Ídolo a gente não escolhe.
É ele que escolhe a gente.
O meu primeiro foi o Guilherme.
Controverso, do jeito que o atleticano também é.
Depois veio um hiato. Até o Bruxo.
E então…
veio ele.
Hulk.
Ele chegou desacreditado. Logo com a gente, que sempre, acreditou.
Nós não estávamos preparados pra isso, Givanildo.
Ninguém nunca está.
Mas ninguém vai fazer a gente esquecer de quem lutou por nós.
Por um instante, pareceu que a SAF ia enterrar uma idolatria.
Como se fosse possível reduzir história a ~planilha~.
Não é.
Porque nós não somos ingratos.
Nós lembramos.
Veio o o Brasileiro.
O título que a gente perseguiu por anos.
Aquele que sempre escapava.
Aquele que sempre batia na trave.
Até parar.
Até ser nosso.
Nós vimos.
E isso ninguém apaga.
Talvez o futebol tenha dessas coisas.
Ronaldinho nos deu a Libertadores.
Hulk nos deu o Brasileiro.
Um foi catarse.
O outro foi alívio.
Dois capítulos diferentes da mesma história.
Certa vez, @fredmelopaiva escreveu:
“A camisa do #GALO é um pai que te abraça.”
E quem veste e entende isso… não passa.
Fica.
A raiva vem.
A chateação também.
Mas isso passa.
O que não passa
é o que você fez.
Obrigado, Hulk.
Você foi do tamanho dos nossos sonhos.
E nos deu mais do que merecíamos. Ou do que estão deixando a gente merecer ultimamente.