Portugal tem um problema grave de racismo e xenofobia e nao adianta negar. Talvez seja a altura de o aceitar e discutir porque so assumindo o problema é q poderemos educar as novas gerações transmitindo valores q nao nos envergonhem. #racismo#xenofobia
Com Ronaldo jogamos com 9. E a jogarmos da forma que jogamos não vamos longe. É já nem falo da táctica ou da falta dela, e das pérolas que temos no banco. Conclus��o: Isto é uma palhaçada autêntica
Ainda a esquerda e as eleições na Hungria
Tenho lido alguns comentários jocosos dirigidos aos que, à esquerda, celebram a queda de Viktor Orbán num momento em que o Parlamento da Hungria fica apenas representado por forças à direita.
É curioso que não percebam que estão, na verdade, a fazer um grande elogio aos que se revêem nas esquerdas que, para contribuírem para a queda do regime do “Estado máfia” de Orbán, tiveram a lucidez de abdicar de protagonismos e de congregar apoios e votos no único candidato capaz de o derrotar.
A disputa não foi entre esquerda e direita. Foi entre democracia e autocracia. A esquerda húngara soube reconhecer essa linha essencial, colocando o interesse democrático acima do interesse partidário.
Fê-lo com custos políticos, ao contrário de outros que, em momentos em que seria tão simples, não souberam ou não quiseram escolher. Entre António José Seguro e André Ventura, houve quem hesitasse, como João Cotrim de Figueiredo e a IL. Entre Donald Trump e Kamala Harris, houve indecisões que ficaram registadas, como a de Hugo Soares. Entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, houve quem dissesse que “não votaria em nenhum”, como fez Assunção Cristas. Que lições têm eles e os seus apoiantes a dar aos outros?
O PS húngaro e outros sectores da esquerda do país não apresentaram listas próprias, de modo a concentrar o voto em Péter Magyar, uma personalidade de direita (e originária do campo orbanista), contrariando um sistema eleitoral desenhado para favorecer Orbán. Para um partido com tradição de governo, foi uma decisão certamente dolorosa. E é precisamente por isso que deve ser valorizada. Porque primeiro foi preciso derrotar um regime para depois tentar reconstruir uma democracia.
A esquerda húngara combateu o orbanismo quando ainda havia quem o relativizasse ou até elogiasse nos corredores do PPE, família política do PSD e do CDS, onde Orbán se moveu durante anos. Combateu-o sempre. E agora somou forças e votos para o seu epílogo.
Por isso, sim, tem direito a festejar. E muitos, em todo o mundo, têm uma justa sensação de alívio e alegria quando, numa única eleição, se derrota Orbán, Trump, Putin, Netanyahu e o pior do extremismo de direita na Europa.
É também isto que distingue quem escolhe a democracia sem hesitações e quem prefere a ambiguidade quando ela mais conta para o futuro de uma sociedade.
11 DE MARÇO DE 1975, a data danada que a Direita e a Extrema Direita porfiam em erradicar da História de Portugal.
A 11 de Março de 1975, um grupo de militares de extrema direita capitaneados pelo general Spínola, um cabo de guerra que tinha tentado subverter o programa politico do Movimento das Forças Armadas e subtrair o direito do Povo Português a eleger a sua Assembleia Constituinte, juntamente com a fina flor das famílias que tinham sido afastadas da esfera do Poder pela Revolução de 25 de Abril de 1974, coadjuvados por políticos oportunistas, iniciaram um golpe militar a partir da base aérea e do quartel das tropas paraquedistas de Tancos, que redundou num fiasco e terminou com a fuga do general golpista num helicóptero da Força Aérea, para a base espanhola de Talavera La Real em Espanha. As consequências do fracasso deste golpe foram enormes.
Ele foi feito quando já estavam marcadas as eleições para a Constituinte e quando o III governo provisório se preparava para colocar em marcha o plano económico social chamado de plano Melo Antunes, um plano de reformas sociais democratas que poderiam possibilitar uma transição pacifica e ordenada para a Democracia. Nomes como Rui Vilar, Silva Lopes, Vitor Constâncio caucionavam o plano entretanto apoiado pelo Movimento das Forças Armadas.
Em resultado as força mais radicais à esquerda pretenderam aproveitar este tremendo erro da direita e extrema direita e segue-se um período de agitação politica e social que passou a ser conhecido por PREC, e ao qual, mais tarde, o Movimento das Forças Armadas, através do seu Conselho da Revolução criado justamente após o golpe direitista, pôs termo.
Por muito que hoje a Direita e a Extrema Direita esbraceje, foram elas as forças responsáveis pelo PREC, do qual pretendem hoje retirar dividendos políticos.
Mas História restará como o farol para que os portugueses não neguem nem deturpem o seu passado, e muito menos desconheçam os protagonistas responsáveis pelos bons e pelos maus momentos da Pátria.
Aqui há dias, quem não achava esta guerra da dupla Trump-Netanyahu boa ideia era classificado de amigo dos Ayatollahs e da tirania do Irão. Com a crise energética em curso, e com a crise das cadeias de abastecimento e inflação que aí vem, gostava de saber se mantêm a sua posição
Quando um atleta consegue uma vitória épica, que mereceu elogios no mundo inteiro e a mãe tem que vir à televisão defender o filho das mensagens de ódio racial... Sabemos que vivemos num país de analfabetos e labregos. A extrema direita é um cancro que é preciso exterminar.