O Brasil não perdeu para a Noruega. Perdeu para a realidade. Chamem o Gilmar. https://t.co/cvmAGOSHha
O futebol brasileiro continua entregue à baixa qualificação e à cartolagem corrupta. Na CBF, hoje, manda um ministro do STF.
Por @RicardoKertzman
"Doutrinamos e influenciamos alunos"? Como assim?
Isso nunca foi papel de professores dignos e honestos.
Mas está tudo certo: Professores que traíram sua função educadora e Lula que traiu por não cumprir sua promessa com professores.
Chumbo trocado não dói.
Artigo da jornalista Eliane Cantanhêde corajoso e que merece ser lido
Jhonatan de Jesus é uma síntese do derretimento das instituições
O ex-deputado federal não é uma exclusividade e nem caiu de paraquedas no TCU. Ele foi apenas beneficiado por um sistema de escolha que mistura interesses políticos, pessoais e até familiares
O sr. Jhonatan de Jesus é um exemplo pronto e acabado do derretimento das instituições no Brasil e provoca uma pergunta que já embute a própria resposta: como é possível esse cidadão virar ministro, justamente, do Tribunal de Contas da União (TCU)?
PUBLICIDADE
Ninguém fora do Congresso sabia quem ele era, até virar relator do processo no TCU sobre a liquidação do Banco Master e atuar descaradamente, não só a favor dos interesses de Daniel Vorcaro, mas principalmente atacando o Banco Central. Pode ser tudo, menos surpresa. Basta dar uma olhada nos seus mandatos na Câmara dos Deputados.
A defesa ferrenha do Master e de Vorcaro (por que será?) combina à perfeição com o sumiço das emendas parlamentares de Jhonatan. Quando era deputado federal, ele indicou R$ 42 milhões em emendas para Roraima e, como constatou in loco o Estadão, esses milhões viraram pó, ou melhor, mantiveram o pó.
A estrada que seria construída continua de terra e esburacada, sem um filete de asfalto. No terreno onde seriam feitas 300 casas populares, só há uma, pequenina e desabitada, que se transformou numa triste ilha, no meio de uma clareira de terra seca, cercada pelo mato. E o dinheiro, para onde foi? Se não foi o gato, quem comeu?
Formado em Medicina, Jhonatan foi eleito deputado federal aos 28 anos e ganhou a vaga no TCU no início do quarto mandato, para o qual teve 19.881 votos. Tal pai, tal filho. Seu pai, o ex-senador Mecias de Jesus (a família capricha na grafia do nome das crianças), também foi agraciado com uma vaga do TCE de Roraima.
Quem indicou Jhonatan para o tribunal? O então presidente da Câmara, Arthur Lira, o que bastou para que ele tivesse a grande maioria dos votos dos colegas, da maioria dos partidos, e virasse ministro sem problemas. O passado? O currículo? A experiência com gestão e contas? Nada disso. Valeu a força de Lira, do seu partido, o Republicanos, e do Centrão.
E o que é o TCU? Ao contrário do que se pensa, não é um dos cinco tribunais superiores (STF, STJ, TST, TSE, STM), mas sim o braço do Legislativo para fiscalizar as contas do Executivo. Logo, um órgão fiscalizador, que exige, principalmente, a famosa e tão desprezada “reputação ilibada”.
Jhonatan, porém, não é uma exclusividade e nem ele nem seu pai caíram de paraquedas em tribunais de contas. Eles foram apenas beneficiados por um sistema de escolha que mistura interesses políticos, pessoais e até familiares.
Pelo menos oito governadores ou ex-governadores emplacaram suas próprias mulheres nos tribunais de contas de seus estados: Waldez Goes (AP), Renan Filho (AL), Wellington Dias (PI), Wilson Martins (PI), Rui Costa (BA), Helder Barbalho (PA), Antonio Denarium (RR) e Camilo Santana (CE).
Coincidências: Denarium é de Roraima, estado da família Jesus, cinco deles foram ministros do governo Lula e todos os oito são das regiões Norte e Nordeste. Dúvidas: Jhonatan de Jesus tinha perfil para ser ministro do TCU? E mulher de governador e ex-governador é adequada para fiscalizar as contas do governo estadual?
Coisas do Brasil, onde, aliás, ministros do Supremo se colocam e são colocados acima da Constituição, não precisam dar explicações, de um lado, e as investigações sobre eles andam a passos lentos, de outro. Mas os penduricalhos do sistema estão garantidos!
Impressionante como os brasileiros se esquecem: foi esse sujeitinho, Glenn Greenwald, que acabou com a Lava Jato, permitindo que o STF se tornasse esse troço aí.
Grande Fernando Schüler! Mais um baita artigo, para não variar. 👏👏
“É estarrecedor, mas também revelador”, escreveu o jornalista Glenn Greenwald, sobre o ministro “permanecer no STF, continuar julgando e prendendo pessoas”. Ele se referia às revelações dos diálogos da esposa do ministro diretamente no WhatsApp de Vorcaro, mandando o tal contrato de R$ 129 milhões. Glenn diz que não conhece escândalo judicial pior, mundo afora, na última década. E que “mesmo assim ele permanece impassível, com o mesmo imenso poder sobre o País”.
Glenn é americano. Diz o que pensa. Critica figuras de poder, não poupa esquerda ou direita, a partir de suas convicções. E por isso incomoda. Ele faz isso, entre muitas coisas, porque sabe que tem sua liberdade garantida por um País que há 235 anos consagrou seu Bill of Rights. E garante que as pessoas possam fazer exatamente isto: dizer o que pensam.
Greenwald diz que o ministro não deveria mais estar no STF. Pode-se concordar ou não com ele, mas a verdade é que há uma pergunta anterior a fazer. E muito mais simples: alguma coisa será investigada? Alguma iniciativa da PGR? Alguma ação no Congresso? De minha parte, penso que a resposta já foi dada. Por muitas razões, nos tornamos um estranho tipo de república feita de um núcleo de poder inimputável. Fora do sistema de controles republicanos, que converte em um estranho tipo de ofensa a mera ideia de que algo possa ser suspeito.
E não se trata apenas deste caso. O caso Master traz um componente ético crucial, mas o tema central do Brasil dos últimos anos é o desrespeito à regra do jogo. A longa cauda de flexibilizações legais praticada no País, nos anos recentes. Quem duvidar poderia procurar saber do destino de Eduardo Tagliaferro. O destino de um cidadão comum que deveria constranger o Brasil. O país que, diante de informações graves e incômodas, parece ter escolhido não apenas empurrar tudo para debaixo do tapete, mas converter o denunciante em réu. E logo o silêncio.
Cada um pode ter sobre isso a sua visão. Nós nos convertemos em um País em que você pode denunciar, a Malu Gaspar pode escrever 243 colunas, com fatos novos, aparecerem os contatos, os prints, os valores sem parâmetro de mercado, o que for. A única coisa que sabemos, no fim do dia, é que dificilmente alguma investigação chegará ao núcleo do poder. E que, se você for um “jornalista independente”, ou sem um bom pedigree, é melhor tomar cuidado. Desconfio que ninguém saiba disso melhor do que Vorcaro e suas equipes de defesa. E por isso procrastinam sua delação e fazem troça com o País há mais de três meses. Porque sabem de nosso incrível retrospecto e conseguem imaginar o que poderia resultar de uma delação “completa” sobre tudo que aconteceu.
O ponto central da frase indignada de Glenn é o estranhamento. O que ele está dizendo é o seguinte: vocês, brasileiros, foram se acostumando. Vocês são como aquele sapo na panela, que foi relaxando, enquanto a água ia esquentando, até serem devidamente cozinhados.
Isto aconteceu por muitas razões. A primeira delas foi o apoio de boa parte da sociedade, que por muitos anos aplaudiu nosso estado de exceção tropical, de fio a pavio, porque era importante “salvar a democracia”. Isto inclui boa parte de nossa “mídia profissional”, que só ligou o modo indignação depois do caso Master. E que hoje denuncia o absurdo brasileiro sobre o que, até há pouco, solenemente silenciava.
Outro ingrediente é o poder de fato. A proatividade ou a indiferença de um núcleo de poder que realmente parece acreditar que flutua acima dos constrangimentos da república. E fazem isso com razão. Porque, de fato, muita gente boa aceitou, no Brasil dos últimos anos, a premissa de que o que vale por aqui não é propriamente a lei ou a Constituição, mas o que um conjunto de autoridades diz que é a lei e a Constituição. De modo que não se pode praticar a censura prévia. Mas pode. Deve-se respeitar a instância devida. Ou não, a depender do contexto e da interpretação.
Agora mesmo está prestes a virar réu no Supremo um brasileiro que disse alguns impropérios a um ministro, em Coimbra, dois anos atrás. Um brasileiro comum, sem “foro”, mas está lá, processado no STF. Alguém preocupado com isso? O relator do processo é ao mesmo tempo vítima e juiz. Alguém preocupado?
Ninguém, sejamos sinceros. O medo cumpre uma função, aí, e é um sentimento legítimo. Se um jornalista foi banido, por que não aconteceria com muitos outros? Se Cleber Cabral, da Unafisco, terminou na Polícia Federal, após uma crítica, por que não aconteceria com outros dirigentes associativos? Se um deputado é processado por um discurso na Câmara, como os demais deveriam se comportar? É por estas razões que fomos deslizando. Aceitamos que se criasse uma lógica de exceção no País, que agora anda por conta própria.
Nunca me esqueço das lições de Bertrand de Jouvenel: o poder é como um organismo. Uma vez posto em movimento, não recua. E daí a obsessão moderna com os limites, com os pesos e contrapesos. Com tudo isso que assistimos ir perdendo força, no transe brasileiro recente.
De modo que é bom, vez ou outra, observar o espanto de um estrangeiro. Ele pode conhecer um pouco sobre o Brasil, mas nos enxerga à distância. Quem sabe como a justiça italiana e espanhola nos enxergaram, por estes tempos, negando extradições por razões que nos deveriam fazer pensar. O olhar do estrangeiro tem esta vantagem. Suas palavras, sabe-se lá, nos dão uma pista sobre coisas com as quais não deveríamos, definitivamente, ter nos habituados em nossa vida republicana.”
Grande Fernando Schüler! Mais um baita artigo, para não variar. 👏👏
“É estarrecedor, mas também revelador”, escreveu o jornalista Glenn Greenwald, sobre o ministro “permanecer no STF, continuar julgando e prendendo pessoas”. Ele se referia às revelações dos diálogos da esposa do ministro diretamente no WhatsApp de Vorcaro, mandando o tal contrato de R$ 129 milhões. Glenn diz que não conhece escândalo judicial pior, mundo afora, na última década. E que “mesmo assim ele permanece impassível, com o mesmo imenso poder sobre o País”.
Glenn é americano. Diz o que pensa. Critica figuras de poder, não poupa esquerda ou direita, a partir de suas convicções. E por isso incomoda. Ele faz isso, entre muitas coisas, porque sabe que tem sua liberdade garantida por um País que há 235 anos consagrou seu Bill of Rights. E garante que as pessoas possam fazer exatamente isto: dizer o que pensam.
Greenwald diz que o ministro não deveria mais estar no STF. Pode-se concordar ou não com ele, mas a verdade é que há uma pergunta anterior a fazer. E muito mais simples: alguma coisa será investigada? Alguma iniciativa da PGR? Alguma ação no Congresso? De minha parte, penso que a resposta já foi dada. Por muitas razões, nos tornamos um estranho tipo de república feita de um núcleo de poder inimputável. Fora do sistema de controles republicanos, que converte em um estranho tipo de ofensa a mera ideia de que algo possa ser suspeito.
E não se trata apenas deste caso. O caso Master traz um componente ético crucial, mas o tema central do Brasil dos últimos anos é o desrespeito à regra do jogo. A longa cauda de flexibilizações legais praticada no País, nos anos recentes. Quem duvidar poderia procurar saber do destino de Eduardo Tagliaferro. O destino de um cidadão comum que deveria constranger o Brasil. O país que, diante de informações graves e incômodas, parece ter escolhido não apenas empurrar tudo para debaixo do tapete, mas converter o denunciante em réu. E logo o silêncio.
Cada um pode ter sobre isso a sua visão. Nós nos convertemos em um País em que você pode denunciar, a Malu Gaspar pode escrever 243 colunas, com fatos novos, aparecerem os contatos, os prints, os valores sem parâmetro de mercado, o que for. A única coisa que sabemos, no fim do dia, é que dificilmente alguma investigação chegará ao núcleo do poder. E que, se você for um “jornalista independente”, ou sem um bom pedigree, é melhor tomar cuidado. Desconfio que ninguém saiba disso melhor do que Vorcaro e suas equipes de defesa. E por isso procrastinam sua delação e fazem troça com o País há mais de três meses. Porque sabem de nosso incrível retrospecto e conseguem imaginar o que poderia resultar de uma delação “completa” sobre tudo que aconteceu.
O ponto central da frase indignada de Glenn é o estranhamento. O que ele está dizendo é o seguinte: vocês, brasileiros, foram se acostumando. Vocês são como aquele sapo na panela, que foi relaxando, enquanto a água ia esquentando, até serem devidamente cozinhados.
Isto aconteceu por muitas razões. A primeira delas foi o apoio de boa parte da sociedade, que por muitos anos aplaudiu nosso estado de exceção tropical, de fio a pavio, porque era importante “salvar a democracia”. Isto inclui boa parte de nossa “mídia profissional”, que só ligou o modo indignação depois do caso Master. E que hoje denuncia o absurdo brasileiro sobre o que, até há pouco, solenemente silenciava.
Outro ingrediente é o poder de fato. A proatividade ou a indiferença de um núcleo de poder que realmente parece acreditar que flutua acima dos constrangimentos da república. E fazem isso com razão. Porque, de fato, muita gente boa aceitou, no Brasil dos últimos anos, a premissa de que o que vale por aqui não é propriamente a lei ou a Constituição, mas o que um conjunto de autoridades diz que é a lei e a Constituição. De modo que não se pode praticar a censura prévia. Mas pode. Deve-se respeitar a instância devida. Ou não, a depender do contexto e da interpretação.
Agora mesmo está prestes a virar réu no Supremo um brasileiro que disse alguns impropérios a um ministro, em Coimbra, dois anos atrás. Um brasileiro comum, sem “foro”, mas está lá, processado no STF. Alguém preocupado com isso? O relator do processo é ao mesmo tempo vítima e juiz. Alguém preocupado?
Ninguém, sejamos sinceros. O medo cumpre uma função, aí, e é um sentimento legítimo. Se um jornalista foi banido, por que não aconteceria com muitos outros? Se Cleber Cabral, da Unafisco, terminou na Polícia Federal, após uma crítica, por que não aconteceria com outros dirigentes associativos? Se um deputado é processado por um discurso na Câmara, como os demais deveriam se comportar? É por estas razões que fomos deslizando. Aceitamos que se criasse uma lógica de exceção no País, que agora anda por conta própria.
Nunca me esqueço das lições de Bertrand de Jouvenel: o poder é como um organismo. Uma vez posto em movimento, não recua. E daí a obsessão moderna com os limites, com os pesos e contrapesos. Com tudo isso que assistimos ir perdendo força, no transe brasileiro recente.
De modo que é bom, vez ou outra, observar o espanto de um estrangeiro. Ele pode conhecer um pouco sobre o Brasil, mas nos enxerga à distância. Quem sabe como a justiça italiana e espanhola nos enxergaram, por estes tempos, negando extradições por razões que nos deveriam fazer pensar. O olhar do estrangeiro tem esta vantagem. Suas palavras, sabe-se lá, nos dão uma pista sobre coisas com as quais não deveríamos, definitivamente, ter nos habituados em nossa vida republicana.”
Ministro da Fazenda diz que pessoas e empresas alvos de sanções dos EUA já estavam sendo investigadas: 'interferência nos preocupa' https://t.co/Fo2z0tvrLM
É impossível a paz no Oriente Médio enquanto a teocracia dos aiatolás e a ditadura policial-militar da "SS" chamada IRGC continuarem estimulando essas abominações.
O Hospital Psiquiátrico São Pedro faz parte da história do Rio Grande do Sul e seguirá sendo referência para o futuro. Estamos investindo R$ 5,6 milhões na revitalização do complexo, garantindo mais segurança, dignidade e melhores condições para pacientes e profissionais.
Cuidar da saúde mental também é investir na estrutura que acolhe quem mais precisa. As obras no vão qualificar quatro prédios, modernizar instalações e preservar um patrimônio histórico da saúde pública gaúcha.
Além da revitalização que iniciamos hoje, já encaminhamos a reserva orçamentária de mais R$ 5 milhões para recuperar a parte histórica do Hospital São Pedro. Somados aos investimentos anteriores, serão R$ 12 milhões destinados à qualificação desse importante complexo hospitalar.
Pra quem reclamava que o problema do Brasil eram os "palavrões" de Bolsonaro, aproveite agora a elegância dos que te governam. Detalhe: Bolsonaro não roubou os aposentados, seu filho não ganhava mesada de 300k do careca do INSS, sua esposa não ganhou R$ 129 milhões de um corrupto...🤷🏻♂️