Suas informações são distorcidas (pra não dizer que são mentirosas): como indica a própria imagem, o escopo estava limitado a informações de cartões de crédito, TED e transferências bancárias por parte dos bancos tradicionais.
A mudança incluiria movimentações do PIX e as fintechs (PagSeguro, Nubank, C6, PicPay…), que é o que a grande maioria das dezenas de milhões de informais, MEIs e autônomo usam.
A alteração do escopo de valor tem pouco impacto (ainda mais com a inflação crescente). O maior impacto seria na abrangência de um número muito maior de pessoas sob escrutínio.
Portanto, a nova regra aumentaria (e muito) a quantidade de pessoas e negócios que prestariam contas ao fisco e, possivelmente, seriam cobradas em seus impostos.
Esclarecida a sua mentira, digo, distorção, cabe dizer que a nova regra era adequada e importante para reduzir a sonegação e a informalidade. O governo foi incapaz de comunicar isso positivamente (porque sua credibilidade é baixa) e abriu mão de algo significativo para o país em troca da preservação da pouca popularidade que lhe resta.
Não foi uma escolha de estadista (como alguns tolos tentam classificar Lula), foi de um populista covarde, raso e vaidoso (o que Lula sempre foi).