Além disso, o atual campeão da Champions League e da Europa League também são espanhóis: Luis Enrique e Unai Emery.
Doa a quem doer, a Espanha é o país mais influente do futebol no século XXI.
Sei que a Cazé TV foi o maior case de sucesso nesta Copa do Mundo.
Mas é preciso lembrar que o “Falha de Cobertura” fez um trabalho semelhante durante esse Mundial.
Craque Daniel e Professor Cerginho entregaram episódios ARREBATADORES.
Foi a Copa mais constrangedoras da torcida brasileira em toda a história. Combina com a decadência da seleção. Textão banalizando pauta séria, xenofobia com japoneses e argentinos, teorias da conspiração, Movimento Verde e Amarelo, defesa cega a um craque decadente que é o Neymar
pouca gente sabe, mas essa partida é o recorde de público no mundo, mais de 1 milhão de pessoas estavam no estádio da rua javari - afinal, todo idoso paulistano afirma que viu esse gol in loco
Imagina se o brasileiro odiaria a Argentina.
Liga a TV, e o jornal narra a noite de sonho do rei Charles, da Inglaterra.
Muda de canal e vê a reportagem sobre a neve num beco dos EUA.
A eleição nos países vizinhos, a mídia aciona o correspondente em Nova York pra contar.
O irmão latino-americano é um estranho - não vê, não conhece, é notícia só na crise.
Próximo mesmo, diz a TV, é o israelense, o francês, o estadunidense sempre na tela.
Violência dos EUA contra o outro lado da fronteira brasileira é merecida, claro.
Solidariedade só se tem com conhecido.
Música na mídia brasileira? Inglês.
Celebridade na mídia? Estadunidense.
Campeonato de futebol? Europeu.
Filme? De Hollywood.
Parâmetros sociais? Norte Global sempre.
A essência indígena, os costumes, a arte, a constituição nacional, os ídolos, o dia a dia, os laços com a América Latina?
Não passa na TV, não surge no jornal, a internet ignora.
A resistência, a vitalidade, a mestiçagem, a garra e todo o tempero da latinidade lá e cá, imagina, somem no estigma.
Padrão é a democracia branca, capitalista e colonial, do trópico pra cima.
Essas gentes do lado, desconhecida, vilanizada, assustadora e selvagem só podiam mesmo é ser rechaçada.
Imagina se o brasileiro odiaria a Argentina - e o continente inteiro.
Você dificilmente vai saber da luta dos povos originários argentinos a través da esquerda influencer brasilera. Porque não tem engajamento. Porque desarticula a narrativa da Argentina branca. Porque o ódio vende mais do que a pluralidade das vozes.