A Esquerda portuguesa anda ressabiada de tal forma que até precisam de inventar escândalos. Fazem as pessoas de parvas.
Hoje foi o “a Direita quer acabar com o direito de uma grávida, que perdeu o filho, a faltar ao trabalho para fazer o luto”.
Quando aquilo que o governo fez foi revogar o mecanismo e acumular essa responsabilidade a outro já existente: a licença por interrupção da gravidez.
O Direito continua protegido. A diferença é que agora é menos uma teia burocrática.
Para além disso, a trabalhadora passa a ter o direito a uma licença de 14 a 30 dias, ao invés dos atuais 3 dias. O outro progenitor passa a poder gozar de 15 dias, ao invés dos atuais 3.
Há críticas legitimas a este governo, mas deixem de fazer as pessoas de parvas.
Ah, a beleza do "co-living"! Uma virtude oferecida pelos "low wages", pelos "non paid internships" ou "green receipts" em regime de "outsourcing". Uma "way of living" muito "trendy" entre os "millennials", dizem as "news" do "lifestyle".
Tomada de posse de um novo governo, eleito democraticamente. Partidos com assento parlamentar não se apresentam ao momento institucional. 50 anos de Abril. Só quando gostamos dos resultados?
Serviço Militar obrigatório é um absurdo
A partir do momento que algo é obrigatório, perdes o livre arbítrio, a tua vontade. Se o governo te quiser mandar cavar a tua própria sepultura pra Ucrânia, tens de ir.
A partir do momento que algo é obrigatório, a tua opinião vale zero, és literalmente carne pra canhão das elites.
Nem vou entrar pela parte da coerção, porque acho que é óbvio pra todos que tudo que é obrigatório, não é moral, porque te rouba a tua vontade.
Se achas que vacinas covid obrigatórias não são legítimas mas que serviço militar obrigatório é, tens um parafuso a menos.
Quem quer serviço militar obrigatório, que se aliste de livre vontade, não percebo a necessidade de querer obrigar os outros a isso.
Eu não tou interessado obrigado
“Pode explicar à Mariana Leitão”
“Tem que ouvir bem”
“Está pouco habituada ao debate político”
“Tem que ir olhar para o histórico de intervenções políticas para saber defender bem o seu partido”
Machismo, paternalismo e misoginia do bem da esquerda.
Fico enojada com esta gente.
É completamente falso que Ana Paula Martins tenha sido diretora do HSM durante o caso das gémeas.
O caso ocorreu 3 anos antes e foi, sim, denunciado durante a sua direção.
Isto é populismo ao nível do CH. Ganhem vergonha @JSPortugal
Ventura faz birra e chumba a proposta do PSD. Sem alternativa, PSD e PS chegam a acordo, para não se perder mais tempo nesta garotice. Ventura faz birra outra vez.
Votaram numa criança birrenta. Agora vamos ter choradeira todos os dias. Parabéns.
🎪 O partido Chega conseguiu meter um socialista, apoiante de Pedro Nuno Santos, na presidência da AR, quando nada o obrigaria ou faria prever.
Os deputados do Chega eleitos pelo voto dos portugueses não conseguiram escolher entre um socialista e um candidato do espaço não socialista.
Parabéns ao partido Chega pelo memorável feito e pela clareza da conclusão apresentada aos portugueses:
🗳️ VOTAR CHEGA É VOTAR PS
Joana Mortágua, de 37 anos, é uma estudante com bolsa financiada pelos contribuintes e deputada na AR pelo partido que sua irmã preside (BE). Joana utilizou ajustes diretos, para "apoio" ao seu mandato como vereadora, sem pelouro, para transferir dinheiro dos contribuintes para o seu amigo íntimo e também militante do Bloco de Esquerda, João Carvalho.
João Carvalho, que sua página do Linkedin define-se como "Não-binárie" e "artista performativo", recebe 2500 euros mensais, não tem experiência profissional e a sua formação é em dança, sendo que, "desenpanha" funções de assessoria para uma vereadora.
Em sua defesa, Joana Mortágua e o Bloco de Esquerda argumentaram que tinham o direito de contratar quem quisessem e que, João Carvalho apenas auferiu 52.500 euros e não 263.750 euros.
Bom dia ?
Estas eleições parecem ter sido escritas por um demiurgo louco.
Delas saiu um país partido, polarizado que atira culpas ao outro lado.
Comecemos pelo elefante na sala. Um milhão e cem mil portugueses não podem ser ignorados, nem insultados. Podemos não gostar de como votaram, mas fizeram-no em democracia e fizeram-no porque o Portugal fora de Lisboa e do Porto e da bolha do X está insatisfeito. E as razões para essa insatisfação são reais. Olhe-se para o Algarve: demasiado caro para os algarvios, demasiado emprego sazonal, com questões de imigração que precisavam de ser debatidas com seriedade. São os algarvios todos “fascistas”? Ninguém acredita nisso.
Vamos assistir a um passa culpas entre a esquerda e a direita por causa do Chega e ambas são culpadas. Ambas.
A estratégia da esquerda, o medo, falhou clamorosamente. A tentativa de infantilizar o eleitorado idem. BE e PCP foram reduzidos a partidos Uber. O PCP penalizado pela forma como reagiu à guerra da Ucrânia, pelo anti-semitismo, e ao não ter lido que o mundo mudou e ameaça não é a NATO mas Moscovo.
O BE tornou-se num partido arrogante, com uma insuportável auto-proclamada superioridade moral: a gota de água foi “vota como uma mulher” (uma mulher no CES?Uma mulher judia e israelita ? ).
Menos ferocidade nas redes sociais, menos ofensa a quem pensa diferente e mais diálogo seria um conselho que lhes deixaria.
Nas esquerdas pequeninas salva-se o Livre. Rui Tavares mostrou a importância de dialogar, de saber articular para lá de chavões, de conhecer a história.
A IL pode, se deixar alguns tiques e olhar para partidos liberais lá fora (como o alemão por exemplo onde os direitos das mulheres são figura de proa) vir a ser uma alternativa à direita.
O PS caiu refém de si próprio. Muitas culpas podem ser assacadas a Belém outras ainda a Lucilia Gago, todavia se não houvesse um desgaste de governação por casos e casinhos, uma máquina autofágica numa cápsula ignorando o que a rodeia, o resultado não teria sido este. E também se não houvesse notas escondidas em São Bento por um amigo. Os portugueses estão cansados de impunidade.
PNS perdeu (a campanha foi muito má) mas ganhou. Ser o maior partido da oposição à direita é o mais confortável dos lugares.
Por fim a AD:
- porquê esta aliança? Aliança que prejudicou o PSD e não apenas pela surreal confusão com o ADN (o país tem problemas de literacia, fora da bolha toda a gente sabe isso);
- a campanha foi péssima e levantou desconfianças relativas a direitos inalienáveis das mulheres como o aborto.
LM venceu, mas está numa posição muito complexa. Mantém o “não é não”? Quebra a palavra e faz um pacto de Fausto ?
Teremos novas eleições quando?
Onde está um partido ambientalista, economicamente liberal, moderno, pro-direitos das mulheres, que saiba ler a geopolítica ? Se eu pudesse tinha votado nos Verdes alemães …
Parafraseando um poema: Portugal quando olho para ti apetece-me chorar.
(a vantagem de ser independente e ter vivido metade da vida fora do país é o desapego com que se olha para os partidos mas também a perplexidade: como é que eles, todos, não viram o óbvio)