Como o excepcional livro de Götz Aly (“Hitler’s beneficiaries: plunder, racial war and welfare state”, não traduzido em português) deixou claro, o nazismo foi, desde o início, um grande esquema de roubo. Essa passagem de Overy (“Sangue e ruínas”, pg 858) só ratifica o já sabido.
@amardlamartine Não tive acesso ao livro original, pena. Creio que não foi lançado aqui. Também gostaria muito de lê-lo. A passagem foi reproduzida por Richard Overy em “Sangue e ruínas”, da Companhia das Letras.
Zalman Grinberg, após ter escapado dos horrores do campo de extermínio, previu: “A humanidade não entende o que passamos (…). E parece que não seremos compreendidos também no futuro”. Em “Judeus em liberdade após a WWII”, por Ruth Gay.
Número de soldados executados por deserção na URSS na WWII: 158.000. Na Alemanha: 22.750. Nos EUA: 1. No Reino Unido: zero. Dados trazidos por Richard Overy em “Sangue e ruínas”.
No fim do século XIX, Edmond de Rothschild tinha uma coleção de 600.000 obras de arte. Elas se tornariam a base de um novo museu: o Louvre (apud Herbert Lottman, em “A dinastia Rothschild”, da L&PM).
No golpe de Estado perpetrado por Bonaparte, aprovaram a “Constituição do Ano VIII” da Revolução Francesa. Um dos seus objetivos era proteger a democracia da influência das classes ignorantes. Em “Napoleão, o homem por trás do mito”, por Adam Zamoyski.
Em 1799, Napoleão saiu do Egito, atravessou o deserto (região que 120 anos depois era referida como “Palestina”) e chegou à Síria. O governador muçulmano, Djezzar Pasha, tinha um novo harém, depois de ter afogado todas as suas antigas mulheres. Em “Napoleão”, por Adam Zamoyski
Em 1798, Napoleão invadiu e governou o Egito. O mapa que mostra as cidades e os locais das batalhas é relevante pelo que nós NÃO vemos nele. Afora algumas esparsas cidades costeiras, o espaço entre o Cairo e Jerusalém era ocupado apenas por areia. Em “Napoleão”, por Adam Zamoyski
O governo nazista disseminava entre a população a ideia de que havia um combate mundial entre arianos e judeus, onde os arianos lutavam pela paz e os judeus pelo controle planetário. O exército mais poderoso do mundo contra cidadãos desarmados era um mero detalhe. Em B&R, Overy.
"A guerra do retorno", de Adi Schwartz e Einat Wilf, lançado em 2020, enriquece o entendimento do contencioso entre israelenses e palestinos -e deixa claro q dificilmente o conflito terá solução. Li, só pra discordar, mas... falo do livro no #507 do blog. https://t.co/btYyaQ12wI
Overy detalha a via-crucis dos judeus que tentavam fugir da Alemanha nazista. Nenhum país os aceitava. Os que desembarcaram na Palestina foram caçados pelos ingleses, expulsos e postos em campos de concentração. Relato de 2 páginas em meio às 1.130 páginas de “Sangue e ruínas”.
Joseph Bonaparte (Giuseppe Buonaparte, na certidão), irmão de Napoleão, foi mais um a tentar abrir os olhos do general sobre as constantes traições de Josefina. Napoleão se estressava, Josefina negava e acabavam voltando às boas. Em “Napoleão”, ótima bio por Adam Zamoyski.
Tava curioso pra saber o que Tostão ia escrever sobre o Pelé medroso e frágil retratado na série Brasil 70. Pra mim, de longe, a coisa mais estranha de toda produção.
A esquerda intelectualizada não pode se orgulhar de pioneirismo na perseguição aos judeus. “La France Juive” vendeu 65.000 no ano de publicação, no longínquo 1889. Xingar judeu sempre deu mídia. É atávico. Apud Herbert Lottman, em “A dinastia Rothschild”.
Chega a ser hilária a pecha atribuída aos judeus de “bicho-papão” do planeta. Pelo menos, esse era o argumento de Hitler para tudo que fez. Essa nem Freud (que era judeu, a propósito) explica. Em “Sangue e ruínas”, por Richard Overy.
Abordagem interessante e provocativa de Léon Poliakov: “O antissemitismo moderno é uma teoria da conspiração que considera as tramóias dos judeus como a chave da história universal”. Apud Herbert Lottman, em “A dinastia Rothschild”.
Paradoxal como, numa sociedade que cada vez lê menos, os livros sejam cada vez mais desejados como elementos de estética, status e prestígio. O Casacor/SP traz uma enorme biblioteca como destaque - onde todos os livros são iguais, divididos em nichos iguais. Em “O Globo” de 29/5.
Um autor, três tradutores e três revisores não impediram que as cidades alemãs chegassem a “um mínimo de 100% em 6 meses”. Vivendo e aprendendo. Em “Sangue e ruínas”, por Richard Overy, publicado pela @cia_letras