Brasileira que morou nos EUA expõe a hipocrisia de brasileiros que vivem no país, recebem auxílios do governo americano e votam em Flávio Bolsonaro:
“Se você recebe todos esses auxílios, ou você é pobre ou você sonega imposto”.
Quem fiscaliza quem fiscaliza? A Justiça Eleitoral existe pra proteger a democracia.
O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, suspendeu o canal Exército de Lula três vezes em duas semanas. Todas a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro. Todas por decisão individual, sem passar pelo plenário.
A própria equipe técnica do TSE analisou o conteúdo do canal e não encontrou as irregularidades citadas pela campanha de Flávio.
O corregedor Ricardo Villas Bôas Cueva reverteu as decisões. Kassio derrubou as reversões. Ministros da própria corte apontaram indícios de engajamento de Kassio na campanha de Flávio. O plenário do TSE já derrubou decisões dele e de André Mendonça contrárias a Lula.
Enquanto isso, a Tropa do Flávio seguiu funcionando sem suspensão, sem investigação, sem relatório.
Ontem, o ministro Floriano de Azevedo Marques proibiu que Kassio tome qualquer decisão individual sobre o canal. Agora, só o plenário decide.
O Exército de Lula segue de pé. Desde quando mobilização política é irregularidade eleitoral? Se existe suspeita, que se investigue. Mas a Justiça não pode tratar organização popular como infração.
Democracia exige fiscalização, inclusive sobre quem fiscaliza.
SEGUIMOS FIRMES E DE PÉ ATÉ AMANHÃ.
É 13 E CONFIRMA.
O patético do Flavio Bolsonaro que tem coleção de Rolex, que inclusive ganhou um, em uma das orgias na lancha, mostra o reloginho Cássio, igual o que o pai usava na campanha. Flávio é o mais vagabundo, o mais picareta, o mais mentiroso e o mais perigoso dos Bolsonaro.
Lula sai na frente na disputa pelos indecisos, apoiado em deslizes de Flávio Bolsonaro | Pesquisa qualitativa conduzida pelo cientista político Renato Dorgan, CEO do instituto Travessia, a pedido do ‘Estadão’, identifica reações de eleitores ao debate ... https://t.co/6Ej8w9BX4h
QUEM É MARIANA?
Mariana Vishegirskaya é uma jovem ucraniana que, em março de 2022, estava grávida de nove meses. Quando estava prestes a dar à luz, um bombardeio russo atingiu a maternidade onde estava internada, na cidade de Mariupol.
Com o rosto ensanguentado, ainda vestindo seu pijama de bolinhas, Mariana desceu as escadas de um hospital destruído, caminhando entre escombros, paredes em ruínas, descalça sobre vidros estilhaçados e sob os gritos e prantos dos feridos ou dos que lamentavam os mortos.
Flagrado pelas lentes de um fotógrafo que cobria o conflito, o rosto de Mariana correu o mundo.
No dia seguinte, 10 de março, enquanto bombas continuavam destruindo a cidade, Mariana deu à luz sua filha, Veronika. Uma nova vida a uma cidade onde crianças morriam todos os dias. A Associated Press documentou o horror numa reportagem intitulada”Why? Why? Why?” (“Por quê? Por quê? Por quê?”). Jornalistas descrevem crianças enterradas em valas comuns, famílias desoladas, mulheres em abrigos e hospitais onde médicos precisavam escolher quem ainda poderiam salvar.
Mariana sobreviveu. Sua filha também. Mas milhares de outras jovens como ela não tiveram a mesma sorte.
Desde o início da invasão russa, milhões de mulheres ucranianas foram obrigadas a abandonar suas casas, suas famílias, seus empregos e seu país. Muitas fugiram sozinhas, sem dinheiro, sem falar a língua do lugar onde buscaram refúgio, dependendo da ajuda de desconhecidos para sobreviver. E foi justamente essa vulnerabilidade que redes de exploração humana transformaram em oportunidade de negócio. Inclusive no Brasil.
Uma investigação revelou mensagens que apontam para uma rede internacional de prostituição financiada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, que recrutava mulheres estrangeiras, incluindo refugiadas da guerra na Ucrânia, para encontros privados com homens ricos e poderosos. Muitos deles, amigos e aliados de Flávio Bolsonaro.
Segundo divulgado, uma dessas mulheres tinha apenas 19 anos e havia enfrentado 14 horas de ônibus para fugir da guerra. Sua mãe enviava áudios dos bombardeios. Ela não tinha para onde voltar. Então, em mensagem de dezembro de 2023, um dos responsáveis pelo recrutamento explicou a Vorcaro por que a jovem continuava no Brasil: “Ela não tem pra onde ir. Estão bombardeando a cidade dela.” / “Gata e novinha!”
É difícil imaginar uma demonstração mais brutal da distância entre o desespero de uma mulher e os interesses de homens asquerosos que enxergam nessa angústia a oportunidade para o sexo fácil. Enquanto uma mãe ucraniana preocupada enviava áudios de bombas caindo, os amigos do “irmãozão” de Flávio planejavam como aproveitar a permanência de sua filha no Brasil.
Mariana não é uma dessas mulheres que participaram das festas de Vorcaro. Não há nenhuma informação que a relacione às festas de Vorcaro ou a encontros com Flávio. Mas Mariana nos ajuda a compreender de onde vêm essas refugiadas. O que perderam. Do que fugiram. E por que a promessa de proteção, trabalho ou segurança pode se tornar uma armadilha.
As denúncias envolvendo Vorcaro e Flávio precisam ser integralmente investigadas. Mas as mensagens reveladas já exigem respostas sobre a possível exploração de mulheres em situação de extrema vulnerabilidade. Talvez Flávio nunca tenha ouvido falar de Mariana Vishegirskaya. Mas quem frequentou essas festas, usou e abusou de outras Marianas. Ou até meninas mais jovens, já que as chamam de “creche”.
“Creche” alimentada por jovens mulheres fugindo de bombas em maternidades.
Como Mariana.
São Paulo foi tomada por mais de dois milhões de brasileiros e de brasileiras unidos em defesa do Brasil, da democracia e de um futuro com mais direitos e esperança.
No último ato desta campanha histórica, o povo mostrou mais uma vez que é protagonista do seu destino. A vitória que se aproxima é fruto da luta, da coragem e da força de quem nunca deixou de acreditar no Brasil.
Bora, Brasil!
É hora de virar!
Ninguém segura um povo que luta pela democracia e pelo futuro do seu país! 🇧🇷
📸 @ricardostuckert