existe uma linha tênue entre nós.
seguimos pelo mesmo caminho.
lado a lado.
mas nunca, nunca nos encontramos.
mesmo estando tão perto.
ainda sim estamos tão longe de nós.
ela me ligou no dia seguinte.
perguntou se estava tudo bem.
eu disse que sim.
embora sentisse muito a falta dela.
ela escolheu seu próprio caminho.
falei para ela se cuidar,
e que quem sabe um dia a gente não se esbarre de novo por aí.
mesmo sabendo que não iríamos.
Era insano, idiota e estúpido o jeito que eu te amava. E me tirava o ar, me virava do avesso e me enlouquecia. Eu sei de tudo isso. Mas você era a minha loucura favorita, o meu apego com a insensatez.
Queria começar a história com "joguei minhas coisas na mala e fui embora", mas não posso. Sou do tipo que iria jurar que iria embora, mas também bateria a porta alto o bastante para que ele ouvisse, o tipo que desceria as escadas devagar o bastante para que ele me alcançasse.
responsabilidade afetiva é você entender que não é o único que sente na relação. é saber que também dói no outro.
é optar por não machucar o outro, porque você tem essa opção.
Detalhes unidos têm a força de uma coisa grandiosa. Até ontem não tinha reparado na tua indiferença. Semana passada não notei teu cansaço para nós dois. Mês retrasado tua falta de cuidado passou desapercebida. Hoje me liguei em tudo. Nada muda de repente.
me afoguei no meu próprio mar de incertezas e me embriaguei com as minhas próprias mentiras sinceras.
a dose mais doída foi aquela que dizia que você me amava.