O Allan foi perfeito aqui.
O Mbappe nunca entregaria a bola pra qualquer jogador da seleção francesa, ele tem uma ganância por momentos como esse, e isso não é culpa só do Vini, o principal culpado é o verme do Ancelotti de colocar um cara que bateu 3 pênaltis na vida por estatísticas.
Vini Jr tinha que ter pegado a bola, e independente se tivesse feito ou não, ele é a porra do protagonista, tem que bater um pênalti decisivo de Copa.
“Hoy enfrentamos jugadores que pelean por el Balón de Oro, por el goleador histórico de los mundiales, NOSOTROS TENEMOS CHICOS QUE NO CONOCIERON A SUS PADRES.
YO QUERÍA INTENTAR UNA REVOLUCIÓN”.
Gustavo Alfaro, post derrota vs Francia. 🗣️🇵🇾
Sabe uma parada que a CazeTV tá acertando muito e que é uma das coisas que gera a conexão entre eles e o público?
Quase todas as pessoas que estão fazendo a cobertura da Copa pela CazéTV estão fazendo isso pela primeira vez e elas não estão escondendo a emoção, o orgulho e principalmente o nervosismo de fazer algo que requer uma responsabilidade tão grande.
O público se conecta muito fácil com isso. Todo mundo gosta de ver a molecada emocionada por estar cobrindo uma copa do mundo. Durante 50 anos o padrão era a postura blasé. Por mais que o jornalista estivesse nervoso, ele tinha que suprimir todos esses sentimentos e fingir como se estivesse acostumado a fazer aquilo todos os dias.
Na cobertura da CazeTV, não. Da mesma forma que a Copa é o ápice esportivo para os atletas que disputam em campo, ela é também um dos ápices profissionais para as pessoas envolvidas na cobertura. E as pessoas estão deixando essa emoção aparecer na tela e o resultado é uma cobertura muito maneira de se ver.
🇨🇮✍️ A emocionante carta aberta de Yan Diomande à sua irmãzinha, publicada pel The Players’ Tribune:
Querida Roxane,
Lembra quando alguém comprou uma camisa falsa do United para mim, e eu escrevi “Ronaldo 7” nas costas com um canetão preto? A gente não sabia o que era rico ou pobre. A gente só conhecia a felicidade.
Lembra das 25 pessoas dormindo em uma casa só lá em Abidjan? A mãe queria assistir às novelas dela. Todo mundo queria assistir filmes. Lembra como eu sempre fingia que estava dormindo e depois ia para a sala da TV depois da meia-noite? Eu colocava a TV bem baixinha. Tipo, só duas barrinhas de volume. Eu assistia futebol no escuro e sonhava.
Lembra quando os adultos me viram jogando futebol na terra e me deram o apelido de “Roberto Carlos” por causa da força com que eu chutava? E lembra como eu ficava secretamente com tanta raiva disso, porque o CR7 era o meu ídolo?
Lembra quando eu fui jogar tão longe de casa? Eu tinha 9 anos. Inter Foot Sud Comoé, lá perto da fronteira com Gana. Só um garotinho sozinho. Não sei se algum dia te contei essa história, mas eu e as outras crianças costumávamos ir até a vila e roubar batatas porque estávamos com muita fome. A gente fazia um “assalto a banco”. Duas crianças distraíam o dono da loja, e outras 18 saíam correndo com duas batatas. Elas nem eram boas. Mas tinham um gosto incrível. Hahahah. Até hoje é minha coisa favorita para comer. Batatas cozidas com um pouco de óleo. Isso me lembra daqueles tempos.
Lembra quando ganhei minhas primeiras chuteiras de verdade, e eu dormia com elas? Crescendo, eu sempre jogava com aquelas sandálias brancas de plástico. Mesmo quando volto para casa agora, ainda jogo com elas. É a nossa tradição.
Lembra quando eu voltava para casa, e você dizia aos meus amigos do bairro: “Por que vocês pararam de treinar? Yan não vai comprar carros para vocês. Vocês precisam continuar trabalhando.” Você tinha 10 anos, e já era minha agente.
Lembra como a gente sentava e sonhava em se mudar para a França? Como a gente iria fazer compras, ter nosso próprio apartamento, e eu seria um jogador rico, com carros e uma casa grande, e você não precisaria se preocupar com nada. Você era a pessoa que sempre acreditou que eu poderia ser o próximo Cristiano, quando todos os outros riam.
Lembra quando eu me mudei para os Estados Unidos para fazer o ensino médio, aos 15 anos, e senti tanta saudade de casa? Durante meses eu não entendia o que ninguém dizia. Me colocaram sentado ao lado de um garoto francês, e ele tentava traduzir tudo o que a professora falava. Lembra quando eu te liguei dizendo: “Você não vai acreditar, as crianças aqui discutem com os professores.” Lá em casa, você sabe, a gente nem ousaria piscar para os mais velhos.
Lembra quando eu não conseguia acreditar que os meninos fumavam depois da escola? Você costumava dizer que parecia que eu estava em uma série de TV americana.
Lembra quando me levaram para fazer testes no Bournemouth? No Chelsea, Rangers, Olympiacos, Crystal Palace? Eze e Olise chegaram até mim depois de um treino e disseram: “Ei, garoto, você é muito bom.”… mas, mesmo assim, não me contrataram.
Até os times B da MLS não me quiseram. Eu nem sabia o motivo. Eles nunca me deram uma razão. Os adultos cuidavam de tudo. Eles só continuavam me levando pela Europa inteira, e todo mundo continuava dizendo não.
Meu visto acabou. Meu sonho acabou. Eles me mandaram de volta para a África, e nós choramos juntos. Você foi a única que nunca deixou de acreditar. Algumas semanas depois, assinei com o Leganés, e choramos lágrimas diferentes.
Isso foi na época em que eu ainda tinha emoções. Agora, eu não sinto nada. É como se eu nem fosse humano. Desde que você morreu, eu sou só um vazio.
Assistindo o episódio de João Saldanha no Roda Viva em 1987, é inevitável perceber que algumas questões sobre o futebol brasileiro são imutáveis
Uma delas é a presença de um estrangeiro no comando da seleção para "revolucionar" o nosso futebol. É realmente um assunto hereditário
Lionel Andrés Messi Cuccittini, gesto gigante de um grande jogador.
Após a partida contra a Islândia, na noite de ontem (09), o craque argentino estava dando autógrafos na saída do estádio, quando notou a presença de Manu Gutiérrez, jornalista venezuelano com paralisia cerebral que usa cadeira de rodas.
Enquanto autografava algumas camisas, Messi ouviu Gutiérrez, apertou sua mão, afastou os torcedores que o empurravam e concordou em responder a duas perguntas.
Em meio à multidão, o jornalista perguntou a ele o quão perto ele estava (apenas quatro gols) de se tornar o maior artilheiro da história das Copas do Mundo.
Messi: “A verdade é que nunca me concentrei em recordes individuais. Tento alcançar os objetivos da equipe, o que for melhor para o time, para o grupo, e vamos encarar um jogo de cada vez, dar o nosso melhor e competir como temos feito”
Por fim, Gutiérrez perguntou quando ele se sentiu pronto para jogar outra Copa do Mundo.
Messi: “Aconteceu naturalmente. A última vez que disse isso foi na última Copa do Mundo; senti que ainda havia um longo caminho a percorrer, que esperar quatro anos tornou difícil para mim estar lá. Mas nunca parei de competir, mesmo tendo ido para o Inter Miami, onde estou há algum tempo, sempre tentei dar o meu melhor. Aconteceu naturalmente, comecei a me sentir bem e é uma alegria estar aqui”
📽️@ManuSportsVE
Ninguém me perguntou, mas eu faria a convocação nos seguintes termos:
Goleiros: Alisson, Ederson e Hugo Souza.
Laterais: Wesley, Juba e Carlos Augusto.
Zagueiros: Marquinhos, Gabriel Magalhães, Ibañez, Bremer e Thiago Silva.
Meio-campistas: Casemiro, Bruno Guimarães, Danilo, Gabriel Sara, Andrey Santos e Paquetá.
Atacantes: Luiz Henrique, Raphinha, Rayan, Endrick, Matheus Cunha, Martinelli, Vinícius Júnior, Pedro e Neymar.