Parece que é a primeira eleição de muita gente e pelo jeito o termo 'matematicamente' está sendo banalizado.
Entendam: no mundo real, as pessoas votantes não são números. O eleitor que votou no Flávio no primeiro turno não é obrigado a votar nele no segundo. Há uma campanha nesse meio tempo.
Todo mundo analisando partindo do pressuposto que todos os votos do primeiro turno se mantiveram estáticos, sendo que a campanha de segundo turno do Lula foi infinitamente melhor.
Tivemos debate no segundo turno e, por mais que achamos que Flávio foi melhor, coisas como cinismo à lá Marçal no primeiro, e chamar de 9 dedos no segundo, fora o populismo barato mostrando falta de convicção, fazem as pessoas mudar de candidato.
Agora a matemática da virada: cada voto virado conta dobro, é -1 pro Flávio e +1 pro Lula. Se 2 mi de pessoas resolveram mudar de candidato, isso gera um impacto de 4 mi na diferença entre os 2. Soma-se isso à redução de abstenção, nulos e brancos, mais migração dos outros candidatos. É completamente plausível, MATEMATICAMENTE falando, a virada de Lula.
A campanha de mobilização e convencimento do Lula, com Janones e Cia deu muito certo, enquanto a campanha de xingar indecisos e fazer festa de já ganhou deu errado. Quem diria que as pessoas iriam votar em quem trata elas bem, e rejeitar quem trata elas mal, né?
AGORA: Seleção Brasileira estuda não descer para o vestiário durante o intervalo do jogo contra Marrocos.
A ideia é evitar que os marroquinos tentem mudar o resultado do jogo no tribunal alegando que o Brasil abandonou o campo no meio da partida.