Milei já eliminou 77 mil vagas no funcionalismo público. Agora, anuncia um novo pacote com mais 20 mil demissões.
Esse é o modelo que Flávio Bolsonaro quer trazer para o Brasil.
Há mais de 20 anos cometi um pequeno crime: doei minha coleção de elepês. Pareceu natural, os CDs eram uma maravilha, depois o Spotify. Sem ocupar espaço, limpar discos, trocar de lado.
Mas, com os anos, algo ficou pelo caminho.
É que ouvir música nunca foi apenas ouvir música.
Havia um ritual antes da primeira nota. Escolher o disco, admirar a capa, ler os créditos, acompanhar as letras. Tirar o elepê do envelope, segurá-lo pelas bordas, acomodá-lo no prato e conduzir a agulha até o sulco. Aquele chiadinho... E o cheiro do plástico, das capas... Lembro de voltar para casa com MEU elepê debaixo do braço, ansioso para tocar.
Hoje a música é um arquivo invisível. Ganhei comodidade, mas perdi a intimidade que tinha com ela.
É como tomar vinho num copo plástico. O vinho é o mesmo, mas algo acontece quando o servimos numa taça de cristal. O objeto participa do prazer.
Pois bem. Acabo de comprar um toca-discos. E ontem chegou o primeiro elepê da nova coleção. Justamente o que considero o melhor álbum da história da música, que completa cinquenta anos em 2026.
Abri a embalagem e não sei quanto tempo fiquei abraçado ao disco, com os olhos cheios de lágrimas.
Eu segurava um pedaço da minha juventude, dos meus sonhos, dos amigos que já se foram, das pessoas que amei, de uma época em que eu desconhecia os caminhos que a vida me levaria a percorrer.
O disco era novo, mas trazia parte da minha história.
Coloquei o elepê no prato, baixei a agulha e esperei a primeira nota.
Love's in need of the world today.
Aqueles mais de vinte anos desapareceram.
Agora vou atrás de outros velhos companheiros: Alucinação, do Belchior; Falso Brilhante, da Elis; Clube da Esquina, de Milton e Lô; Blow by Blow, do Jeff Beck...
Há coisas que não basta apenas ouvir, tem de tocar, olhar, cheirar, guardar. Precisamos que ocupem um lugar na estante porque continuam ocupando um lugar dentro de nós.
Quando me desfiz daqueles discos, achando que abria espaço em casa, não percebi o vazio que ficou dentro de mim.
Galera fazendo exposed no ed Motta porque ele vai votar no Lula e chamou o garçom de Paraíba. Sinceramente qual o problema de chamar um Paraíba de Paraíba? O cara não nasceu na Paraíba? Tem que ser chamado de que então? Gaúcho? Paraíba de verdade não dá a mínima pra isso
Quando seu dia já tá uma merda, vc decide pegar um Uber e tem que ouvir a corrida toda o CEBOLINHA indicando o trajeto no app "Em quatlocentos meltos vile a dileita"
Mlk isso não existe não