não sei como algumas pessoas entram na faculdade de medicina e ficam mais metidas. desde que eu entrei na medicina só consegui ficar mais humilde a cada dia porque é tanta humilhação que você é diariamente confrontado com o tamanho da sua insignificância
se vc eh baiano e nunca ouviu sua mãe / vó contando que ficou sabendo que tiveram que fechar um andar do hospital aliança pq a ivete tava internada lá travada de tanto pó vc ta sendo baiano errado
"tenho duas filhas em casa. quero vê-las se formarem na faculdade, se casarem, talvez terem netos. quero estar presente em tudo isso. então, vou lutar até o fim, até meu último suspiro"
o eric dane em uma de suas últimas entrevistas… as meninas ainda são menores de idade 🥺
Oi gente, tô divulgando o trabalho do meu amigo que passou em med pelo ProUni e agora ajuda vocês em toda a parte burocrática para que vocês consigam a vaga de vocês também :)
A fraude no ENEM que veio à tona nos últimos dias não é apenas um episódio isolado de irresponsabilidade: é o retrato cru de um sistema que há anos escancara desigualdades, manipulações e silêncios convenientes. E, para entender a gravidade disso, basta olhar para a narrativa que se desenha, uma narrativa que, em muitos aspectos, lembra Round 6.
Assim como na série, onde jogadores são colocados para competir em condições injustas enquanto aqueles com poder controlam tudo dos bastidores, aqui também existe uma engrenagem subterrânea que decide quem tem vantagem, quem tem acesso e quem será deixado para trás. A diferença é que, no nosso caso, não é ficção: são vidas reais, sonhos reais, estudantes reais sendo sacrificados em nome de lucro, status e poder. O mentor que supostamente acessa questões vindas do próprio CAPES e utiliza esse material em suas mentorias não é apenas um “professor esperto”: ele é a ponta visível de uma estrutura muito mais profunda. Uma estrutura que opera, silenciosamente, ligada a privilégios, contatos internos e, possivelmente, funcionários do próprio INEP. E o mais estarrecedor não é apenas o vazamento, é a forma como ele é distribuído.
Esse homem mantém dois mundos separados:
o grupo “comum”, com alunos que pagam entre R$1000 e R$3000 e recebem apenas materiais previamente preparados;
e o grupo VIP, formado por pessoas com poder aquisitivo extremamente alto, que pagam valores além do absurdo, recebendo supostamente a prova completa, com prints e questões idênticas às aplicadas no ENEM.
Isso é mais perverso do que parece. Não se trata apenas de corrupção. É a institucionalização de um abismo social. Porque enquanto milhares de estudantes brasileiros viram noites estudando, choram de ansiedade, fazem revisões com o pouco que têm e acreditam na promessa de um exame democrático, outros compram atalhos. Atalhos caros. Atalhos que custam o futuro de quem não pode pagar. E não deveria pagar, pois é CRIME! Quando esse mentor agradece publicamente pessoas do INEP, e se seguem nas redes sociais a pergunta que ecoa é inevitável:
será que os filhos desses servidores não estariam justamente entre os tais “VIPs”?
Se isso se confirmar, não estamos diante apenas de uma fraude, estamos diante de uma corrupção estrutural, onde quem deveria garantir integridade se torna cúmplice do colapso. E é aqui que entra a desigualdade de forma mais brutal. Porque esses alunos VIP não estão competindo com os outros candidatos. Eles estão competindo com um gabarito. Eles não estão correndo a mesma corrida. Eles começam quilômetros à frente.
E ainda têm coragem de chamar os alunos que pagam “só” três mil reais de pobres. Imagine, então, a realidade de quem não pode pagar nada. E não deveria pagar, pois é CRIME. Como exigir igualdade de oportunidades quando nem mesmo o ponto de partida existe para todos?
O ENEM foi criado para ser um instrumento democrático de acesso ao ensino superior, mas, ano após ano, se transforma em um campo de batalha desigual, onde quem tem poder compra vantagem e quem não tem reza por justiça. E o silêncio dos órgãos responsáveis não é apenas omissão: é cumplicidade.
O INEP precisa se posicionar.
O Ministério da Educação precisa se posicionar.
O Ministério da Justiça precisa investigar.
Porque isso não é um caso isolado, não é uma coincidência, não é um deslize técnico: isso acontece desde 2023. E continuará acontecendo enquanto fingirmos que não vemos.
E quando a fraude se junta com a desigualdade, o resultado é devastador.
É uma prova que não é igualitária.
É um processo seletivo que não tem equidade.
É um país que continua colocando seus jovens em arenas injustas e chamando isso de “mérito”. Não existe mérito onde não existe igualdade de condições.
Nós, estudantes, estamos lutando por uma prova justa, igualitária, íntegra. Estamos pedindo o mínimo +
Que irresponsabilidade é essa agora? Como o ENEM pode se dizer um exame democrático, justo e igualitário se um professor que participou da prova do CAPES, prova que contém possíveis questões que podem ser aproveitadas no ENEM, simplesmente antecipou esse conteúdo para os próprios alunos? Isso é gravíssimo e compromete completamente a credibilidade do exame.
Afinal, quem tem acesso ao CAPES tem acesso a material sigiloso, justamente porque ali podem estar questões que virão a compor o ENEM. Esse acesso não é comum, não é aberto ao público e exige confiança máxima na ética de quem participa desse processo. Quando alguém quebra esse sigilo, estamos diante de uma violação direta do princípio de isonomia, favorecendo um grupo específico em detrimento de milhões de estudantes que confiaram na lisura da prova.
O mínimo que se espera do INEP é controle rigoroso, segurança absoluta e responsabilidade institucional. Mas essa situação revela falhas sérias no sistema de sigilo, no monitoramento e na seleção de profissionais com acesso às questões. Não é apenas uma falha técnica: é uma falha ética e estrutural.
O ENEM define o futuro acadêmico e profissional de milhões de jovens. Qualquer vazamento,ainda mais vindo de alguém com acesso privilegiado ao CAPES,destrói a confiança na prova e no próprio sistema de avaliação pública do país. Isso não pode ser tratado como um erro pontual, porque esse tipo de favorecimento distorce completamente a concorrência, penaliza quem estudou honestamente e coloca em risco a integridade de todo o processo seletivo.
INEP, a sociedade exige posicionamento.
Isso é, sim, caso para abertura imediata de investigação, auditoria interna, medidas de responsabilização e revisão dos protocolos de segurança. Não é possível normalizar que quem deveria proteger o sigilo do processo use esse privilégio para beneficiar alguns poucos.
O Brasil merece um exame íntegro.
Os estudantes merecem respeito.
E a educação pública merece ser tratada com seriedade.
Queremos explicações claras, ações concretas e a garantia de que irregularidades desse tipo não serão mais toleradas.
que esse governo não nos leva a sério todo mundo já sabia, mas isso aqui ultrapassa qualquer limite, alunos vão fazer a prova já com 7 ou 8 acertos garantidos em um exame em que um único acerto pode definir quem passa ou não, que ‘ensino igualitário’ é esse que eles tanto pregam?
sem alarmismo porém um professor fez live seis dias atrás com as questões totalmente idênticas a do enem literalmente os mesmos valores e mesmo enunciado da prova
eu to muito assustada https://t.co/GPDZY5zSZZ