No tempo, a gente tinha só o SMS. Na agenda, o número salvo de pessoas. Natal e Virada era um rito: torpedo para muita gente, para as pessoas queridas. Antes disso, a gente saia pra rua para se encontrar e abraçar. Hoje, comunicar é mais fácil, mas as datas já não importam tanto.
São uns otários iludidos que confundem matança de peixes miúdos com vitória contra tubarões, batendo palma pra carnificina que gera mártires e recruta mais bandidos raivosos nas favelas. Celebram o espetáculo sangrento como se fosse solução duradoura, mas só fortalecem facções adaptadas e corruptas, ignorando que sem cortar raízes financeiras e sociais, o crime volta mais foda. São sádicos burros sem visão, perpetuando o ciclo vicioso por uma catarse idiota que fode o país inteiro.