E eu no permanente movimento de repor essa água que molha a estante e me demanda tanto. É cíclico, as vezes jorra mais, as vezes menos, mas é constante, até eu conseguir retirá-la dali.
Como se tivesse diante de uma estante: algumas prateleiras são preenchidas com garrafas que representam a família, outra amigos, outra trabalho... podendo reorganizar essas garrafas sempre que necessário. Mas por algum motivo, a garrafa do afeto romântico está lá, furada +
A parte "ruim" do autoconhecimento é perceber que nem sempre somos vítima, e sim, autor praticante. Ou como diz Saramago "nem vítima nem autor, expectador".