O argumento de que a designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos “ameaça a soberania brasileira” inverte completamente o problema.
A ameaça à soberania brasileira não vem dos EUA reconhecer a realidade. A ameaça à soberania brasileira vem de facções criminosas que controlam territórios, impõem regras paralelas, aterrorizam populações civis, corrompem agentes públicos, lavam bilhões, traficam drogas e armas através de fronteiras e projetam sua atuação para além do Brasil.
Soberania é a capacidade efetiva do Estado de controlar seu território, proteger sua população e impedir que organizações criminosas substituam o poder público.
O argumento de que PCC e CV não poderiam ser tratados como organizações terroristas porque “não têm bandeira política” é juridicamente estreito e empiricamente ingênuo. Essas organizações talvez não publiquem manifestos ideológicos como grupos revolucionários clássicos. Mas exercem poder político no sentido mais concreto possível porque controlam comunidades, intimidam autoridades, influenciam eleições, paralisam cidades, impõem toque de recolher, ordenam ataques contra agentes públicos e usam violência sistemática contra civis para preservar domínio territorial e econômico.
A designação americana não transforma o Brasil em alvo. Ela mira organizações criminosas específicas que representam ameaça transnacional. Também não autoriza automaticamente intervenção militar em território brasileiro. Esse espantalho serve mais para criar pânico político do que para explicar o direito aplicável. O efeito concreto da designação é ampliar ferramentas contra financiamento, logística, facilitadores, lavagem de dinheiro, movimentação internacional, apoio material e redes de suporte. Ou seja onde essas facções são mais vulneráveis.
Também é curioso ouvir preocupações abstratas com soberania quando as principais vítimas da perda de soberania são os brasileiros que vivem sob domínio criminoso. Para a mãe que não pode sair de casa porque uma facção decretou toque de recolher, para o comerciante extorquido, para a família atingida por guerra territorial, para o policial assassinado e para a comunidade abandonada à governança criminal, a soberania brasileira já foi violada há muito tempo — não por uma designação americana, mas pelo poder armado das facções.
A pergunta correta é por que o Estado brasileiro permitiu que essas organizações crescessem a ponto de se tornarem uma ameaça hemisférica. Se o Brasil tivesse desmantelado sua infraestrutura financeira, contido sua expansão internacional, protegido suas fronteiras, impedido sua infiltração institucional e recuperado os territórios dominados por facções, talvez EUA não tivesse sentido necessidade de agir.
Isso não é uma medida anti-Brasil. É uma medida contra o PCC e o Comando Vermelho. O verdadeiro ato pró-Brasil é reconhecer que o povo brasileiro é a primeira e maior vítima dessas organizações e que a cooperação internacional contra elas deve ser bem-vinda, não tratada como ofensa nacional.
O Brasil deveria responder não com indignação performática, mas com cooperação, inteligência financeira, extradições, bloqueio de ativos, repressão à lavagem de dinheiro e uma estratégia nacional séria para recuperar territórios dominados pelo crime organizado.
A soberania brasileira não será protegida defendendo a sensibilidade diplomática de facções criminosas. Será protegida destruindo o poder delas.
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“Faça as pessoas discutirem o que não faz diferença nenhuma e elas nunca perceberão o que realmente está acontecendo.” — Livro “1984” - George Orwell
Olha o Brasil real enquanto todo mundo discute o comercial da Havaianas.
• R$ 226 bilhões arrecadados em impostos em um único mês.
• Mais de R$ 2,6 trilhões tirados do bolso do contribuinte no ano.
• 27 aumentos de impostos desde 2023.
• 30 mil presos soltos de uma vez por “saídinha”.
• Déficit nominal no pior nível desde o Plano Real.
Soma isso com:
• Escândalos em bancos.
• Rombo no INSS.
• Corrupção que nunca acaba.
• Supremo Tribunal Federal decidindo o que deveria ser debatido no Congresso.
Mas o grande debate nacional é:
👉 a sandália.
Não é que a polêmica da Havaianas não importe.
Ela importa porque mostra lado numa guerra cultural antiga.
O truque é achar que isso é o centro do problema.
Enquanto a gente briga por símbolo,
os números — esses sim — seguem avançando.
Orwell não previu o futuro.
Ele só descreveu o método.
Agora me diz:
você está olhando pro barulho ou pros números?
@RFragoso_EI Sim! Saímos de carro de Goiânia-GO às 03h da manhã do domingo (09/09/2018) para assistir Palmeiras x Corinthians no Allianz. Chegamos às 13h no estádio. Vimos o Palmeiras ganhar de 1x0 e voltamos para nossa capital após o jogo, chegando em Goiânia às 05h da segunda feira... Affff
Se você também está aguardando deitado as agências de fact-checking declararem que a matéria da Foice de São Paulo é Fake, dá RT com força! #MarketeirosDoJair
Ja pensou se o Palmeiras ganha o Brasileirão, a Libertadores e o Mundial e aí o Bolsonaro recebe o time no planalto vestindo o manto e fazendo o sinal da arminha?!....acho que o Lula iria se enforcar na cadeia e a ESPN colocaria a tarja do luto na tela por 4 anos
Prestigiando o almoço após a 1ª Edição da Corrida de Rua, realizada e organizada pela cpe_anapolis_oficial
Parabéns ao meu camarada @salibacopes Cmt CPE/Anápolis e ao Coronel… https://t.co/srEiXVvDTD
Vem aí uma grande ação social da PMGO através da CPE/3°CRPM em parceria com a Prefeitura de Anápolis: 1 • CORRIDA DE RUA DA CPE!!!
A corrida acontecerá no dia 02/09/18, às 08h, sendo… https://t.co/OfDmTMGyuL