Um dos princípios básicos do trabalho de uma psicóloga é conseguir ouvir e acolher aquilo que é importante para o paciente.
Não importa qual seja o assunto. Não importa se, pessoalmente, aquele tema parece irrelevante para você.
Se aquilo foi importante o suficiente para a pessoa levar para a terapia, deveria ser importante o suficiente para ser escutado e acolhido por nós.
O paciente não precisa trazer apenas aquilo que consideramos digno de atenção. Parte do nosso trabalho é justamente conseguir compreender o significado que determinada experiência tem para aquela pessoa.
(E sim, eu me baseei em um relato sobre profissionais antiéticos que vi aqui no Twitter para fazer esse comentário)
Nossa, acabei de ler que um dos sintomas de TDAH é a caligrafia mudar de acordo com a caneta que você usa.
E isso só me fez pensar em como os diagnósticos acabam sendo banalizados por essa invenção infinita de supostos “sintomas”, quando, no fundo, certas coisas simplesmente fazem parte da experiência humana e não são específicas de um transtorno.
Isso é completamente absurdo!!!
Já ouvi de um professor, na época da graduação, que eu tinha TDAH porque estava digitando enquanto ele falava. Eu estava fazendo isso para ganhar tempo, já que a aula terminaria em 2 minutos e eu precisava ir embora.
Olhei para ele e falei: “Não, eu não tenho TDAH, e isso aqui não é justificativa para dizer isso. Eu ouvi tudo o que você disse.” E então repeti cada palavra que ele achou que eu não tinha prestado atenção.
@milkchocomenta Exatamente… esse aí em específico apareceu no perfil de um psiquiatra.
Muitas pessoas vão achar que é real pelo simples fato de ser um psiquiatra falando sem nem questionar a veracidade 😕