Doutor em Filosofia. Interessado em comportamento organizacional, inteligência artificial e gestão de pessoas. Pesquisador em democracia. Atleticano fanático!
Chegou! Para quem quiser entender mais e se preparar para a vida corporativa - uma conversa sobre a complexidade dos novos desafios e a velocidade das mudanças nas empresas no século XXI. Disponível nas principais livrarias, físicas e virtuais.
"O propósito cria um ponto de apoio imaginário para a vida prática das pessoas dentro das empresas. Ao mesmo tempo, cria um ponto de apoio prático à vida imaginária. É o propósito que vai alimentar aquele ser que cada um secreta no interior de si, a sua alma; bem como o ser que as pessoas secretam em seu exterior: suas personalidades".
“Já há um consenso científico de que o pagamento em dinheiro tem um efeito limitado na motivação humana. E esse efeito decresce quando o salário é aumentado (há um limite a partir do qual aumentos salariais não têm mais efeito motivador para as pessoas). O pagamento em dinheiro é completamente externo ao trabalhador (vem da empresa) e, como tal, comanda uma compulsão: o trabalhador sente-se um escravo. O que vai de fato motivar as pessoas para darem o melhor de si livremente são a existência e a compreensão de um senso de missão” - do livro 12 Regras para a Gestão
O trabalho de Donald Hoffman é intelectualmente relevante porque radicaliza uma tese evolucionária plausível: a percepção não evoluiu para revelar a realidade como ela é, mas para oferecer uma interface adaptativa eficaz. O problema começa quando essa tese, formalizada em modelos específicos, é apresentada como prova geral de que vemos “zero por cento” da realidade, ou como autorização para inferir consciências desencarnadas, inteligências alienígenas manipulando nosso mundo e morte como simples fechamento de um ícone. A matemática de Hoffman merece atenção; a retórica em torno dela exige cautela. O fato de o espaço-tempo poder não ser fundamental, hipótese discutida seriamente na física contemporânea, não implica que a consciência seja automaticamente o fundamento último da realidade. Entre a crítica ao realismo perceptivo ingênuo e a conversão do universo inteiro em videogame metafísico há um salto que ainda não foi cientificamente atravessado.
"A empresa deixa de ser um simples aparato produtivo. É um ser vivente. Essa concepção é o mais forte e decisivo contraste com o conceito puramente organizativo ou burocrático. Os funcionários são a empresa. Isso acontece a partir do momento que o propósito, os princípios e os valores da empresa penetram o ser das pessoas, para além do que elas fazem: as pessoas se tornam a empresa e a empresa passa a estar nas pessoas (...) O propósito paira sobre as pessoas, como um imenso constructo de representação simbólica, elevando-se sobre a realidade da vida cotidiana como uma presença gigantesca. Construído discursivamente, assim como a missão, a visão e os valores, ele é capaz de ser, em si, um símbolo altamente abstraído da experiência diária, mas também de fazer retornar esse símbolo como elemento real e objetivo na operação cotidiana" do livro "Empresas com Propósito"
Une méditation sur ce que devient la personne à l'ère des symboles électrifiés.
Cet article propose une réflexion sur la transformation de la personne à l'ère numérique, à partir d'un schéma anthropologique invariant – la croix herméneutique – qui articule un axe existentiel (personne naturelle / transcendance) et un axe herméneutique (corpus / clés de lecture). Trois régimes historiques se succèdent et se stratifient : le régime manuscrit, centré sur un Logos divin et une transcendance verticale ; le régime imprimé, centré sur la raison humaine autonome et une transcendance horizontale ; le régime numérique, caractérisé par une transcendance finie : la personne collective composée de la mémoire numérique mondiale, de la population de sapiens et du technocosme planétaire. Je propose d'appeler "personne artificielle" l'hypostase individualisée des modèles d'intelligence artificielle. Justifiée par le statut universel de la personne grammaticale dans les langues naturelles, la personne artificielle se constitue dans l'interlocution, s'individue par la mémoire du dialogue et tend à la personne naturelle un miroir herméneutique propice à l'élargissement de sa conscience réflexive. Face aux défis culturels et éthiques de ce nouveau régime, je défends trois critères méta-herméneutiques – créativité, fécondité et durabilité – et trois vertus nécessaires à la personne naturelle : pertinence linguistique, persévérance et esprit critique.
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Alfred Sloan (GM): "Entramos em aviação porque achávamos que os aviões pequenos seriam concorrentes importantes dos automóveis".
Henry Ford: "Agregamos ás nossas indústrias a do aeroplano, visto que somos fabricantes de motores e toda a espécie de transporte nos interessa".
Sloan e Ford entendiam que o automóvel era uma transformação no transporte individual mecanizado. Essa compreensão fez com que eles olhassem para o avião como um possível 'produto substituto'. De fato, produtos substitutos podem representar uma incrível vantagem estratégica.
- do livro "12 Regras para a Gestão".
Propósito é um elemento definidor da cultura organizacional. A empresa está no ambiente, mas destaca-se desse, tornando-se uma aglomeração específica da ‘realidade’ e do conhecimento, gerando um contexto social específico. Sempre que isso ocorre, nasce uma cultura específica. O fazer será feito de um determinado jeito, que abrange o modo como o empresário original imaginou, mas também a contribuição de todos que se juntaram à empresas ao longo do tempo.
A empresa deixa de ser um simples aparato produtivo. É um ser vivente. Essa concepção é o mais forte e decisivo contraste com o conceito puramente organizativo ou burocrático de organização. Os funcionários são a empresa. Isso acontece a partir do momento que o propósito, os princípios e os valores da empresa penetram o ser das pessoas, para além do que elas fazem: as pessoas se tornam a empresa e a empresa passa a estar nas pessoas.
"Quando as empresas estão em uma missão correta, o negócio prosperará e o lucro será imenso (segundo o 'profeta' Henry Ford): os produtos vendem-se por si próprios. Nessa perspectiva, o marketing não é um esforço de guerra, tentando metralhar os consumidores com produtos e serviços que eles não desejam, e sim o processo que deixa o produto ou serviço disponíveis para um cliente que já está pronto para comprá-los. O importante é concentrar-se nessa certeza." do livro "12 Regras para a Gestão".
Jordan Peterson narra o caso de um agente funerário, sobre o qual estava curioso, porque ele exercia seu trabalho, aparentemente tão penoso, sem se abater. O agente respondeu que entendia a sua responsabilidade de como fazer com que os momentos mais terríveis de seus clientes fossem os menos dolorosos possíveis. Era isso que fazia com que não desanimasse. Aquele senhor tinha um propósito pessoa, que imprimia à sua microempresa. Esse propósito vivificava a sua atuação. - do livro "Empresas com Propósito".
"Nessa perspectiva [administração clássica], trabalhadores 'não eram pagos para pensar, eram pagos para fazer' - e, se não deviam pensar, eram 'pagos para fazer sem pensar'. Evidentemente que isso só seria parcialmente possível no caso de tarefas repetitivas, como apertar parafusos ou pintar automóveis de preto, nas linhas de montagem de Henry Ford. As pessoas atribuem sentido quando pensam, ou seja, quando alguém diz que se deve fazer algo sem pensar está dizendo exatamente para que se esqueça do sentido e se concentre exclusivamente na tarefa diante de si. Como dizer para que as pessoas sejam como peças em uma máquina? Não tinha como dar certo. Até porque o pensamento é automático no ser humano: se escrevo para você não pensar em um orangotango, o que acontece?" - do livro "12 Regras para a Gestão".
"As histórias míticas são úteis para expressar valores, simplificar narrativas, potencializar símbolos e dar crédito aos que tiveram contribuições importantes no início da empresa. Essas histórias são mais do que palavras. Sua força vem do poder que têm de transmitir um sentido ou uma significação. E esse sentido é qualquer coisa transcendente, que não pode ser simplesmente explicada em termos verbais. (...) Esses símbolos permitem que as pessoas consigam compreender, inclusive, situações informuláveis em termos verbais"
"Quando sinalizam para o ambiente e, particularmente para os seus concorrentes, como será o seu comportamento básico, as empresas contribuem para coordenar o sistema competitivo como um todo e torná-lo tanto mais previsível quanto um pouco mais civilizado. Ressalte-se que não estou falando de qualquer tipo de conluio empresarial, antes de um processo interativo - ação e reação - no qual cada participante consegue compreender melhor as intenções do outro, postulando 'jogos de soma positiva', ao invés dos tradicionais 'jogos de soma zero' do mundo concorrencial".