@atlanticista Olha, falando de governo FHC, e se levarmos em conta que o que o PT fez pós guinada desenvolvimentista (que é justamente o que esse imbecil defende que se faça), eu não acho tão maluquice considerar o PSDB mais de esquerda que o PT não.
@Divine_Lilithh@01Pequenocosmo_@ChapeuC@eujoao21 Os compradores da dívida pública podem ser o diabo que for, quanto mais pessoas quiserem comprar menor será o custo de rolagem e menor serão os juros. Isso sem falar que, se eu não me engano, as instituições financeiras são obrigadas pelo próprio estado, por motivos regulatórios
Olha, esse estudo é bem legal como exercício de identificação, mas é bem...estranho...
Eu sinceramente vejo vários buracos de causalidade olhando por cima, sem entrar muito nos dados.
Primeiramente, o tratamento não é exatamente aleatório. As regiões que pediam emancipação eram justamente aquelas menos desenvolvidas e onde qualquer desenvolvimento teriam um efeito significativo. Ou seja, existe um processo de auto-seleção. Os autores tentam contornar isso fazendo comparação entre municípios que conseguiram se emancipar com municípios que também solicitaram emancipação mas que fracassaram. A ideia é que ambos tinham motivações semelhantes e diferem apenas porque alguns pedidos foram rejeitados.
A validade causal depende de acreditar que os motivos que levaram um pedido a ser aprovado ou rejeitado são independentes do potencial de desenvolvimento econômico daquela região e isso é bem complicado. É perfeitamente plausível imaginar que regiões com maior capacidade de organização política e elites econômicas mais fortes tivessem maiores chances de aprovação. Se isso ocorre o tratamento deixa de ser quase aleatório.
Sobre as transferências federais, os autores tentam distinguir quanto desse efeito decorre da maior proximidade do governo e quanto decorre simplesmente das transferências. Para isso eles decompõe o efeito total entre aumento das receitas municipais e um efeito de descentralização. O problema é que isso exige hipóteses causais hercúleas. Para que o chamado "efeito direto" seja interpretado como o efeito puro da descentralização, seria necessário assumir que, após controlar pelas variáveis observadas, não existem fatores não observados que influenciem simultaneamente o resultado.
Imagine dois municípios recém criados que receberam exatamente o mesmo aumento de transferências federais. Em um deles, a administração local é competente e consegue transformar esses recursos em infraestrutura, saneamento e um ambiente favorável à atividade econômica. No outro, a gestão é ineficiente e os recursos são desperdiçados. Se a qualidade da gestão não é observada pelo pesquisador, a análise pode atribuir a diferença de desempenho à descentralização, quando, na realidade, ela decorre da capacidade administrativa prévia associada às elites que pediram a emancipação em primeiro lugar.
@kechuapina@oanopheles@e_cantado@jcaetanoleite Se eu não me engano, o próprio Dani rodrik disse que em países em que há uma forte captura do estado por interesses privados, a melhor política industrial é nenhuma. E ele usou o Brasil de exemplo.
@pedrotrossi1@jcaetanoleite Eu sempre achei estranho o fato do João ter lido todos os livros e papers relevantes possíveis e convenientes para provar os seus pontos...
@strudeldequeijo Minha treta preferida do Twitter. Amo demais. Alô @jcaetanoleite, tu tá muito comedido nessa treta. Cadê aquela prepotência que amamos tanto?
@haru95753789638 @tomTL1984 Nossa que errado. Vender uma porrada de empresa que só traziam ineficiência econômica e chupinhavam o orçamento público pra investir em saúde, educação e assistência social. MALDITO FHC!!!
E a fome nesse país despencou por causa dele, viu.
@kechuapina@fvndrsn não deveríamos gastar menos com isso e fazer parte do ajuste fiscal em cima disso? Melhor isso do que cortar investimentos públicos ou de benefícios aos mais pobres
@kechuapina@fvndrsn Excelente thread. Compreendo que somente o diferencial salarial não é constatação de patrimonialismo, mas essa questão do alto valor do PIB gasto com o funcionalismo sempre me pega. Dado a nossa realidade ruim (com todos esses aspectos negativos que você citou, mas outros também)