Estudo Dublin (2024) sobre “manosfera”/Red Pill: Criaram contas simulando adolescentes de 16–18 anos no YouTube e TikTok. Em. 26 minutos, o algoritmo já recomendava conteúdos masculinistas, antifeministas, supremacia masculina e “direita reacionária”.
Mozilla (2021): Chamou o YouTube brasileiro de “o mais tóxico do mundo”. Vídeos considerados tóxicos (misoginia, discurso de ódio, desinformação) eram recomendados pelo algoritmo e tinham até 70% mais alcance que vídeos neutros.
Estudo Harvard + UFMG + EPFL (2020): Análise de mais de 330 mil vídeos, 349 canais e 72 milhões de comentários. Encontrou evidências fortes de que usuários migravam de conteúdos da “direita moderada” ou “alt-lite”“Intellectual Dark Web” para canais mais radicais de extremadireita
Estudos mais citados sobre radicalização via YouTube no Brasil (2018–2020)
• New York Times (2019) – “How YouTube Radicalized Brazil”: Investigação mostrou que algoritmo do YouTube direcionava usuários brasileiros (muitos jovens) de conteúdos leves para canais de extremadireita
• Há evidências de que o algoritmo ajudou a criar “bolhas” ideológicas fortes, tanto à esquerda quanto à direita. Mas no nicho de jovens homens brasileiros, o lado anti-petista/conservador/libertário cresceu bastante.
• Durante o período 2018–2022, o YouTube foi uma das principais plataformas para difusão de conteúdo político no Brasil (mais que Twitter na época para muita gente).
No Brasil especificamente:
• Tem estudos e reportagens (principalmente de 2018–2022) sobre o crescimento rápido de canais conservadores, anti-esquerda, olavistas, “direita raiz”, canais de humor politizado etc. entre jovens (especialmente homens de 15–25 anos).
• Um estudo famoso de 2018 (da Universidade de Princeton e outros) mostrou que usuários que começavam assistindo conteúdos moderados/conservadores eram empurrados para canais mais radicais (alt-right nos EUA, por exemplo).
• Estudos internacionais (principalmente de 2016–2020):
• Pesquisas da NYU, Harvard, MIT e da própria ex-funcionária do Google/Zeynep Tufekci mostraram que o YouTube recomendava conteúdos cada vez mais extremos para manter o usuário assistindo mais tempo (engagement-driven).
Dados reais que consigo trazer sobre isso (baseado em estudos e relatórios conhecidos):
Sim, existe uma discussão séria e antiga sobre o efeito dos algoritmos de recomendação do YouTube (e de outras plataformas) na radicalização online. Não é só no Brasil.