É necessário falar sobre o absurdo que vem ocorrendo em torno do processo envolvendo Pachi Chim.
Não se trata de uma pessoa cuja atuação possa ser honestamente caracterizada como inocente, desinteressada ou pautada pela boa-fé. Sua plataforma e sua exposição pública foram construídas, em larga medida, utilizando a imagem de Jimin como objeto recorrente de deboche, ridicularização e conteúdo depreciativo.
É absolutamente inadmissível testemunhar pessoas que se identificam como ARMYs manifestando solidariedade, apoio e até mesmo indignação em favor de alguém cuja própria atuação pública contribuiu para transformar uma pessoa que afirmam admirar em alvo de piadas e humilhações recorrentes. Entrando na postagem, você vê mensagens de apoio e compadecimento, algumas delas acumulando milhares de curtidas. A situação é, no mínimo, enojante e profundamente contraditória.
Não cabe a terceiros transformar uma medida dessa natureza em motivo para atacar ou deslegitimar o próprio artista que supostamente defendem. Muito menos cabe exigir que fãs se solidarizem com alguém cuja conduta pública é justamente incompatível com o respeito a alguém que dizem admirar.
Quando você escolhe proteger a pessoa que reiteradamente utiliza Jimin como objeto de escárnio, em detrimento do respeito à quem afirma amar, é legítimo questionar quais interesses você está, de fato, defendendo. Por isso, manifestações públicas de apoio a Pachi Chim devem ser tratadas com a devida atenção. Caso encontrem publicações que promovam ou incentivem isso, utilizem os mecanismos de denúncia e tratem esse tipo de atitude com a revolta que deve ser tratada: atitude de anti!
É preciso parar de normalizar esse tipo de comportamento sob o argumento de que “é apenas uma brincadeira”, “ele é um fã” ou de que qualquer pessoa merece apoio simplesmente porque está envolvida em uma disputa jurídica.
Respeitar Jimin também significa reconhecer seu direito à dignidade, à imagem e ao respeito.
Isso deveria ser o mínimo.