A esperança surgiu na infância. Nossa versão infantil jamais envelhece ou desanima. Nunca vai embora de verdade. Ela se infiltra nas músicas que ouvíamos, nos cheiros da comida, nos perfumes que nos emocionam, sem definir de onde. A criança que fomos continua ali, dentro de nós, acreditando que tudo pode melhorar. É a nossa teimosia, a nossa alma embirrada, que nunca se entrega.
Quem não estiver preparado para perder o irrelevante não conquistará o primordial. Para atingir o topo da montanha, é preciso deixar
de se arrastar no solo.