Pare de seguir influencer de Figma. Comece a seguir estúdios.
Olhe a sua dieta de referência com honestidade. Se ela é feita de atalho novo, plugin da semana e "5 dicas de auto layout", você está treinando para ser operador de ferramenta, não para ser designer. Dica de Figma tem seu lugar, mas a ferramenta é o mínimo da profissão. Consumir só isso te deixa mais rápido... fazendo o mesmo que todo mundo.
Um estúdio de alto nível ensina outra coisa. Quando um estúdio publica um case, você não vê um atalho: vê o pensamento inteiro. O contexto do cliente, o problema, a direção escolhida, o sistema que sustenta a execução, e o que ficou de fora. É aula de decisão, de posicionamento e de craft, de graça, vinda de quem o mercado mais sofisticado do mundo contrata.
Por onde começar, e o que aprender com cada um:
→ Koto. Como uma identidade de marca se estende ao produto digital sem se quebrar. Sistemas com personalidade que sobrevivem do logo ao botão.
→ Collins. Storytelling e transformação: como vender uma visão de marca a uma mesa de executivos. Leia os cases pelo argumento, não só pelo visual.
→ Work & Co e Instrument. Produto digital em escala real: apps e plataformas usados por milhões de pessoas. Craft de interação com restrição de verdade, não de conceito de portfólio.
→ Metalab. Software puro. Interfaces que parecem inevitáveis de tão resolvidas (o Slack dos primeiros anos saiu daqui).
→ ustwo. Experiência e emoção em produto, do app ao Monument Valley. Prova de que usabilidade e encanto não competem.
→ DixonBaxi e Studio Dumbar. Motion como identidade: ritmo, tipografia em movimento, marca viva. O que a interface vai roubar do broadcast nos próximos anos.
→ Porto Rocha. O estúdio de dois brasileiros em Nova York assina trabalhos para a Nike e o Spotify. Referência global com sotaque brasileiro.
Agora, a parte que separa seguir de evoluir: não siga para admirar, siga para desmontar. Quando sair um case novo, três perguntas: por que essa direção e não outra? Como o sistema se estende aos pontos de contato difíceis? O que eles decidiram NÃO fazer? Salve um case por semana e desconstrua com calma. É o mesmo hábito dos 15 minutos que a gente já recomendou aqui, voltado para o topo do mercado.
A proporção final que a gente sugere: para cada dica de ferramenta que você consome, um case de estúdio desmontado. A dica te ajuda a operar mais rápido. O case te ensina a pensar melhor. E pensar melhor é o que o mercado paga.
O repertório se constrói com curadoria e desconstrução. No Craft do AJ, gratuito no site da DC, tem centenas de referências curadas para começar, e no curso de Craft a gente transforma esse hábito em método.
Today I made 10 posters based on the word "run", as part of a challenge on IG.
Picking a random word and just messing around with it for a few hours is a great creativity exercise.
eu me tornei uma pessoa mais feliz quando passei enxergar gráficos antigos como estética e nao tecnologia ultrapassada
já faz uns anos, mas foi a melhor coisa que fiz