Right now in Spain, 10,000+ illegal migrants are invading their country with zero consequences. Meanwhile, Poland stops them in minutes.
Spain, please be like Poland 🇵🇱
Ao longo dos anos, em Portugal, os grupos organizados foram sendo reduzidos a um papel secundário indigno, resultado da legislação opressora que os estigmatiza.
Curiosamente, ou não, é talvez o único caso em que há um consenso geral, socialmente aceite, de descriminação de uma minoria.
O início dos jogos, outrora momento brioso no sector da magia, protagonizado pelos arquitetos no que ao apoio gráfico concerne, foi tomado pelo institucionalismo. Os clubes apoderaram-se desse dossier e foram, aos poucos, usurpando um momento no qual os grupos eram obreiros.
As cenografias são idealizadas pelo clube, pagas pelo clube e feitas pelo clube - quase sempre sem classe nem distinção. Os fumos, ou fogos de artifício, são logística do clube. Tudo é do clube. Aos adeptos é-lhes pedido para ficarem sentados e desfrutarem de um espectáculo aberrante, higienizado e de anti clímax pré jogo.
Soa o apito inicial e o silêncio é confrangedor. Pudera! O som ensurdecedor, que se prolonga até ao arranque do jogo, impede qualquer embalo no apoio, seja organizado ou orgânico.
Vem-se depois, para praça pública, discutir o ambiente. Não se percebe, porém, que marginalizar os grupos, fosse por meio de legislação obtusa, fosse por perseguição e repressão, culminou num conjunto de falta de condições para proporcionar um apoio digno, vocal e visualmente.
Os grupos fazem o que podem, sendo uma tarefa hercúlea - diria impossível - um apoio constante e decente nas condições atuais.
Quanto à generalidade dos adeptos, a passividade e letargia tomou conta do estado de espírito das bancadas. Não sei se há mais pessoas nos estádios; o que sei é que há cada vez menos adeptos. Menos cultura de adepto.
Aos grupos organizados resta a pirotecnia - que se tornou o último reduto, a derradeira forma de expressão na bancada, como referiu o professor e antropólogo Daniel Seabra.
Não há liberdade nem possibilidade de fazer o que quer que seja na bancada. E não tem que ver com vontade ou falta dela. É uma questão de legislação. Quem anda nisto sabe. Há muito que se perdeu a liberdade de expressão e a criatividade (e alguma vontade).
O que há é institucional. E há poucos interessados em lutar.
Seja neste ou noutro assunto. E nem estou a defender este tema em específico porque interessa-me tanto este assunto como a folga num amortecedor de um carro. Mas defendo a liberdade expressão total na bancada. Mesmo que haja quem defende mil punições por cânticos ou frases.
“Não concordo com o que dizes, mas defenderei até à morte o teu direito a dizê-lo"
Que homenagem linda do @FutParodias ❤️
A gente tá com o coração tão machucado, essas homenagens não ameniza a dor, más nos deixa com as lembranças boas que ele nos deixou. Eterno Jotinha 😭 🖤🕊️
🚨 Imagens inéditas dos dois assaltos recentes, seguidos, no Martim Moniz.
Se isto não estivesse em vídeo e me contassem, eu não ia acreditar. Vejam vocês mesmos 👇