Prévia do livro que estou escrevendo 📖 #booktwt
Diante dos sete tremores durante a semana, a morte deixou de intrigar o mundo; as roupas jogadas pelas ruas no lugar da população eram mais assustadoras. Cada tremor era capaz de causar ataques cardíacos, as mães não sabiam quando iriam ter que dormir com apenas as roupas de seus filhos.
Cada dia era pelo menos um pouco pior que o outro, depois do quinto, até mesmo pedaços de construções começaram a sumir, sempre após os terremotos.
No sétimo dia, em vez de algo desaparecer, surgiu uma figura no quintal de alguém.
Cap.1
Entrei em casa novamente, com pressa dessa vez: eu esqueci a arma em cima do balcão. Deixei cair a carne e sem querer pisei em cima; resvalei e por pouco não morro, atravessando meu crânio na parede e derrubando a casa – que já está caindo aos pedaços em cima de mim. Me levantei lacrimejando, com medo. Peguei a maldita arma do balcão e voltei, juntei a carne do chão e engoli, sem nem mastigar.
Da varanda, mirei, engatilhei, mas não disparei merda nenhuma. Caminhei, nervoso, até lá. A cada passo, aquilo parecia mais vivo e me deixava cada vez mais louco. Parei, mirei, e não tive coragem. Se eu errar, fico perdido. Já não tenho mais comida e se eu for buscar, vou ter menos uma bala para disparar. Eu sou muito ruim de mira.
Meu coração acelera, minha respiração falha e meu corpo coça. Eu encaro, como se a figura tivesse alguma culpa disso. Volto a andar, com raiva dessa vez, engatilho e desengatilho a arma, me aproximando cada vez mais, mais e mais, mais e mais.
Finalmente, tendo a chance de olhar no rosto da figura, eu paro, me ajoelho e ergo as mãos para o alto.
— Não, não atira! — eu digo, jogando a minha arma no chão.
O homem me encarou como se me conhecesse a muito tempo. Se levantou, guardou a arma na cintura, rebateu as roupas e sorrindo, disse:
— Não temas, minha muito amada, criança.
“Se Deus estivesse na minha casa, o que eu faria?” É o que me pergunto enquanto assisto o homem entrar, sentar e beber da minha água. O medo cessou por algum motivo.
— Você é algum tipo de Deus então? — murmuro, o sujeito ri.
— Eu sou o Deus.
— “O Deus” católico? Hindu?
— Sou a unidade, o criador.
Ele não me leva a sério, está apenas sentado, não quer se explicar pra mim ou fazer qualquer coisa. Eu não entendo.
— Você tem alguma coisa pra comer?
Tenho só um pão.
— Não! Beba a sua água e dê o fora daqui.
Ele se levanta e caminha até mim, segura a minha mão e me olha no fundo dos olhos. Como se eu fosse um livro- não, como se eu fosse uma revistinha para bebês aprenderem o alfabeto, ele me enxerga, até eu consigo notar isso.
— Não resista, meu filho. — ele diz calmamente.
Eu me levanto, mas a minha mão não me obedece, ela não quer parar de tocar aquele homem. Eu puxo com força, ele fecha os olhos. Me sinto preso em um elevador, o suor escorre, o coração palpita, a visão fica turva, eu gemo, eu berro e-
Minha mão descola da dele, deixando a pele que a cobria para trás.
Sem reação, balbuciando, volto a olhar para seu rosto que continua mais tranquilo do que nunca, ele volta ao seu assento. Pouco sangue escorre, meu estômago parece estar vazio. Me levanto, caminho até o balcão e pego o último pão e entrego.
— Ótimo! — ele finalmente quebra o silêncio, a dor começa. Antes que eu pudesse gritar, ele pede silêncio, parte o pão no meio, mastiga e engole um pedaço enquanto minha mão queima. O sangue começa a escorrer.
— Era bom você tratar isso aí! — Ele diz.
Não consigo responder, mas se eu pudesse, não saberia o que dizer.
— Mounique... Agora você acredita na verdade?
Ele sabe meu nome.
— Existe um Deus… cara?
Ele vem até mim novamente e segura minha mão com força. Ele repete: Você acredita na verdade?
Me irrito, chuto a cadeira de baixo dele, caímos juntos, minha mão está grudada novamente.
— Você acredita na verdade, Mounique?
Eu pela primeira vez em anos, arremesso um soco no rosto de alguém.
/tem mto mais já escrito, se alguém quiser ler o resto, avise!!
Produzir qualquer um produz, esse sentimento é só uma interpretação da situação, como se fosse um "ataque ao ego". Sempre existiu esse sentimento em iniciantes vendo a obra final de um profissional, só que agora ficou muito mais simples já que vimos os modelos nascerem e agora já estão melhores que muita gente, inclusive tem varias midias que ja abordaram o assunto, por exemplo um anime que o protagonista se esforça muito pra ter um poder mas aí passa uma criança do lado usando um 10 vezes mais forte.
Esse sentimento sempre existiu, não é novo.
Não é sobre a capacidade de produzir nem sobre fazer algo significativo, é só o próprio orgulho humano sendo quebrado. Não to muito por dentro da area dev então nao sei dizer exatamente o que seria diferente nesse caso... mas em outros casos de arte, da pra dizer que por enquanto um cerebro humano é milhares de vezes mais criativo que uma ia generativa, nunca vai ser inútil pensar, foi do pensamento nosso que esses bichos começaram a passear pela sala; nossos dados, nossos textos, arquivos, vídeos, tutoriais, tudo virou comida pra eles. O que conta é o ensinamento antigo: sempre vai ter alguem melhor que você em qualquer coisa que tu queira fazer/ja faz, entao nao importa, faz e fodase, quem gostar, gostou.... foi mal pelo textao deu vontade de falar um pouquinho sei nem se fez sentido to cagado de sono