O Coritiba foi abandonado pelas bets. Outros clubes grandes e médios também. Na Série B, não sobrou quase nada. O patrocínio que parecia salvação virou deserto: quando o dinheiro fácil some, quem sobra é o torcedor pagando a conta.
Enquanto isso, o mercado de apostas faturou R$ 60 bilhões e emprega míseras 5 mil pessoas. É uma máquina de sugar renda que não devolve quase nada em empregos, não movimenta o comércio das cidades, não constrói nada. O dinheiro que poderia girar na padaria, no bar, na loja do bairro vai embora pelo ralo digital e some no exterior.
Nem menciono as vidas perdidas ou destruídas pelo vício — e são muitas. Famílias endividadas, jovens que apostaram o salário, gente que perdeu tudo tentando recuperar o que nunca vai voltar.
E tem os influencers com milhões de seguidores, acordam todos os dias com uma missão: descobrir como tirar dinheiro de quem os acompanha. Nas bets, acharam o prato cheio para ficarem milionários. O dinheiro que ia para patrocinar o esporte no inicio migrou para mão deles. Na Copa, vimos eles dando dicas de odds totalmente furadas — e o povo perdendo seu dinheiro enquanto eles embolsavam comissão.
A autorregulação não veio. Pelo contrário: cada dia mais exposição, mais propaganda, mais naturalização. Jovens enxergam nas bets uma forma de ficar rico, quando é exatamente o contrário: é o caminho mais rápido para a pobreza.
Com as bets, a sociedade perdeu. Perdeu dinheiro, perdeu saúde mental, perdeu dignidade. Quanto antes dar o fim nesse mercado, melhor.
@babi Perdi o programa de hoje. O que deu de errado para não ter atendido vosso desejo?
Era pro Juliano mandar a Jordana , e esse é o motivo da insatisfação?