Desconfie de quem se apresenta como bom samaritano. Há quem esconda as próprias ruínas atrás da virtude que ostenta e aponte os defeitos alheios para que ninguém tenha tempo de olhar para os seus. Quase sempre, o esconderijo de quem julga é mais vulnerável do que aquilo condena.
Alguns só percebem que foram manipulados quando a mentira já cumpriu seu propósito: afastá-los de quem nunca lhes fez mal. Depois vêm com arrependimento, explicações e a humildade que deveriam ter tido antes de julgar. É quase patético. Porque quem foi condenado injustamente não
fica esperando a lucidez de ninguém. A decepção chega primeiro, cria raízes e, quando finalmente arrancam a venda dos olhos, descobrem que já não existe ninguém do outro lado esperando por eles.