tem uma frase de Nietzsche que diz:
"O que é o amor senão permitir que o outro viva, aja e sinta, de maneira diferente ou oposta da sua, e ainda assim alegrar-se com isso?"
Todas as vezes que você tiver dúvida se Augusto Cury é um bom nome para o Brasil, lembre-se de que uma pessoa do espectro político de centro-direita pode fazer com o Brasil. Quer um exemplo? Michel Temer, vice de Dilma Rousseff em seu último mandato. Simplesmente tomou o poder dela.
Sim, é verdade. Romeu Zema governou Minas por dois mandatos e, não, nunca fez nada pelo povo mineiro além de comer banana com casca aparentemente, para seu próprio proveito.
Na prática, Zema deixa um estado endividado, com serviços públicos pressionados e um patrimônio dos mineiros cada vez mais colocado à disposição de interesses privados.
O que mais me deixa encucada é: como o nosso estado que elegeu presidentes que marcaram a história do Brasil e que elegeu Lula três vezes, Dilma Rousseff duas vezes e agora vai eleger Lula pela quarta vez consegue escolher tão mal quem governa o próprio estado?
E não é só o Executivo. Também precisamos olhar para o Legislativo que elegemos para nos representar.
Hoje, os outros estados estão rindo do que aconteceu no debate. E tudo bem, podem rir (é tudo TÃO caótico, que da vontade de rir mesmo). O problema é que, enquanto para quem está de fora isso rende meme, para quem vive em Minas Gerais foram oito anos de consequências.
Oito anos vendo um estado rico ser tratado como se fosse pobre. Oito anos vendo nossas riquezas serem exploradas enquanto a população continua pagando a conta.
Minas Gerais tem minério, água, agricultura, indústria, conhecimento e uma força de trabalho gigantesca. Mas quem fica rico com tudo isso?
As mineradoras e os grandes grupos econômicos lucram. E o povo fica com os impactos ambientais, com cidades destruídas, estradas sobrecarregadas e serviços públicos que não dão conta da população.
Minas precisa parar de eleger quem administra o estado como se ele fosse propriedade privada.
Precisamos aprender a votar e, principalmente, a lembrar do que acontece depois que a urna fecha.
Porque debate passa. Meme passa. Oito anos de governo, não. E a conta fica.