A busca desenfreada por amor e companhia pode cobrir de névoa aquilo que realmente importa.
Às vezes, não estamos procurando alguém para amar. Estamos apenas tentando desesperadamente não ficar sozinhos.
O medo da solidão transforma o apego em urgência.
E, quando temos medo de perder alguém, podemos começar a engolir coisas que, em qualquer outro momento, seriam absolutamente inegociáveis.
Até que chega o momento em que entendemos:
solidão não precisa ser ausência.
Pode se transformar em solitude.
E solitude é aprender a estar consigo sem sentir que está faltando alguém.
Quando a própria companhia deixa de parecer um castigo, algo muda.
Você já não aceita qualquer presença apenas para silenciar a ausência.
Você começa a escolher.
No começo, dói.
Os primeiros dias de silêncio parecem intermináveis. Dá vontade de voltar, de procurar, de preencher o vazio.
Mas é preciso coragem para permanecer.
Aguentar firme também é uma forma de amor.
Talvez o universo não esteja te privando de alguém. Talvez esteja apenas esperando você aprender a não se abandonar para ter alguém.