É inaceitável que uma rede social tolere esse tipo de publicação. Isso não é opinião, é discurso de ódio explícito.
Se, em vez de “crentes”, o alvo fossem gays, pessoas trans, mulheres ou adeptos de religiões afro-brasileiras, já haveria comoção pública, pronunciamentos de políticos e ampla mobilização nas redes.
No entanto, quando se trata de evangélicos, há uma permissividade preocupante, não apenas por parte da plataforma, mas também de muitos usuários. É uma contradição evidente: condenam o ódio em alguns contextos, mas o normalizam em outros.
O mais grave é que esse tipo de discurso desumaniza pessoas reais: mães, pais, irmãos, amigos. Trata-se de uma incivilidade destrutiva, típica de quem deseja o mal sem perceber que esse mesmo ambiente de ódio, inevitavelmente, também o atingirá.
Nascer mulher tem muitas implicações. Vulnerabilidades desde o nascimento, um cérebro com funcionamento diferente, adolescência cheia de riscos, imposições culturais desde a infância, alterações hormonais todo mês, etc. Pessoas trans não deveriam representar as mulheres.