🚨Bill Clinton: "Aos palestinos foi oferecido um Estado que abrangesse toda a Cisjordânia e Jerusalém Oriental como sua capital.
Israel aceitou, mas os palestinos recusaram. Eles não se importavam com uma pátria para os palestinos.
Tudo o que queriam era matar israelenses."
A cena é quase ofensiva para certas almas revolucionárias: judeus israelenses e monges cristãos distribuindo tâmaras e água para muçulmanos em Jerusalém na hora do iftar. Hoje.
Mas aí sempre aparece o fiscal metafísico da guerra com sua grande revelação:
“Existem israelenses racistas anti-palestinos.”
Ora, que espanto civilizacional.
Como se fosse um escândalo absoluto que um povo cuja memória recente é feita de sequestro, massacre, foguete, estupro, linchamento e culto ao martírio não respondesse ao seu inimigo com a compostura de um professor de filosofia política na PUC.
O mais engraçado é a expectativa. O sujeito vê gente sendo enterrada, famílias destruídas, crianças correndo para bunker, e ainda assim exige equilíbrio emocional, nuance, universalismo, delicadeza conceitual. Sempre dos outros, claro. Nunca dele mesmo.
E então vem o kit retórico de exportação:
“Mas os sionistas são colonizadores.”
“Mas os palestinos têm o direito de lutar.”
Pode até discutir isso num seminário, num campus, num fio esteticamente impecável. No chão da história essas frases chegam tarde. Muito tarde. Não são elas que entram na casa de ninguém às cinco da manhã. Não são elas que recolhem pedaços de corpo. Não são elas que olham para um filho e calculam em segundos onde fica o abrigo mais próximo.
Eu entendo, sim, um palestino odiar um judeu israelense. Estão metidos num conflito real, sangrento, herdado, traumático. Um palestino que ainda consegue desejar paz me parece alguém de estatura moral altíssima. Porque paz, ali, não é só palavras. É transcendência.
Agora, o ocidental imbecilizado que se mete nisso como sumo sacerdote da virtude universal merece menos respeito. Porque ele não sabe o que diz. Pior: gosta de não saber. A distância virou caráter. O conforto virou consciência. E ele confunde imunidade biográfica com superioridade moral.
O mais irônico nesse teatro é que muitos desses apóstolos do humanismo seriam infinitamente piores se estivessem naquela situação. Muito piores. Gente que no Twitter distribui abstração e pureza humanista, mas que, diante de uma ameaça real à própria família, pediria medidas que fariam Ben Gvir parecer moderado.
Todas essas contas que passam o dia berrando “genocídio” (sobretudo as almas comunistas, sempre tão apaixonadas pela própria superioridade moral) muito provavelmente não hesitariam em fuzilar opositores políticos, humilhar dissidentes, torturar adversários ou varrer “burgueses” do mapa, tudo em nome de alguma catequese redentora. E isso sem conflito étnico, sem disputa territorial, sem trauma nacional acumulado. Apenas pelo velho fascínio revolucionário pela violência purificadora, esse altar obsceno onde tanta gente medíocre sonha, em segredo, exercer pela força o poder que nunca teve pelo espírito.
Essa é a parte deliciosa da farsa: os que mais condenam a dureza alheia quase sempre só conseguem fazê-lo porque jamais foram postos à prova.
No fim, a grande surpresa não é existirem israelenses que odeiam seus inimigos.
A grande surpresa é ainda haver tantos que, depois de tudo, continuam capazes de não odiar todo mundo.
Isso, sim, é o milagre moral da história. O resto é comentário de gente protegida pela geografia e embriagada pela própria pose.
Ceasefire?
We walked onto cattle cars while you watched.
We returned to our slaughter on ships that you turned away.
We waited in line to use your “showers.”
1.5 million of our children were exterminated because of your indifference.
2 out of every 3 of us in Europe disappeared and you deny our genocide.
This time we thought you would come. We waited - some of us with our captors in underground tunnels, some of us by the Gaza border, some of us by the door.
We waited for you to help Israel - not just the country, but Israel the people. But you took to the streets and accused us of murder for defending against the monsters who raped and butchered and burned and kidnapped our loved ones.
You call for another intifada, and for judenrein in Israel - for our annihilation “from the river to the sea.”
We have been saying “never again” for the last 79 years. Our children and parents, siblings, and grandparents are still in Gaza. Hamas still poses an existential threat….
Never again is NOW.
If you want a ceasefire, then LET OUR PEOPLE GO!!! Otherwise, move aside, because we are NOT marching to our deaths for you anymore.