Você pode achar estranho meu caminhar com o olhar para baixo, mas um mortal como eu que ousou olhar para as estrelas e foi castigado com a realidade de nunca alcançá-las, jamais cometeria esse erro de novo. Olhar pra você seria cometer o mesmo sacrilégio; seria o homem comum desejando a deusa, beirando o impossível. Levantarei meus olhos à ti apenas quando a ordem for dada, e então você poderá ver meus olhos que imploram, a minha fome insaciável do infinito, a minha sede pelo néctar dos céus. Olho para as trevas para lembrar de meu lugar de pertencimento, se a tua compaixão cruzar meu caminho e eu me tornar digno da tua presença posso então me redimir dos meus pecados do desejo e finalmente descansar.