Esquerda dedo-duro e juízes inquisidores
A questão dos transexuais é tratada pela esquerda como um dogma; que, como os dogmas religiosos antigos, é garantido pela polícia. Como demonstrou bem o caso da companheira Izadora Dias, então candidata ao governo do estado de São Paulo, no debate com a esquerda, ou você aceita o dogma, ou vai preso.
Lula confessa de todo coração que procurou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para libertar os sequestradores do empresário Abílio Diniz.
Esse homem é uma vergonha para o nosso pais!
Bomba: Estadão publica áudios que revelam relação íntima de Lula e Vorcaro e combinações de temas para acionar “Alexandre” e Hugo Motta no BC https://t.co/RT4bEZe1Zq
TODOS os casos do 8/01 foram instaurados a partir do Inq 4879 (caso Zé Trovão/paralização caminhoneiros), que distribuído a Moraes por prevenção ao inquérito das FakeNews Inq 4781. Ou seja, Moraes não tem mais competência para decidir sobre os presos políticos e Jair, após a determinação da presidência do STF. Esses casos precisam sair urgente das mãos dele antes que as provas sejam destruídas. Sem anistia!
O DOSSIÊ DO GILMAR
Obs: Leia com calma é longo, são 28 anos atrasando o Brasil.
De FHC a Lula, passando por Bolsonaro, Gilmar Mendes permaneceu. PGR, STF, Cade, STJ, IDP, CBF, FIFA, grandes empresários e algumas das decisões mais importantes da República aparecem, em momentos diferentes, dentro de uma mesma rede de relações.
O problema já não é perguntar se Gilmar tem influência.
É descobrir onde ela termina.
Por Mooska (@LagSignal)
Gilmar Mendes tomou posse no Supremo Tribunal Federal em 20 de junho de 2002.
Desde então, o Brasil passou por Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma Rousseff, Michel Temer, Jair Bolsonaro e Lula novamente.
Gilmar continuou sentado na mesma Corte, tornou-se presidente do STF, presidente do Conselho Nacional de Justiça, presidente do Tribunal Superior Eleitoral e, finalmente, decano.
Se permanecer até a aposentadoria compulsória, deixará o Supremo somente em dezembro de 2030. Serão aproximadamente 28 anos e seis meses dentro da instituição que tem a palavra final sobre algumas das maiores disputas políticas, econômicas e criminais do país.
Esse é o primeiro elemento do poder de Gilmar: tempo.
Governos precisam vencer eleições.
Parlamentares precisam renovar mandatos.
Ministros vão embora.
Procuradores-gerais mudam.
Presidentes do Senado e da Câmara perdem força, são substituídos e desaparecem.
Gilmar permanece.
E permanência, em Brasília, produz algo muito maior que antiguidade.
Produz rede.
NÃO É ESQUERDA NEM DIREITA.
É PODER TRANSVERSAL
Há uma maneira preguiçosa de tentar compreender Gilmar Mendes: colocá-lo dentro de uma caixinha ideológica.
Os fatos não cabem nela.
Fernando Henrique Cardoso o colocou no Supremo. Durante o governo Bolsonaro, Victor Oliveira Fernandes, então chefe de gabinete de Gilmar, foi indicado pelo próprio Bolsonaro para ocupar uma cadeira de conselheiro do Cade.
O Senado aprovou a indicação e Victor assumiu um dos principais órgãos regulatórios do país.
Depois veio Lula.
Em 2023, duas posições centrais do sistema institucional brasileiro ficaram em disputa: uma cadeira no Supremo e o comando da Procuradoria-Geral da República.
Os escolhidos foram Flávio Dino e Paulo Gonet.
Paulo Gonet não apareceu do nada na vida de Gilmar. Os dois foram sócios fundadores do IDP.
A sociedade começou em 1998 e terminou em 2017, quando Gonet vendeu sua participação.
Anos depois, quando Lula precisava escolher o novo procurador-geral da República, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes atuaram em favor do nome de Gonet.
Lula formalizou a indicação.
O Senado aprovou.
Hoje Paulo Gonet ocupa a instituição responsável por decidir quando denunciar, quando arquivar e como se manifestar em alguns dos processos mais sensíveis que chegam ao próprio Supremo.
Isso tem um nome: influência institucional.
Flávio Dino também possuía ligação antiga com o universo de Gilmar.
Foi diretor de escola ligada ao IDP.
Quando Lula o escolheu para o Supremo, Gilmar recebeu publicamente a indicação de forma favorável.
Observe o desenho: um ex-diretor de uma instituição ligada ao universo de Gilmar chega ao STF; um antigo sócio chega à PGR; os dois são escolhidos por Lula; e Gilmar aparece apoiando os dois nomes.
Um ministro indicado por FHC continuava, mais de vinte anos depois, suficientemente central para participar do ambiente político em torno de duas das nomeações mais importantes do terceiro governo Lula.
Esse é o tamanho da permanência.
BOLSONARO TAMBÉM PASSOU POR ESSA REDE
A relação com Bolsonaro torna a história ainda mais reveladora.
O presidente que passou parte do mandato em confronto aberto com o Supremo foi o mesmo que indicou o chefe de gabinete de Gilmar para o Cade.
Outro nome ligado ao ministro, Rodrigo Mudrovitsch, que já atuou como seu advogado, teve candidatura à Corte Interamericana de Direitos Humanos apoiada pelo governo brasileiro.
Não é necessário imaginar uma sala secreta em que Gilmar distribui cargos.
A realidade é mais interessante: governos adversários passam; Gilmar continua capaz de conversar com todos eles.
FHC o indicou.
Bolsonaro colocou um assessor direto seu no Cade. Lula escolheu para a PGR e para o STF nomes que possuíam antigas relações com seu ecossistema institucional e receberam seu apoio.
Gilmar não precisou pertencer permanentemente a nenhum desses governos.
Seu poder está justamente em sobreviver a todos.
O IDP NÃO É APENAS UMA FACULDADE
É impossível compreender essa rede olhando somente para o gabinete do Supremo.
Existe o IDP.
Foi ali que Gilmar e Gonet foram sócios.
Foi ali que Flávio Dino ocupou posição de direção. Hoje o diretor-geral é Francisco Schertel Ferreira Mendes, filho de Gilmar.
E existe o Fórum de Lisboa.
Na edição de 2026, a programação reuniu Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Paulo Gonet, ministros de tribunais superiores, autoridades do Executivo, parlamentares, executivos, banqueiros e empresários.
Isso não é apenas uma coleção de nomes famosos.
É um ambiente em que pessoas que julgam, acusam, regulam, legislam, investem e possuem interesses perante essas mesmas instituições convivem dentro do mesmo ecossistema.
Poder não é apenas assinar uma ordem.
Poder é acesso.
É conseguir reunir numa mesma sala quem julga e quem pode ser julgado, quem regula e quem é regulado, quem acusa e quem depende da acusação.
A República formal está dividida em instituições.
A República real também funciona por relacionamentos em um banal a céu aberto.
ENTÃO A REDE CHEGA AO FUTEBOL
É aqui que o dossiê deixa de ser exclusivamente jurídico.
Francisco Schertel Mendes, filho de Gilmar e diretor-geral do IDP, tornou-se vice-presidente da Federação Mato-Grossense de Futebol. A posição lhe dá participação e voto na assembleia da CBF.
Ele também integra o Comitê Disciplinar da FIFA.
Ao mesmo tempo, a CBF Academy mantém parceria com o IDP.
Agora vem a outra metade da história.
Quem se tornou personagem central da disputa judicial pelo comando da CBF?
Gilmar Mendes.
Em janeiro de 2024, foi Gilmar quem suspendeu uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio e determinou o retorno de Ednaldo Rodrigues à presidência da Confederação Brasileira de Futebol.
Em fevereiro de 2025, Gilmar homologou acordo relacionado à situação institucional da entidade.
Em maio daquele ano, voltou a atuar no processo e determinou que o TJ-RJ investigasse imediatamente alegações de irregularidade relacionadas a uma assinatura usada no acordo.
Aqui está o ponto relevante: o filho de Gilmar ocupa espaço crescente dentro do ecossistema do futebol, dirige a instituição que possui parceria formal com a CBF Academy e participa da estrutura internacional da FIFA; ao mesmo tempo, o pai foi responsável por decisões capazes de modificar diretamente quem comandava a CBF.
Essa sobreposição existe.
Está documentada.
E precisa ser examinada.
A PGR, O MASTER E O MOMENTO EM QUE A REDE FOI TESTADA
Em 2026, o caso Banco Master colocou o próprio Supremo sob pressão.
Material apreendido no celular de Daniel Vorcaro passou a alimentar questionamentos envolvendo integrantes e pessoas próximas de instituições centrais da República.
Quando Alexandre de Moraes entrou no centro da discussão, Gilmar participou diretamente da reação institucional.
Antes da sessão que analisaria a situação de Moraes, pediu adiamento e defendeu que questões envolvendo André Mendonça fossem examinadas conjuntamente.
Posteriormente, sustentou que todos os ministros deveriam ter acesso à íntegra do material extraído do celular de Vorcaro.
Também defendeu a identificação de todos os integrantes da Corte mencionados nas mensagens antes do avanço de determinadas deliberações.
O efeito objetivo dessa posição foi ampliar o universo da discussão para além de Moraes.
Gilmar também saiu publicamente em defesa de Paulo Gonet quando o nome do procurador-geral apareceu no material relacionado ao Master.
André Mendonça respondeu acusando o decano de manifestar indignação de forma seletiva.
Ali estava Gilmar Mendes discutindo simultaneamente o tratamento processual de um colega do Supremo e defendendo publicamente o procurador-geral que havia sido seu sócio no IDP e cuja chegada à PGR contara com seu apoio.
O que antes parecia apenas uma extensa rede de relações entrou no plenário.
BANCO MASTER: QUANDO OS INTERMEDIÁRIOS SE APROXIMAM DO PODER
O caso Master trouxe ainda outro personagem para perto de Gilmar.
Francisco Feitosa, conhecido como Chiquinho e então cunhado do ministro, havia sido contratado por empresa ligada a Vorcaro e conversado com o banqueiro sobre interesses envolvendo universidades privadas.
No mesmo período, Gilmar relatava processos relacionados à abertura de cursos particulares de medicina.
O detalhe que chama atenção não é apenas a coincidência temporal.
É o comportamento de empresários que procuram pessoas situadas socialmente perto do núcleo decisório do Estado.
Essa é uma das perguntas centrais deste dossiê: quanto vale estar perto de quem decide?
Outro episódio envolve a advogada Dalide Corrêa, antiga dirigente do IDP, que recebeu pagamentos milionários do Master.
Em mensagens internas, executivos do banco a descreveram como “sócia de Gilmar”, embora não haja comprovação societária de que ela tenha ocupado formalmente essa condição.
O que interessa aqui não é transformar a linguagem dos executivos em documento societário.
O que interessa é perguntar por que, dentro do próprio banco, a proximidade com Gilmar aparecia como referência relevante.
QUEM REGULA O SUPREMO?
Gilmar não atua apenas dentro das regras do tribunal. Também participa da discussão sobre quais devem ser essas regras.
Em setembro de 2026, propôs impedir que delegados da Polícia Federal, militares e outros agentes de segurança cedidos trabalhassem como assessores nos gabinetes dos ministros.
Seu argumento foi que a presença de investigadores poderia transferir indevidamente funções próprias da autoridade policial para a esfera judicial.
Gilmar não apenas julga dentro do Supremo.
Ele também participa ativamente da definição de como o próprio Supremo deve funcionar.
E o Presidente da Corte é um mero coadjuvante neste caso.
Em dezembro de 2025, outra decisão expôs essa tensão.
Gilmar monocraticamente suspendeu trechos da Lei do Impeachment e adotou interpretação segundo a qual somente a Procuradoria-Geral da República poderia apresentar determinadas denúncias por crime de responsabilidade contra ministros do Supremo.
A reação do Senado foi imediata, "Barulho".
Dias depois, ele suspendeu parcialmente a própria decisão nesse ponto.
A configuração era institucionalmente explosiva: um integrante da instituição que pode sofrer impeachment interpretava, em decisão individual, as regras que determinavam quem poderia iniciar esse processo contra integrantes da própria instituição.
Esse é precisamente o tipo de concentração que precisa ser discutido.
A PERGUNTA ERRADA É: “GILMAR MANDA EM TODO MUNDO?”
Não é necessário demonstrar que Gilmar dá ordens pessoais a todos esses personagens.
Essa seria uma caricatura fácil de derrubar.
A pergunta séria é outra:
como um único ministro conseguiu acumular relações relevantes em tantos pontos estratégicos do Estado brasileiro durante tanto tempo?
Supremo.
CNJ.
TSE.
PGR.
Cade.
STJ.
IDP.
Grandes escritórios.
Empresários.
CBF.
FIFA.
Governos ideologicamente adversários.
Em alguns desses lugares Gilmar exerceu poder formal.
Em outros apoiou nomes.
Em outros, antigos colaboradores chegaram a posições importantes.
Em outros, familiares passaram a ocupar espaços.
Em outros, seu instituto criou o ambiente em que todos esses mundos se encontram.
É esse conjunto que precisa ser observado.
O PODER DE GILMAR NÃO ESTÁ APENAS NA CANETA. ESTÁ NA REDE
Há uma diferença entre autoridade e influência.
Autoridade está escrita na Constituição.
Influência não.
A Constituição informa quando Gilmar pode votar, conceder uma liminar ou relatar um processo.
Ela não mede quantos procuradores, magistrados, políticos, empresários, advogados e dirigentes esportivos fazem parte de sua rede depois de quase três décadas em Brasília.
Não mede o peso de um telefonema.
Não mede o valor político de um apoio.
Não mede a força de uma recomendação.
Não mede o poder de reunir pessoas que, formalmente, pertencem a instituições independentes.
É aí que o dossiê deixa de ser sobre um ministro e passa a ser sobre o desenho da República.
O PROBLEMA
O problema Gilmar Mendes não é apenas Gilmar Mendes.
É o modelo que permitiu que um único personagem atravessasse quase três décadas acumulando jurisdição, interlocução, relações acadêmicas, conexões profissionais, influência sobre nomeações e acesso aos centros de decisão sem passar novamente por qualquer processo de renovação política.
Presidente precisa voltar ao voto.
Senador precisa voltar ao voto.
Deputado precisa voltar ao voto.
Gilmar não.
Existe uma boa razão constitucional para isso.
Juízes constitucionais precisam de independência para contrariar governos e maiorias.
Mas independência sem contrapesos suficientemente fortes produz um risco:
um poder que se acumula mais rapidamente do que o sistema consegue fiscalizar.
FHC o colocou no Supremo.
Bolsonaro indicou seu chefe de gabinete ao Cade.
Lula colocou na PGR um antigo sócio apoiado por Gilmar e no STF um nome com histórico no ecossistema do IDP.
Seu filho dirige o IDP, entrou na estrutura do futebol e participa da FIFA.
O IDP mantém parceria com a CBF Academy.
Gilmar decidiu questões capazes de alterar o comando da própria CBF.
Seu Fórum de Lisboa coloca ministros, PGR, parlamentares, banqueiros e empresários dentro do mesmo ambiente.
E quando o caso Master atingiu o interior do Supremo, Gilmar apareceu novamente no centro da reação institucional.
Não são episódios irrelevantes quando analisados em conjunto.
Eles formam uma biografia de poder.
Gilmar não precisou vencer eleições para atravessar todos os governos.
Não precisou ser presidente para conversar com presidentes.
Não precisou comandar a PGR para apoiar decisivamente quem chegou ao cargo.
Não precisou ocupar o Cade para ver um chefe de gabinete seu chegar à autarquia.
Não precisou dirigir a CBF para se tornar relator de processos capazes de definir seu comando enquanto seu próprio filho avançava dentro do futebol.
Esse é o dossiê.
Não uma acusação improvisada de que Gilmar “manda no Brasil”.
Algo mais concreto:
o retrato de como uma mesma pessoa acumulou influência suficiente para aparecer repetidamente nos cruzamentos onde Justiça, política, regulação, negócios e poder se encontram.
A pergunta final não é quantas pessoas Gilmar conhece.
É maior:
que República construímos quando tantas estradas institucionais acabam passando tão perto do mesmo homem?
Gilmar Mendes um dia deixará o Supremo.
O problema será descobrir se o sistema que permitiu essa concentração irá embora junto com ele.
Porque, se nada mudar, estaremos apenas esperando o próximo nome.
Outro ministro.
Outra rede.
Outro centro de poder.
Outro Gilmar.
Zumm...
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Entre as vítimas estavam homens, mulheres e crianças — incluindo dezenas de americanos.
Jamais esqueceremos esse ato de barbárie contra um país aliado e reafirmamos nosso compromisso com a defesa da civilização.