Me lembro do meu pai debruçado sobre planilhas, com pilhas de papéis ao lado na mesa, tentando fechar as contas, encontrar um equilíbrio no orçamento de casa. Era uma tarefa quase impossível.
No início, eram planilhas em papel. Meu pai colava várias folhas de papel quadriculado uma na outra, formando uma planilha enorme que cobria a mesa toda. Nela ele anotava, com lapiseira, minuciosamente, o salário recebido e todas as despesas, uma em cada linha. Anotava também a poupança e os investimentos, onde colocava o pouco que ele conseguia poupar.
Ela uma luta solitária e inglória. Ele lutando para economizar alguma coisa, e o resto da família - minha mãe, eu e meus três irmãos - com necessidades e desejos sempre crescentes.
Passado o tempo, meu pai mudou do papel para uma planilha eletrônica. Quando ele se aposentou, o dilema continuava o mesmo. Ele passava horas sentado fazendo seus cálculos impossíveis, movendo algarismos de uma coluna para outra.
Ele conseguiu tirar desse esforço um resultado impressionante.
Quando ele ficou doente do mal que o mataria - um covarde câncer de pâncreas - ele consentiu em transferir aquela tarefa para mim, e naquele momento eu tive certeza de que ele se despedia.
Quando fui olhar os números, me surpreendi: sua aposentadoria era muito menor do que imaginávamos.
Ele tinha realizado o milagre da multiplicação do dinheiro, e completado sua missão de educar quatro filhos nos melhores colégios e faculdades particulares com seu único salário e com a ajuda de minha mãe, que sempre nos conseguia bolsas de estudos, e lutava diariamente para economizar em tudo.
Hoje, enquanto o resto da casa está ocupado com outras coisas, eu me sento diante de uma planilha, e repito o ritual que meu pai me ensinou: coloco em uma linha o salário, depois uma linha para cada despesa - e, assim, presto uma inadvertida homenagem ao homem que me colocou no mundo e me educou - e me ensinou o valor do esforço, do trabalho, do dinheiro e da família.
Pai, muito obrigado.
O empresario que acha que “esse negócio de ideologia é besteira” um dia vai ter seu negócio regulamentado, taxado e fiscalizado por gente que acha que “esse negócio de lucro é roubo”.
Você trabalha, rala, sua a camisa… e precisa pegar consignado pra comprar um café.
No Brasil do “Crédito do Trabalhador”, você pega emprestado o próprio dinheiro — com juros, claro.
Salário virou piada, dívida virou rotina, e o aperto do mês vem antes mesmo do quinto dia útil.
Mas tem gente que ainda acha que o problema é o “Bozo voltar”.
Assista, compartilhe e marque aquele amigo que acha que o Haddad entende de economia.
Confiram a nova paródia do @filipetrielli - CONSIGNADO!
Não existe simetria intelectual e moral entre esquerda e direita. O termo “esquerda” não descreve um conjunto de ideias, políticas e valores equivalente aos descritos pelo termo “direita”, apenas com o sinal trocado.
Quem diz “não sou de esquerda e nem de direita” ainda não tem conhecimento suficiente de história, política, economia ou moral para entender as diferenças reais entre as ideias da esquerda - marxismo, comunismo, socialismo e “progressismo” - e as ideias da direita - liberalismo, conservadorismo e libertarianismo.
O “centro” político não é um lugar filosoficamente ou moralmente equidistante das posições de esquerda e direita e, portanto, superior.
“Centro”, politicamente falando, é um termo equivocado também porque boa parte do que passa por posições “de centro” hoje são, na verdade, ideias de esquerda - principalmente ideias sociais-democratas. Isso é resultado da hegemonia conquistada pela esquerda nas universidades e na mídia.
A percepção de uma simetria moral entre esquerda e direita é o mecanismo de produção dos isentões. É um terrível equívoco para o qual muitos isentões só acordam quando já é tarde demais.
"O verdadeiro soldado não luta pq odeia o que está à frente dele, mas sim pq ama o que está atrás dele". Essa frase, atribuída ao escritor britânico G. K. Chesterton, resume muito bem a motivação do soldado ucraniano na sua luta defensiva contra o invasor russo.
As Brigadas Woke na Guerra de Putin
A partir do fim da Segunda Guerra Mundial estabeleceu-se no ocidente a crença de que o modelo político chamado de democrático - com voto popular universal (obrigatório no Brasil), governos eleitos periodicamente e três poderes “independentes”
Liberdade de expressão inclui o direito de mentir.
Se a mentira prejudicar alguém já existem remédios legais para solicitar a reparação do dano.
Censura não elimina mentiras, ao contrário; ela apenas garante a hegemonia das mentiras que interessam aos censores.
Ora, se o milionário quer pagar mais imposto, é só ele pagar, não é? Duvido que algum governo recuse.
Se algum governo louco recusar, o milionário ainda pode doar o dinheiro. Simples e fácil.
A não ser que a intenção da proposta seja outra.
😏woke.
https://t.co/7nrdDFgVVr
É importante entender a diferença entre concorrente, adversário e inimigo.
O concorrente quer o seu lugar.
O adversário quer a sua derrota.
O inimigo quer a sua destruição.
Não sou de esquerda porque essa posição ideológica é baseada em três crenças equivocadas: a de que totalitarismo produz liberdade, a de que a distribuição da riqueza é mais importante que sua criação, e a de que o Estado deve dirigir nossas vidas nos mínimos detalhes.
O Brasil ensina desde cedo às suas crianças que trabalho é uma coisa ruim.
Nos EUA, jovens - mesmo os de classe média - trabalham desde cedo em lanchonetes, lojas, livrarias, piscinas e praias (como salva-vidas) e em inúmeras outras ocupações.
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#1 Ok, @nytimes. O couro da pecuária na Amazônia vira banco para carros (não apenas SUVs). Mas este é apenas um detalhe de uma abordagem precária. O que move a indústria é a carne. O couro é um subproduto cada vez mais de baixo valor.
https://t.co/X7ISoyUelZ
O Brasil é uma semidemocracia semirepublicana governada por um regime semipresidencialista onde as instituições têm semiliberdade para divulgar semiverdades.
Vejam a resposta exemplar dada pelo Secretário de Segurança de Minas Gerais ao Presidente do “Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos de MG”, que questionava a operação da Polícia Militar que neutralizou os 25 vagabundos (termo técnico) do “novo cangaço”.
Nos últimos 18 meses o Facebook apagou mais de 200 posts da minha página da 2ª GM alegando tratar-se de "discurso de ódio". Conteúdo histórico sobre a 2ª GM!! Sempre que entro naquela página encontro 1 ou 2 avisos de post apagado!! E agora isso?? 🤦♂️