«A bisa Joaquina era uma mulher invulgarmente robusta. Tinha uns olhos meio rasgados e dizia sempre que tinha uma avó vinda do Oriente, embora tivesse nascido no meio do Alentejo, perto de Monsaraz.»
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Lançamento de «Coisas Ruins», de João Zamith. Dia 17 de maio, às 16 h 30, na Associação Convívio, em Guimarães, com apresentação de Ana França.
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Obras de Paula Rego e Adriana Varejão, em exposição até 22 de setembro de 2025. Duas artistas de gerações diferentes com temas parecidos. Há terrores do quotidiano que teimam em não morrer.
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«Eles suavam.
Ela gemia entre baforadas de ar.
Ele tentava não gemer. Queria ouvi-la. Observar-lhe o corpo.
Dobrados e ajoelhados sobre o plástico do chão, ele movia-se de trás para a frente, ela aguentava a movimentação pressionando para baixo.»
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«Não queria usar véu. Não e não. Considerava-o coisa antiga, descabida e de fraca funcionalidade. Gostava pouco de prender coisas à cabeça, a fazer peso e comichão, a desgastar as ideias.»
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Bem-vindos a mais uma SdN de conforto. Se gostam de rever o mesmo filme, ou a mesma série, vezes sem conta, não se preocupem: não são loucos.
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«Do galho arrancado, jorra o sangue em golfadas. Os golpes abrem em carne a casca ressequida e espinhosa da árvore, desabrolhando os lamentos da sombra nela aprisionada.»
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Um videojogo FPS (First Person Shooter), que garante imediatamente o terror, nem que seja pelos «jump scares» que facilmente elevam a pulsação de qualquer um.
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«Três badaladas na torre da igreja.
Tantas quantas as suas vítimas. Era chegada a hora.
Três os guardas que o vêm buscar. Três os degraus para o cadafalso.»
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«Ele escrevia como se roubasse jóias. Cada vírgula, um ramo amputado a uma floresta feérica, onde a pedra e o creme bordavam as mãos abertas das árvores. Ele chamava em sussurros bocas avessas e fantasmagóricas para embalarem a noite cava.»
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Conor, um menino de apenas 13 anos, foi obrigado a crescer depressa e a enfrentar problemas bem diferentes dos rapazes da sua idade. É quando está mais fragilizado que um monstro lhe aparece.
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«— O Diabo não castiga meninas pequeninas — dizia-me o meu avô, com todo o amor, afagando-me o cabelo e ajeitando o cobertor da minha cama.»
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Recomendações de livros para ler em maio: Uma autora que foi traduzida pela primeira vez para português, um livro de contos e um livro para os que gostam de vários géneros.
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«Aquele não era o piso -1, tinha certeza. A falangeta do dedo já doía de tanto premir o botão para fechar a porta. Tinha ainda de fazer o jantar, e havia horas certas para dar o remédio ao gato.»
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«Finisterra», uma série onde o terror tem raízes portuguesas. A série criada por Guilherme Branquinho teve estreia em 2025 e está disponível na RTP Play.
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