse jeito.
Mas chega o próximo jogo e a gente está lá de novo.
E aquela arquibancada continua ali.
Ontem, olhando aquilo pela Libertadores, pensei justamente nisso.
Talvez quem não seja Flamengo nunca consiga entender completamente.
Não são só 90 minutos. Não são 11 caras correndo atrás de uma bola. Não é só futebol.
É memória. É família. É pertencimento.
É olhar para um sujeito que você nunca viu na vida, abraçar esse cara num gol e, naquele instante, ele parecer alguém que você conhece há 30 anos.
É olhar para milhares de desconhecidos e reconhecer neles um pedaço da sua própria história.
Tenho mais de 45 anos de Maracanã. Sou cascudo. Já vi de tudo naquela arquibancada.
E ainda me arrepio. Ainda me emociono.
Porque jogador veste a camisa do Flamengo por alguns anos.
A gente veste por uma vida inteira.
E quando todo mundo passa, quando os nomes mudam e uma geração entrega o Flamengo para a próxima, ela continua lá.
A torcida.
A mesma que meus pais e meus tios me ensinaram a amar quando eu era apenas um moleque lá da Penha, com um sonho a ser realizado.
E que hoje eu tento ensinar os meus moleques a amar também.
Talvez daqui a muitos anos, quando eu já não estiver ao lado deles naquela arquibancada, um deles entre no Maracanã, pare por alguns segundos, olhe em volta e lembre do pai. Um doido que ama o Flamengo acima de tudo.
Do mesmo jeito que eu ainda lembro de quem me levou.
Aí eu vou saber que a história continuou.
Isso é Flamengo. 🔴⚫
Preciso da ajuda deste rede.
Perdi minha aliança hoje, durante um treino de corrida, no eixão, em Brasília, na altura da 106 sul, em frente a uma barraca de côco.
Voltei um tempo depois e o vendedor de côco disse que um homem na faixa de 60 anos, baixo, com barba, que se exercitava no eixão, achou a aliança e estava procurando pelo dono.
A aliança tem o nome da minha esposa Andrea.
Mas não consegui o contato dele. E ele certamente não sabe quem é o dono da aliança.
Portanto, quem puder, dê RT nessa mensagem, por favor, para chegar em mais gente possível, pois vai que o homem participa do Twitter e lê este post.
Muito obrigado.
Ah, minha esposa estava comigo na hora. 😃
Bom dia, amigas e amigos.
Começando mais uma mobilização pra ajudar nosso amigo Arthurzão. (@Urublog )
O Flamengo forneceu um Manto oficial autografado por boa parte do elenco de 2026 para ser rifada e hoje essa campanha vai começar.
Cada rifa custa 50 pila, cada pessoa pode comprar até 4 cupons, o sorteio rola pela Loteria Federal no dia 22 de abril e, claro, todo o valor obtido vai direto pra conta do garoto.
Bora ajudar nosso irmão e, quem sabe, ganhar um item de colecionador foda!!!!!
Segue abaixo o link pra rifa, com todos os detalhes:
https://t.co/HhZgGjVUv8
Agradeço desde já, SRN
Obs: são 400 números, então qq ajuda pra divulgar a campanha é muito bem-vinda.