Kafka na adolescência produziu resultados consistentes, uma visão excessivamente lúcida da existência e a necessidade de desempenhar, em relação a mim mesma, funções que idealmente deveriam ter sido delegadas a um adulto.
Minha cozinha está parecendo uma zona de guerra. Esse ano, decidi que iria decorar abóboras para colocar na porta do meu apartamento, mesmo não tendo domínio nenhum sobre isso. Descobri que 'vou fazer umas abóborinhas bonitinhas' é uma frase que antecede um desastre.
Tenho amado escrever meu primeiro livro. Ele ainda está em estado embrionário, mas já carrega muito de mim. Talvez essa seja a parte mais bonita: criar algo que, de alguma forma, também me revela.
Hoje estou num estado de incomunicabilidade quase filosófico: não quero falar, ouvir, responder ou estabelecer qualquer vínculo com a espécie humana. Talvez o silêncio seja a única forma honesta de existir nessa quinta-feira.
Hoje fui pedir donuts e eles simplesmente tinham acabado. Sem aviso, sem consideração, sem um pingo de piedade. A vida realmente não se cansa de me decepcionar, estou desolada e questionando seriamente todas as minhas escolhas.
Aos interessados e aos que não se interessaram também.. comecei a reler Hamlet. Já faz bastante tempo desde a primeira vez, então resolvi voltar à velha questão: "ser ou não ser?" Por enquanto, estou sendo.
Talvez eu comece um livro novo neste final de semana. Ainda não tenho um título em mente, mas a ideia já encontrou um pequeno espaço na minha lista de coisas para fazer no sábado.
Minha semana já começou impacienciosa, aparentemente empenhada em me provar que é segunda-feira, embora eu tenha um calendário perfeitamente funcional. Jesus! Qual é a dificuldade das pessoas em entender que eu sou colunista da Modern Love e não preciso, nem devo