escrita por elayne baeta & carol biazin | lésbica, desfem e neurodiversa; artista visual e poeta nas horas vagas🪞🏹🪨| arte educadora em formação; ela/dela
se você não mora na cidade PRA QUE VOCÊ PEGA INGRESSO
se você não queria ir PRA QUE VOCÊ PEGA INGRESSO
ai achei q minha amiga não ia conseguir TIROU LUGAR DE QUEM TÁ NESSE FANDOM DESDE QUANDO AS COISA ERA MATO
JAO FAZ ALGUMA COISA 😭😭😭😭😭
ter ficado responsável por limpar e firmar as velas do quartinho de exu foi muito bom pra mim ontem, deu pra acalmar um pouco a cabeça e lembrar o quanto sou protegida
Jão durante o teaser oficial de “Memórias Póstumas”, seu novo álbum:
“Se o amor não escolhe para onde vai, aqui eu escolho. Esse texto é meu. Nele, você ainda corta minhas unhas, eu te conto da minha casa nova, dos filhos que eu ainda não tenho, das coisas mais lindas dos meus dias mais comuns. Se a única coisa que resta são as minhas palavras, então eu decido, aqui e agora, que é nelas que morará, para sempre, todo o meu amor.”
Estou acionando o Ministério Público de SP para que as mortes de Ieda Simplício e Fabiana Nogueira sejam devidamente investigadas.
Um casal de duas mulheres negras que estava prestes a se casar, ambas foram encontradas mortas em Praia Grande em condições estarrecedoras.
Seus corpos foram descobertos enterrados em uma área de mata nove dias após elas desaparecerem em São Vicente. Com seus corpos, foi encontrado também um crânio humano não identificado.
Estamos falando de um casal de duas mulheres negras. Não podemos aceitar que a dor dos familiares de Ieda e Fabiana seja secundarizada pelo Estado.
E é urgente que o poder público se atente às possibilidades de feminicídio, lesbocídio e assassinatos motivados por racismo, que investigue, descubra, julgue e prenda os culpados por esse crime bárbaro.
Precisamos de respostas, queremos compromisso e queremos celeridade.
Aos familiares e amigos de Ieda e Fabiana, dedico o meu mais profundo pesar e toda a minha solidariedade, e seguirei à disposição para tudo que me for possível.
é assustador o quanto as notícias de lesbofobia são abafadas e jogadas pra o escanteio, sempre descobrimos pelas redes sociais, por perfis que se recusam a deixar que apaguem nossas histórias. é brutal a violência que ainda sofremos. +
é preciso muita calma para conseguir encarar esse tanto de notícia… a cada dado de lesbocidio que vai subindo, a nossa insegurança sobe também.
até quando isso vai ficar acontecendo com a gente
Fabiana e Ieda passaram nove dias desaparecidas até serem encontradas mortas, enterradas em uma área de mata. Não eram apenas dois nomes em uma manchete. Eram duas mulheres, um casal, duas vidas interrompidas de forma brutal. Também eram mães de santo, referências para sua comunidade, pessoas que acolhiam, orientavam e preservavam uma tradição religiosa que há séculos enfrenta intolerância e preconceito. CARALHO que estressante.
Quando mulheres são assassinadas, toda a sociedade falha. Quando essas mulheres são lésbicas, existe o dever de investigar com seriedade se a lesbofobia teve relação com o crime. E quando, além disso, pertencem a uma religião de matriz africana, também não se pode ignorar que a intolerância religiosa faz parte da realidade vivida por muitos terreiros no Brasil. Cada uma dessas possibilidades precisa ser apurada com rigor, responsabilidade e sem preconceitos.
Que Fabiana e Ieda sejam lembradas pelas vidas que construíram, pelo cuidado que ofereceram à comunidade e pelo legado que deixaram